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terça-feira, 14 de maio de 2019

EU DEFENDO A CAIXA 100% PÚBLICA

Os bancos públicos são instituições lucrativas e que servem as políticas sociais dos governos e, assim atendem a população mais necessitada. Além de serem fomentadores das políticas de desenvolvimento e na geração de emprego e renda.

Mas como as políticas sociais vem sendo destruídas e não existe projeto de desenvolvimento e geração de emprego e renda neste atual governo federal, os bancos públicos se tornam descartáveis.

A Caixa econômica vem sofrendo fatiamento e perdendo seu papel social, numa estratégia de diminuir seu lucro para em breve anunciarem a sua privatização, ou  seu fatiamento, entregando aos banqueiros privados ações como o FGTS, Financiamento Habitacional, entre outras funções da caixa.

O presidente do Banco, Pedro Guimarães, disse ao Estado de São Paulo, que a Caixa não irá ser privatizada nesta gestão, contrariando as ações internas e o que membros dos governos publicam nas Redes Sociais.

Um dia após esta declaração a Caixa enviou aos bancos de investimento as chamadas RFPs - pedidos de propostas, na sigla em Inglês. Confirmando o que falei acima sobre o fatiamento do banco. Com isto o banco deu início ao processo de escolha dos bancos de investimentos que vão coordenar a oferta inicial de ações (IPO) de sua empresa de seguridade.

"Está claro que o presidente do banco e o governo federal querem ludibriar os empregados e a opinião pública, com informações mentirosas. Nós defendemos a Caixa 100% pública e por completo." Diz Sérgio Takemoto, Secretário de Finanças da Contraf-CUT e empregado da Caixa.

Fonte: Contraf-CUT

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

GOVERNO BOLSONARO QUER DESTRUIR A CAIXA E ENTREGAR AOS BANQUEIROS

Novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães

A cada dia o governo Bolsonaro diz a que veio. A meta é atender as demandas da classe dominante e tirar direitos da classe média trabalhadora e dos pobres. Enquanto isto, nenhuma palavra sobre taxar os dividendos das ações, dos lucros dos bancos e das grandes fortunas, que são responsáveis pela maior concentração de renda do mundo.

O novo presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, afirmou nesta segunda-feira que os juros do crédito habitacional para a classe média serão de mercado. É bom dizer que a classe média que usa o crédito habitacional da Caixa, é a parcela trabalhadora e que depende de subsídios para conseguir ter a casa própria.

Os juros não vão subir para quem é pobre, segundo Guimarães. Mas quem é pobre não tem como pagar financiamento.

Quando o presidente do banco diz: "Quem é classe média tem que pagar mais. Ou vai buscar no Santander, no Bradesco, no Itaú. Na Caixa Econômica Federal, vai pagar juros maior que Minha Casa Minha Vida, certamente, e vai ser juros que vai ser de mercado. Caixa vai respeitar acima de tudo mercado. Lei da oferta e da demanda", com isto ele está atendendo uma demanda do setor privado, tirando da Caixa uma fatia importante do financiamento habitacional.

Além disto o governo Bolsonaro, quer fatiar a Caixa e vender vários de seus ativos, como a carteira de crédito imobiliário, as áreas de seguridade, cartões, operações de loterias e gestão de fundos, através de abertura de capital. Os banqueiros estão recebendo seu pagamento pelo apoio nas eleições. 

terça-feira, 27 de novembro de 2018

A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL VAI ACABAR NAS MÃOS DO BRADESCO OU DO ITAÚ

Na última década a Caixa Econômica Federal, cresceu de tamanho e de importância no cenário da economia brasileira. O banco governamental é responsável pela gestão do FGTS, de diversos programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida e virou o principal agente financeiro das políticas sociais do país.

Nos últimos dois anos, infelizmente a Caixa vem sofrendo ataques daqueles que tem o "olho grande" nas operações do banco. É a menina dos olhos do setor financeiro privado brasileiro. Em 2014, tinha mais de 101 mil funcionários e hoje chega a 86 mil, para cuidar de 102 milhões de contas.

Recomeça na Caixa Econômica Federal, a mesma política de fatiamento para desmontar o banco e entregar a iniciativa privada, que aconteceu nos governos do Fernando Henrique Cardoso. Os integrantes do futuro governo Bolsonaro, na equipe de transição e através de declarações, afirmam a intenção de privatizar o banco, demonstrando o pouco apreço pelas politicas publicas, que tanto ajudam a população mais necessitada do país.

Ao invés de prepararem um concurso público para repor as perdas do quadro funcional e, assim melhorar o atendimento a  população, a direção da Caixa anuncia mais um plano de desligamento, onde busca atingir mais de 1.600 adesões e assim aumentar a falta de funcionários nas unidades do banco.

Tudo isto visa preparar o banco para ser entregue "enxuto" a iniciativa privada. O Bradesco e o Itaú em diversos momentos já demonstraram interesses de assumir algumas operações do banco, como a gestão do FGTS. 

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

BANCÁRIOS DA CAIXA LUTAM CONTRA A ENTREGA AOS BANCOS PRIVADOS

No último dia 26, a Comissão de Empregados da Caixa, conseguiu reverter, com a direção do banco, os reflexos nas carreiras (na licença prêmio e promoção por mérito) dos bancários que participaram da paralisação de 15 de março e às greves gerais dos dias 28 de abril e 30 de junho. Sobre os dias parados, os representantes dos bancos disseram que este item seria discutido em outra ocasião.

A retirada de direitos dos bancários da Caixa é parte da estratégia do governo para desmontar o banco e entregar de mãos beijadas para os bancos privados.

Os bancários da Caixa lutam em todo o Brasil, com manifestações e paralisações, contra a abertura do capital do banco. Os bancários e a sociedade querem a Caixa Pública e com sua função social de financiar a habitação popular e os investimentos sociais do governo federal.

O governo Temer vem atacando a Caixa Econômica Federal, com um processo de reestruturação, que passa por fechamento de agências e diminuição do seu papel social. Mas os bancários vem resistindo e lutando contra a entrega do bancão do governo, aos banqueiros privados.

Em várias partes do país, os bancários estão conseguindo reverter fechamentos de agências, como aconteceu na agência Jardim Camargo Novo, em São Paulo. A vitória foi conseguida através da mobilização do sindicato, dos bancários e da sociedade. Esta agência é a única no extremo leste da capital paulista.

No Rio de Janeiro, os bancários fizeram uma grande manifestação semana passada e terminaram com um grande abraço ao Prédio Central da Caixa, que fica na Av. Almirante Barroso, centro da cidade.

Na última negociação, com a direção do banco, a Comissão de Empresa dos funcionalismo, entregou a proposta dos bancários para o termo de compromisso que garante os direitos dos trabalhadores e respeito a todas as cláusulas da Convenção Nacional dos Bancários e a pauta especifica dos funcionários da Caixa. 

Confira a íntegra da proposta de termo de compromisso entregue à Caixa:
Termo de Compromisso
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES DO RAMO FINANCEIRO CONTRAF
As partes ajustam entre si:
1º. Todas as negociações dos bancários serão feitas exclusivamente com os sindicatos.
2º. O Acordo Coletivo de Trabalho é válido e aplicável a todos os empregados da Caixa Econômica Federal, independente de faixa de escolaridade e de salário em que se enquadram.
3º. A CAIXA não contratará trabalhadores terceirizados em atividades fim, bem como não empregará por intermédio de contratos de autônomos, intermitentes, temporários, a tempo parcial e 12x36, assim resguardando pelo cumprimento do artigo 37, II da Constituição Federal e do artigo 224 da CLT.
4º. Todas as homologações de desligamentos serão feitas nos sindicatos, reiterando a cláusula quadragésima primeira do Acordo Coletivo de Trabalho.
5º. Todos os trabalhadores que prestam serviço em favor da cadeia de valores, em que integrante a Caixa Econômica Federal, são representados pelos sindicatos de bancários.
6º. O empregador é responsável pelas condições de saúde e segurança no ambiente de trabalho, seja ele interno ou externo.
7º. A jornada de trabalho, pausas e intervalos são consideradas como norma de saúde, higiene e segurança do trabalho.
8º. Os dirigentes sindicais terão livre acesso a todos os locais de trabalho.
9º. Todas as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho estarão asseguradas após a data base e permanecerão as suas vigências até a celebração de nova acordo coletivo.
10º. A Caixa Econômica Federal respeitará e garantirá a aplicação das normas internas, RH 151 e RH 184, quanto as hipóteses de incorporações da gratificação de função quando do descomissionamento da função, preservando os direitos adquiridos.
11. A PLR não será parcelada em mais de duas vezes.
12. Não será feita rescisão de contrato de trabalho de comum acordo no formato previsto na lei 13.467/2017.
13. Não haverá compensação de banco de horas, sem negociação coletiva.
14. A Caixa Econômica Federal respeitará e exigirá o cumprimento os intervalos de repouso e de alimentação, de quinze minutos e mínimo de uma hora, respectivamente, para aos jornadas de até seis e acima de seis horas.
15. As férias anuais não serão parceladas em mais de duas vezes.
16. Não será utilizado o artigo 223 e incisos da Lei 13.467/2017 que limita a liberdade de expressão dos sindicatos e dos trabalhadores.
17. O salário não será pago em prêmios ou por produtividade.
18. Não farão a quitação anual de passivos na forma prevista na lei 13.467/2017.
19. Não será constituída comissão de representantes de empregados não vinculadas ao sindicato, haja vista a previsão em Acordo Coletivo de Trabalho dos delegados sindicais.
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES DO RAMO FINANCEIRO CONTRAF
COMISSÃO EXECUTIVA DE EMPREGADOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

sexta-feira, 9 de junho de 2017

ENCONTROS DO BANCO DO BRASIL E CEF


Vai acontecer neste final de semana os encontros estaduais dos funcionários do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal, onde será discutido a campanha contra o desmonte dos dois bancos públicos e a campanha contra as reformas trabalhista e previdenciária, que retiram direitos dos bancários e de toda a classe trabalhadora brasileira.

Vejam os locais na arte acima.

Arte: Sind. dos BancáRios

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

PAGANDO O GOLPE: POR QUE NÃO EU?


Continuam pagando o apoio ao golpe em todas as partes no Brasil. Seja na retirada dos direitos dos trabalhadores ativos e aposentados, seja nos agrados ao setor empresarial ligados a FIESP, aquela entidade do Pato Amarelo ou nos agrados a figuras públicas que apoiaram o golpe.

Neste último caso é o que aconteceu com a cantora Paula Toller, ex-Kid Abelha, que apoiou em declarações muito duras o golpe contra a democracia brasileira,  agora aparece nos comerciais do banco do governo federal, a Caixa Econômica Federal. 

Veja no vídeo acima. Mas a grande imprensa nada fala, fico imaginando se fosse num governo do PT, estariam dizendo que seria mais um para a boquinha. Mas são os golpistas e se depender da grande mídia, eles podem tudo, até a falta de vergonha.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

CAIXA DIRECIONA SUA POLÍTICA HABITACIONAL AOS MAIS RICOS

A CAIXA Econômica Federal - CEF, que sempre foi um instrumento para o financiamento da casa própria da população de baixa renda, vai no governo golpista do Michel Temer, mudando sua política e fazendo a política principal do atual governo. 

Agora a Caixa começa priorizar a população de alta renda, a que menos precisa. A valor da primeira prestação da nova linha de financiamento imobiliário é de R$ 28.961,34. No site da Caixa um simulação considera imóveis de R$ 3 milhões e financia 80% do valor, num prazo de 420 meses.

Com a prestação não pode comprometer mais de 30% da renda de quem pegar o financiamento. Isto significa que só indivíduos ou casais com rendimento mensal acima de R$ 96,5 mil conseguirão tomar o crédito nas condições limites autorizados na nova linha.

Esta linha da Caixa é voltada para a faixa dos 1% dos mais ricos. Este caminho que a Caixa vai tomando é  reflexo das ações de um governo golpista, que deve agora muito aos grandes empresários, latifundiários e os barões da grande mídia brasileira, pelo apoio ao golpe patrocinado contra uma presidenta legitimamente eleita e sem nenhuma acusação real.

O povo que se exploda, assim pensa as elites mais egoísta e atrasada do mundo. Agora seus representantes estão no poder.

Fontes: Valor Econômico e Bancários Rio

terça-feira, 22 de março de 2016

BANCÁRIOS DA CAIXA CONTRA A REESTRUTURAÇÃO DA EMPRESA


Na próxima quinta (24), os bancários da Caixa estarão mobilizados em todo o Brasil para reivindicar a suspensão das mudanças pretendidas pelo banco, além da retomada do diálogo e mais contratações.

Os bancários da Caixa não aceitam a proposta da direção do banco sobre a reestruturação. O que os trabalhadores querem é melhorar o ambiente de trabalho com mais contratações e assim atender dignamente a população que usa a caixa como seu banco.

O que a Caixa precisa não é dessa reestruturação, e sim de mais contratações para diminuir a sobrecarga, melhorar o atendimento e fortalecer o papel do banco público para o desenvolvimento do país. Não exigimos nada além do que foi acordado em mesa de negociação”, enfatiza o diretor executivo do Sindicato dos bancários de São Paulo e empregado da Caixa, Dionísio Reis.

No dia 10 de março, mesma data em que foi anunciada a reestruturação, representantes dos bancários reuniram-se com a presidenta da Caixa, Miriam Belchior. Entretanto, a direção do banco não apresentou detalhes de como se dará o processo e nem mesmo aceitou ouvir a argumentação dos trabalhadores.

A Caixa precisa retomar o diálogo com os seus funcionários, afinal somos nós que construímos o banco que atende boa parte da população atingida pelos programas sociais do Governo Federal. Afirma Paulo Matileti, vice-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.

Fonte: Bancários SP e Bancários Rio 

segunda-feira, 18 de maio de 2015

INSTALADA A FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DA CAIXA


Na última quinta-feira (14), foi instalada, em Brasília, a frente parlamentar em defesa da Caixa Econômica Federal. A proposta surgiu no seminário "Caixa 100% pública", realizado em fevereiro, por iniciativa da FENAE e da deputada federal Erika Kokay (PT/DF), que também é empregada da Caixa. A frente teve o apoio de 223 parlamentares.

A mesa diretora da frente é composta por Daniel Almeida (PCdoB/BA), Erica Kokay (PT/DF), José Carlos (PT/MA), Assis Carvalho (PT/PI), Edmilson Rodrigues (PSOL/PA) e José Stédile (PSB/RS). Agora a frente vai marcar uma reunião para definir o calendário de atividades. 

sexta-feira, 4 de abril de 2014

FERNANDO NEIVA NO CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA CAIXA

Rita Serrano e Fernando Neiva 
O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, sancionou a Lei 12.353 e que depois foi regulamentada pela presidenta Dilma Rousseff, que dispõe da participação dos trabalhadores nos Conselhos de Administração das  empresas públicas ou sociedades de economia mista controladas pela União, direta ou indiretamente.
 
Com base nesta Lei, a Caixa Econômica Federal (CEF) fez a sua eleição nacional e a Chapa encabeçada por Fernando Neiva (BH) e tendo como suplente a Rita Serrano (SP) ganhou as eleições, que aconteceram em dezembro de 2013. Na semana passada aconteceu a posse dos eleitos em Brasília, na sede da empresa e com a participação de diversas lideranças do movimento sindical e social, entre elas: O diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Paulo César Matileti, o presidente da Contraf, Carlos Cordeiro, o Presidente dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo, o presidente e vice da Fenae, Pedro Eugênio e Jair Pedro, o diretor da Funcef, José Carlos Alonso e dirigentes da CUT Brasília. Pela Caixa estiveram presentes o presidente e o vice-presidente de Pessoas, respectivamente, Jorge Hereda e Sérgio Pinheiro.
Apoio da direção dos bancários do Rio
Conheço o Fernando Neiva a muito tempo e sei da sua trajetória de lutas em defesa dos direitos dos trabalhadores e os funcionários da Caixa, não poderiam ter escolhido nome melhor para defender seus interesses no Conselho de Administração da empresa. Fernando e Rita foram apoiados pela direção do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.
  
"A eleição do representante dos trabalhadores é fruto de muita luta dos empregados da Caixa. Antes era prevista em portaria, mas a pressão do movimento sindical fez com que este direito se transformasse em lei", afirmou o diretor do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, Paulo César Matileti.