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terça-feira, 8 de janeiro de 2019

GOVERNO BOLSONARO QUER DESTRUIR A CAIXA E ENTREGAR AOS BANQUEIROS

Novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães

A cada dia o governo Bolsonaro diz a que veio. A meta é atender as demandas da classe dominante e tirar direitos da classe média trabalhadora e dos pobres. Enquanto isto, nenhuma palavra sobre taxar os dividendos das ações, dos lucros dos bancos e das grandes fortunas, que são responsáveis pela maior concentração de renda do mundo.

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta segunda-feira que os juros do crédito habitacional para a classe média serão de mercado. É bom dizer que a classe média que usa o crédito habitacional da Caixa, é a parcela trabalhadora e que depende de subsídios para conseguir ter a casa própria.

Os juros não vão subir para quem é pobre, segundo Guimarães. Mas quem é pobre não tem como pagar financiamento.

Quando o presidente do banco diz: "Quem é classe média tem que pagar mais. Ou vai buscar no Santander, no Bradesco, no Itaú. Na Caixa Econômica Federal, vai pagar juros maior que Minha Casa Minha Vida, certamente, e vai ser juros que vai ser de mercado. Caixa vai respeitar acima de tudo mercado. Lei da oferta e da demanda", com isto ele está atendendo uma demanda do setor privado, tirando da Caixa uma fatia importante do financiamento habitacional.

Além disto o governo Bolsonaro, quer fatiar a Caixa e vender vários de seus ativos, como a carteira de crédito imobiliário, as áreas de seguridade, cartões, operações de loterias e gestão de fundos, através de abertura de capital. Os banqueiros estão recebendo seu pagamento pelo apoio nas eleições. 

segunda-feira, 8 de maio de 2017

A CLASSE MÉDIA QUE SE ACHA A CLASSE DOMINANTE

Essa vai para todos os equivocados da classe média que criticam as greves como se fizessem parte das elites dominantes.

"Quando um sujeito de classe média diz que greve é coisa de vagabundo, eu fico com vontade de sentar com ele numa pracinha, comprar um algodão doce, respirar fundo e falar:

"Sabe fulaninho esperto, há 100 anos atrás não existia classe média. Não existia você. Não existia autonomia. Não existia profissional liberal. Nem existia assalariado. 

Há 100 anos atrás, fulaninho, existia uma pequena elite difusa que se transformou em burguesia, herdeira secular de terras, privilégios, favores e negócios que remetem aos regimes monárquicos, seja no Brasil ou na Europa. Essa elite era dona de tudo: das terras, das fábricas, dos meios de produção. E tudo o que o povão tinha era fome, sede, frio, calor e força de trabalho pra vender por QUALQUER merreca que essa elite quisesse pagar.

Sabe fulaninho, esse povão trabalhador, durante décadas, foi explorado, torturado, privado de tudo, em nome do lucro de poucos. E durante décadas esse povão precisou se unir, e lutou, combateu, apanhou, foi preso....até ser ouvido para, pouco a pouco (bem lentamente mesmo), à duras penas, conquistar direitos trabalhistas que hoje regulam o que você faz.

E foi esse povo que, consolidados os seus direitos, passou a ser um negócio chamado: classe média. Esse povo, com muito suor e sangue, inventou uma classe social potente e enorme que, no caso, Fulaninho, é a SUA classe social. Você é o resultado prático da luta, das greves, das manifestações, e de toda organização política feitas por gente que, por sua força de MASSA, de CONJUNTO, conseguiu mudar o paradigma do século 20.

Seja você um autônomo, dono de uma pequena ou média empresa, seja você um profissional liberal, um prestador de serviços...seja você o que for, você foi inventado por GREVISTAS e só existe porque GREVISTAS permitiram que você pudesse existir e ser livre.

Sem os grevistas, fulaninho espertalhão, hoje você estaria dormindo 3 horas por dia e almoçando água com pedra. Sempre na nobre companhia de um senhorio com uma CHIBATA na mão para que você nunca se esqueça quem manda.

O tempo passou, o mundo mudou, mas nem tanto. Eles continuam tendo o poder e sendo poucos. E os trabalhadores continuam sendo a maioria e fazendo da sua UNIÃO a única arma para garantir sua sobrevivência e seus direitos.

Acorda, fulaninho! O único vagabundo aqui é aquele que teve preguiça e a incapacidade de ler os livros de história: Você