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segunda-feira, 6 de julho de 2015

CUT PRESTA SOLIDARIEDADE AO POVO GREGO

A CUT manifestou todo seu apoio ao povo grego contra as imposições econômicas imposta pela Troika (Comissão Européia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional). 

Venceu o "Não" no plebiscito, demonstrando que o povo quer outras alternativas para as políticas de ajuste. Existem outras saídas como o combate à sonegação de impostos, investigação de paraísos fiscais e, sobretudo, tributação mais alta para heranças e cidadãos mais ricos.

A Grécia escolheu o caminho mais correto quando não se propõem a retirar os direitos sociais da população, para recuperar a economia. Apoiar o atual momento vivido pelo Syriza é fundamental para as organizações de esquerda no mundo. 

Vejam abaixo a nota da central

A Central Única dos Trabalhadores manifesta sua mais irrestrita solidariedade ao povo grego em sua luta contra a política de “ajustes estruturais” imposta pela Troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional).
O modelo excludente herdado dos sucessivos governos neoliberais fez com que a economia grega afundasse, enquanto a democracia era sequestrada pela voracidade do “mercado” e dos interesses externos.
No momento em que os especuladores internacionais declaram guerra financeira ao país e buscam manter seu receituário recessivo contra os investimentos públicos, os salários, as pensões, aposentadorias e empregos, somamos a nossa voz à de milhares de trabalhadores em todo o mundo pela justiça social.
É do nosso desejo que o povo e o movimento sindical grego consigam encontrar os caminhos que melhor contribuam para o seu desenvolvimento e mantenham a sua soberania.
Vagner Freitas,
Presidente da CUT
Antonio Lisboa,
Secretário de Relações Internacionais
João Antonio Felício,
Presidente da CSI

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

O QUE SIGNIFICA A VITÓRIA DO SYRIZA NA GRÉCIA?

Alexis Tsipras, o novo líder Grego
Vejo uma série de jornalistas e analistas políticos tentando adivinhar o que significa a vitória do partido de esquerda na Grécia, o Syriza, que defendeu durante o processo eleitoral, o fim das políticas de austeridades que vem levando milhões de trabalhadores na Europa ao desespero, principalmente nas economias mais fracas como a Grécia, Portugal e Espanha, o único país a ganhar neste processo, vem sendo a Alemanha, por ter uma forte infraestrutura.


Na minha visão, teremos que esperar ainda alguns meses para sabermos o que realmente vai mudar no quadro político europeu, com a esquerda na Grécia chegando ao poder, depois do avanço da direita em diversos países do continente. A vitória do Syriza e do seu jovem líder, Alexis Tsipras, pode ser apenas um caso isolado ou um recado que a política de austeridade para combater a crise econômica chegou ao fim.

O que esta vitória pode influenciar aqui no Brasil? Enquanto a população da Grécia fala em rompimento com as receitas de arrocho, os primeiros passos do segundo Governo da Dilma Rousseff, caminham no sentido contrário. Enquanto a Grécia, junto com o Obama, fala em taxar as grandes fortunas e que o trabalhador não pode pagar mais com as medidas de austeridades, o novo Ministro da Fazenda, Joaquim Levy, fala em apertar os cintos da classe trabalhadora e da classe média, não ouvimos um sussurro sobre taxar as grandes fortunas.

Na Grécia, o Syriza fala em rompimento com a zona do Euro, mas viver longe da União Européia não será fácil para os gregos e vários obstáculos apareceriam rapidamente. Inclusive porque o novo líder, Alexis Tsipas, embora seja um grande fã do Che Guevara, afinal deu até o nome do revolucionário a um filho, aponta em seus discursos para uma política de conciliação, apenas exige que seja em outras bases, sem o sacrifício do seu povo. O que acho que não é compatível. 

Mas vamos esperar para ver, tanto na Grécia, no restante da Europa e no Brasil.