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quarta-feira, 8 de março de 2017

8 DE MARÇO: DIA DE LUTA DE TODA CLASSE TRABALHADORA

No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos, situada na cidade estadunidense de Nova Iorque, fizeram uma grande greve. Ocuparam a fábrica e começaram a reivindicar melhores condições de trabalho, como redução na carga diária de trabalho para dez horas (as fábricas exigiam 16 horas de trabalho diário), equiparação de salários com os homens (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com muita violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas.

Em 1910, durante uma conferência na Dinamarca, ficou decidido que o 8 de março passaria a ser o “Dia Internacional da Mulher”, em homenagem às mulheres que se manifestaram por condições melhores em 1857. Somente em 1975, através de um decreto, a data foi oficializada pela ONU.


Essa data não é apenas pra comemorar, dar presentes ou coisa do tipo. É uma forma de luto pelas mulheres que reivindicaram seus direitos e acabaram morrendo por eles. Em muitos países realizam-se conferências, debates e reuniões cujo objetivo é discutir o papel da mulher na sociedade. A luta é para tentar diminuir e, quem sabe um dia terminar com o preconceito e a desvalorização da mulher. Mesmo com todas as conquistas, mulheres ainda sofrem em locais de trabalho, em casa, e nas ruas.

O Dia da Mulher serve para lembrarmos o quanto já conquistamos e o quanto ainda temos para conquistar!

A cada 15 segundos uma mulher é espancada ou morta no Brasil. As mulheres são vistas como objetos de consumo, e depois de serem usadas são jogadas em qualquer canto, são criminalizadas, sofrem preconceitos, opressão, desvalorização. Vivem com medo de andar nas ruas por que hoje em dia as ruas são dominadas por homens. Toda mulher tem medo de andar à noite por elas e ser assediada ou estupradas. São ridicularizadas por necessitar interromper uma gravidez. Nós mulheres vivemos com medo todos os dias. Esse medo vem da dominância masculina: de nossas famílias que foram criadas de uma forma machista, onde o irmão tem o direito de fazer o que quiser por ser homem, e a menina tem que ficar em casa ajudando a mãe a arrumar a casa e preprarar o almoço para os machos, e pelo sistema que nos mostra que não podemos gritar, não podemos erguer a voz pra dizer que basta de opressão e que as mulheres têm que ser tratadas com respeito e não como objetos.



Mulheres unidas mudam o mundo!

terça-feira, 7 de março de 2017

ATIVIDADES DO DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Atividade do Rio de Janeiro
Na próxima quarta-feira, 8 de março, Dia Internacional da Mulher, trabalhadoras de todo o país irão para às ruas para barrar a reforma da Previdência proposta pelo governo ilegítimo Michel Temer. Com o lema "Aposentadoria fica, REFORMA sai", as CUTistas em parceria com movimentos sociais e populares irão denunciar os prejuízos que as mulheres sofrerão se esta reforma for aprovada.

O projeto de Temer atende a dois grandes propósitos: prolongar ao máximo o acesso e reduzir o valor do benefício.

As mulheres serão as principais afetadas com a proposta que desvincula o salário mínimo do benefício, equipara a a idade mínima de 65 anos para homens e mulheres e aumenta o tempo mínimo de contribuição de 15 para 25 anos. Se quiser receber o beneficio integral, a trabalhadora ou o trabalhador terá que contribuir durante 49 anos pelo teto do INSS.

A desigualdade de gênero na sociedade e no mundo do trabalho impacta diretamente na aposentadoria, mas foi ignorada quando as novas regras foram pensadas. As mulheres têm salários menores, trabalham mais, não tem oportunidades de promoção iguais aos dos homens. Além disso, elas estão nos empregos mais precários e ainda são elas, na grande maioria das vezes, as responsáveis pelos cuidados com a família e as tarefas domésticas.

O Presidente Nacional da CUT, Vagner Freitas lembra que além do desmonte da Previdência, outras ameaças vindas de Brasília prejudicarão especialmente as mulheres, como os projetos da reforma trabalhista e a da terceirização sem limites, prestes a serem votados e aprovados no Congresso Nacional.

"A ideia é acabar com suas férias de 30 dias, aumentar sua jornada, ampliar indefinidamente os contratos de trabalho temporário, tirando até os direitos ao FGTS e ao seguro desemprego da classe trabalhadora e regular a terceirização para todas as atividades", diz Vagner.

Para o dirigente, "o único jeito de barrarmos esses retrocessos é ir para as ruas e praças do país e denunciar o que este governo ilegítimo quer impor para a classe trabalhadora, especialmente às mulheres", explica.

Para a Secretária Nacional da Mulher Trabalhadora, Junéia Martins Batista, o dia 8 de março é a principal data de mobilização do calendário feminista e, este ano, em especial. "As CUTistas, dos movimentos sociais e sindicais estão unificadas e vão para rua dizer que são contra as reformas da Previdência e Trabalhista e não vão aceitar a terceirização sem limites, na qual as mulheres serão as mais prejudicadas", argumenta.

A vice-Presidenta da CUT, Carmen Foro lembra que "as mulheres negras, rurais e as professoras sofrerão ainda mais os impactos dos desmontes que acontecerão se não houver mobilização para retirada destas pautas no Congresso Nacional". Carmen também convoca todas as mulheres à reagirem contra a Reforma se não quiserem morrer trabalhando. "Nossa luta é histórica, sempre estivemos nas ruas para reivindicar mais direitos e agora nós mulheres temos a tarefa de nos mantermos mobilizadas para não perder direitos duramente conquistados. Temos que barrar o retrocesso que este governo e o Congresso querem nos impor, não podemos deixar que a vida das mulheres seja ainda mais prejudicada. Nenhum direto a menos", finaliza.

Mobilização Nacional nos Estados

Alagoas
Horário: 15 horas
Local: Calçadão do Comércio até a sede da Superintendência do INSS

Amazonas
Horário: 9 às 17 horas
Local: Praça da Saudade

Bahia
Horário: Ainda não definido
Local: na Praça do Fórum Ruy Barbosa

Ceará
Horário 8h
Local: Praça da Imprensa

Distrito Federal
OFICINA DE MULHERES
Horário: das 09h as 13h
Local: CUT DF
PLENARIA UNIFICADA DAS MULHERES
Horário DAS 14:30h as 17h
Local: CUT DF

Espírito Santo
Horário: 8h
Local: Caminhada até o INSS e a concentração será na Praça 8

Minas Gerais
Oficina e audiência pública preparatórias do Dia Internacional de Luta das mulheres
Horário: dia 07 às 8h
Local: Assembleia Legislativa
Ato Unificado do dia 8 de Março
Tema: oficina e audiência pública preparatórias do Dia Internacional de Luta das mulheres
Horário: às 16h
Local: Praça da Assembleia Legislativa

Paraíba
Grande Marcha das Rurais do Plo da Borborema que é formada por 14 cidades a já está na sua VII edição. Tem o apoio da CUT e das demais organizações (movimentos de mulheres e sociais) e integrará a programação da jornada de luta das mulheres no dia 8 de março.
Local e horário a definir

Pernambuco
Assembleia das trabalhadoras – Debate sobre a Reforma da Previdência
Horário: Manhã
Local: Sindicato dos/das professores/as do estado (SINTEPE)
Ato Unificado do dia 8 de Março
Tema: As mulheres vão parar! Contra o racismo, contra a violência às mulheres, Legalização do aborto, contra a Reforma da Previdência e por um debate público sobre o encarceramento feminino.
Horário e local ainda não definidos

Piauí
Tema: Ato publico contra a reforma da previdencia "em um direito a menos
Horário as 8h
Local: Praça do Fripisa – caminhada até o INSS

Rio de Janeiro
Tema: caminhada
Horário: 17 horas, com concentração às 16 horas.
Local: Concentração na Candelária e Caminhada pela Av. Rio Branco

São Paulo
Assembleia das trabalhadoras
Horário: das 14 às 15h30 horas, com concentração a partir das 13h30.
Local: o viaduto Santa Ifigênia, em frente à sede do INSS.
Ato do dia 8 de Março
Tema: Aposentadoria fica, Temer sai! Paramos pela vida das mulheres
Horário: Concentração 15 horas
Local: Praça da Sé

Fonte: CUT Nacional e Bancários Rio

segunda-feira, 14 de março de 2016

ESPETÁCULO TEATRAL SOBRE O DIA 8 DE MARÇO

Marco Hamellin
Ator
Começa amanhã (15/03) a peça teatral que conta a história do Dia Internacional da Mulher. Oito de Março é um espetáculo teatral que conta a história da greve que as tecelãs de uma fábrica de tecidos em Nova Iorque fizeram pela redução da jornada de trabalho. Elas cruzaram os braços e paralisaram a produção pelo direito a uma jornada de 10 horas diárias (trabalhavam até 16 horas). Assim começa a primeira greve norte-americana conduzida unicamente por mulheres. Violentamente reprimidas, as operárias acuadas refugiaram-se nas dependências da fábrica. No dia 8 de março de 1857 os patrões, com ajuda da polícia, trancaram as portas da fábrica e atearam fogo. Asfixiadas dentro de um local em chamas, 129 tecelãs morreram carbonizadas. Durante a II Conferência Internacional de Mulheres realizada em 1910 na Dinamarca, o 8 de Março foi declarado como o Dia Internacional da Mulher, homenageando as tecelãs de Nova Iorque.

A encenação tem como eixo central a narrativa ao estilo brechtiano, com inserção de poemas do próprio Berthold Brecht, trechos de músicas de nossa Música Popular Brasileira além de depoimentos pessoais de diversas mulheres, colhidos na internet, bem como das atrizes.  O elenco é formado por atrizes oriundas de diversas formações, idades e biotipos. Além do elenco profissional, juntou-se ao grupo quatro “não atrizes” oriundas de movimentos sociais, tais como ocupações e coletivos transexuais.   A peça busca uma comunicação rápida com o público para discutir a questão da igualdade de gênero e a luta da mulher por seus direitos.
É a primeira vez que vários de sindicatos se unem para produção de um espetáculo profissional num casa de espetáculos importante como o novo teatro Serrador, compreendendo a importância de promover a cultura e dar visibilidade ao movimento sindical. São eles:
CUT RJ – Bancários do Rio e Niterói – Engenheiros/SENGE – Petroleiros/SindpetroRio – SindJustiça – ASSIBGE – SindsPrev/Rio
Título da peça: Oito de Março      
Gênero: Drama político    
Duração: 50 min     
Ingresso: R$ 30,00
OBS.:Franqueado a todos os trabalhadores sindicalizados das entidades participantes mais acompanhante mediante apresentação de carteirinha na bilheteria.
Em uma frase: A história do dia Internacional da Mulher. A evolução das lutas femininas através da história. 
Texto Original: Taluta
Direção: Gilson de Barros
Elenco: Hebe Cabral, Joelma de Paula, Dâmaris Grün, Rita Grego, Dani Rougemount, Rosana Reategui, Gisele Lisboa, Márcia Valéria, Eunice Simeão e Renata Sapaio.
Participação Especial: Marco Aurélio Hamellin e Gilson de Barros.
Fotos: Aline Macedo
Cenografia e figurinos: Tiago Ribeiro
Costura: Ateliê das Meninas - Maria e Zezé
Direção de movimento: Josué Soares
Direção de Produção: Tainá Azamor
Temporada 1 - Teatro Municipal Serrador
Endereço: Rua Senador Dantas, 15 – Cinelândia.  Telefone do Teatro: 21- 2220-5033
Temporada: De 15/03 a 06/04/2016 – terça e quarta – 19.30h
Temporada 2 - Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas
Endereço: Rua Murtinho Nobre, 169 – Santa Teresa.  Telefone do Teatro: 21- 2215-0621
Temporada: De 06/03 a 27/03/2016 – domingos 16h
Realização: Teatro das Mentirinhas
Contatos: 21.9 8854-1214 E-mail teatrodasmentirinhas@gmail.com 

sexta-feira, 6 de março de 2015

DIA INTERNACIONAL DA MULHER NA QUINTA DA BOAVISTA


O Fórum 8 de março convida a todos para o evento comemorativo ao Dia Internacional da Mulher, que será realizado na Quinta da Boavista, das 10h às 13h. O Evento contará com diversas atrações musicais e culturais.