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sexta-feira, 24 de junho de 2016

A IMPORTÂNCIA DOS BANCOS PÚBLICOS NA REDUÇÃO DA DESIGUALDADE SOCIAL


A importância da existência dos bancos públicos para a sociedade brasileira é muito maior do que a maioria das pessoas pode notar.  Os bancos públicos desde o século XIX têm sido responsáveis por serem um sustentáculo do desenvolvimento nacional. Os bancos públicos durante a nossa história já atuaram em diversas tarefas que a maioria das pessoas desconhece, desde a impressão e confecção de moedas e notas até o controle da entrada de moedas estrangeiras no pais. Não existe lugar na nossa história econômica onde os bancos públicos não estejam presentes. 

 Os bancos públicos são responsáveis não só por serem executores de programas federais pelo Brasil afora, mas até mesmo como braços do governo federal, estando presentes em locais remotos do nosso país onde os bancos privados não querem ir. Um exemplo da importância desses bancos no interior como agentes do governo federal está na confecção de CPFs e recebimento de declarações de imposto de renda, além de garantir o acesso da população de todo o país aos serviços bancários, além do pagamento do bolsa família e de diversos outros programas federais.

No nosso cotidiano estão sempre presentes bens e serviços que foram financiados direta ou indiretamente por um banco público e você não sabe. Ao levantar de manhã na sua casa ou apartamento você com certeza não sabe ou não se lembra mas possivelmente deve estar morando num imóvel financiado pela Caixa, tanto na construção como na compra. O seu imóvel se tem agua e esgoto também tem o papel fundamental da Caixa, pois o financiamento para obras de agua e esgoto são quase completamente feitos pela Caixa com recursos do FGTS, e se ainda não tem, não terá caso os bancos públicos sejam privatizados, uma vez que esse tipo de obra não interessa aos bancos privados. Também, sem a Caixa não haveria Minha Casa, Minha vida.

Ao tomar café para ir trabalhar você vai consumir café e pão que com certeza tiveram a produção financiada pelo Banco do Brasil através do credito agrícola. O crédito agrícola do BB seja para o agronegócio seja para a agricultura familiar é responsável por garantir a expansão anual da nossa produção agrícola seja para o mercado interno, ou seja pra o  mercado externo ou seja comida cada vez mais barata no prato do povo brasileiro, Além de financiar a agricultura o BB financia a pequena e média empresa com o PROGER ( Programa de geração de emprego e renda) possibilitando a aquisição de máquinas e insumos e assim aumentar sua produção e sua produtividade com isso gerando mais empregos.

Quando você sai de casa para ir trabalhar ou para fazer outra coisa qualquer, seja de carro ou de transporte público por estradas, portos e aeroportos, você não sabe, mas possivelmente aquela estrada, porto, aeroporto, ferrovia foram financiados com recursos do BNDES pois o financiamento de longo prazo é um dos papeis fundamentais do BNDES e também não interessa aos bancos privados.

A privatização de quase todos os bancos estaduais durante o governo FHC retirou dos governos estaduais um instrumento valioso de políticas públicas o que agora está sendo sentido, por exemplo, nas dificuldades de financiamento do Estado do Rio de Janeiro.

Para o desenvolvimento do Brasil são fundamentais os bancos públicos pois são eles que financiam as nossas moradias, as nossas estradas, a nossa comida, as nossas empresas e tudo que é fundamental na nossa vida o que exige uma visão política que privilegia beneficiar o conjunto da população e não privilegiar o lucro dos banqueiros. Essas áreas que não interessam aos bancos privados que só visam o lucro rápido e extorsivo.

Lutar em defesa dos bancos públicos é lutar pelo desenvolvimento do país com redução das desigualdades sociais.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

FESTIVAL DA UTOPIA


Crise econômica e política. Corrupção. Falta de ética e moral frouxa. Violência e terrorismo. As notícias diárias sobre o Brasil e o mundo trazem desesperança e descrédito dos indivíduos em relação às instituições e à sociedade, prenunciando um futuro desalentador. Garantir um Brasil e um mundo melhor parece um sonho, uma utopia. Mas sem utopias, não há esperança. Nos dias 22, 23, 24, 25 e 26 de junho, em Maricá, será realizado o I Festival Internacional da Utopia, promovido pela Prefeitura da cidade.


O objetivo do encontro é celebrar sonhos, desejos, lutas, experiências e práticas em busca de um mundo melhor, em busca de nossos melhores sonhos.



Entre os convidados do evento estão: Tariq Ali (escritor e ativista paquistanês), Van Dana Shiva (ativista ambiental e feminista indiana), Prabir Purkayastha (cientista indiano),Eduardo Suplicy (ex-senador do PT), Jandira Feghali (deputada federal do PCdoB), Luís Inácio Lula da Silva (ex-presidente do Brasil), Paul Singer (economista), João Pedro Stédile (líder do MST) e Aleida Guevara (médica cubana e ativista dos direitos humanos), entre outros.



Sindicato dos BancáRios no Festival



O evento contará com várias tendas, como a feira da reforma agrária, acampamento da juventude, espaço do mundo infantil e para encontro internacional. Haverá apresentações teatrais, musicais, artísticas, oficinas e workshops. Na quarta, 22, haverá o lançamento do livro "A resistência ao golpe 2016", de autoria de Gisele Citadino, João Ricardo Dornelles e Rogério Dutra dos Santos.



A presidenta do Sindicato, Adriana Nalesso, participará da mesa "A importância dos bancos públicos na redução das desigualdades sociais", na sexta-feira, dia 24, a partir das 16h. Participam do debate também Marcel Barros, diretor eleito de seguridade da Previ, e Fabiano Júnior, diretor executivo da Contraf-CUT.

O Festival será aberto as 10h, na Tenda dos Pensadores Darcy Ribeiro. Haverá ainda shows com vários artistas na Praia da Barra. 

Mais informações:
site: www.festi valdautopia.com/programacao.