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quinta-feira, 12 de abril de 2018

VALEU FOGÃO!


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Dos 21 títulos estaduais do Botafogo, o conquistado no domingo foi épico! Desacreditado e visto pela mídia como o mais fraco dos quatro grandes, o time superou suas deficiências e honrou a camisa e nossas tradições gloriosas.

Os jogadores e a comissão técnica estão de parabéns! Alberto Valentim acertou ao apostar no trabalho duro e na coesão do elenco, fazendo seus comandados acreditarem que era possível. O grupo de jogadores, por sua vez, revelou ter consciência do que representa carregar a estrela solitária no peito.


Concluída esta fase, com muito brio, é importante acelerarmos o planejamento para o Campeonato Brasileiro. Esperamos que a conquista do Estadual não semeie ilusões entre os responsáveis pelo futebol do Botafogo. O elenco segue precisando de reforços de qualidade para almejar uma colocação digna no Brasileiro, competição longa e de nível técnico incomparavelmente superior ao do Carioca.

Comemoramos efusivamente o título estadual! Mas não podemos esquecer que ele não serve de parâmetro para o restante da temporada, que inclui ainda a participação na Copa Sul-Americana. A história está repleta de exemplos de times que foram campeões em seus estados e, depois, acabaram rebaixados no Brasileirão.
Vamos comemorar muito e manter esse espírito batalhador, de um time que honra a camisa e luta em campo até o final. Vamos festejar sim, mas vamos também, desde já, nos preparar para voos maiores.
Tu és o glorioso, não podes perder, perder para ninguém! FOGO!!!


OBS: Clique no na Frente alvinegra acima e conheça o seu Facebook

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

O BOTAFOGO PRECISA ROMPER COM A MESMICE


No último dia 15, uns dos principais grupos políticos do Botafogo, A FRENTE ALVINEGRA, publicou na sua página no Facebook, uma avaliação do ano de 2017 e o que pensa de futuro para o Botafogo de FR. Vejam abaixo na íntegra o documento.

O BOTAFOGO PRECISA ROMPER COM A MESMICE!

Em fins de 2016, divulgamos um documento congratulando a diretoria do Botafogo por ter conquistado, em apenas dois anos, a honrosa subida em campo para a série A e a vaga na Libertadores. Mas, ao mesmo tempo em que parabenizávamos os acertos - dentre eles a gestão financeira responsável (pautada no princípio básico de não se gastar mais do que se arrecada) -, chamávamos a atenção para a necessidade de maior abertura, transparência e profissionalismo na gestão do clube. 

Infelizmente, essa não é uma receita que agrada àqueles que se julgam os próceres do Botafogo. Por conta disso, mais uma vez o clube pagou pela falta de profissionalismo e por não contar com pessoas do ramo nos lugares certos. Sem novas receitas, e com a perda do comando no futebol, o clube amargou um prejuízo financeiro e esportivo enorme para a temporada 2018.

A REPETIÇÃO DOS ERROS E A MANUTENÇÃO DA MENTALIDADE PEQUENA DESTROEM UM MOMENTO VIRTUOSO

Em 2017, a apaixonada torcida alvinegra respondeu ao chamamento e apoiou o clube em várias ações: aderindo ao Programa Sou Botafogo, que chegou a mais de 36 mil adesões; a boa ocupação média do estádio Nilton Santos, empurrando o time nos jogos e fazendo belas festas cujas imagens rodaram o mundo; comprando as cadeiras para ajudar na personalização do estádio Nilton Santos, gerando uma receita de aproximadamente de R$ 525.000,00. Contudo, novamente veio o sentimento de frustração com a derrocada do time na reta final, que ficou fora da Copa Libertadores de 2018, cuja classificação era o mínimo que a torcida esperava e merecia.

Infelizmente, a casta que domina o clube ao longo de sua história não consegue enxergar que o Botafogo só conseguirá voltar a disputar grandes títulos com a participação mais próxima da torcida, a verdadeira e única dona do Botafogo de Futebol e Regatas. A atual diretoria repete os erros do passado e não compreende a necessidade da abertura democrática como estratégica para o fortalecimento do clube. 

A incorporação do sócio torcedor à vida do clube é um passo importante para fidelizar o torcedor e criar mecanismos que permitam o financiamento, a oxigenação e a democratização do clube. A Frente Alvinegra vem defendendo essa proposta já há alguns anos e se orgulha de ser pioneira na defesa dessa bandeira, que acabou “abraçada” por outros setores do clube. Mas até que ponto esse abraço foi verdadeiro? 

ELEIÇÕES PARA OS MESMOS

É absurdo que um clube como o Botafogo tenha seu presidente eleito com 816 votos, num processo no qual apenas 2.015 sócios estavam aptos a votar e, mesmo assim, apenas 1.100 compareceram às urnas. Ah, dirão os membros da corrente política que dirige o clube, mas na próxima eleição o sócio torcedor já vai votar. Será? 

Em agosto, o clube aprovou, em assembleia geral extremamente esvaziada, fruto de uma divulgação praticamente inexistente, uma reforma do estatuto que, em tese, assegura ao sócio torcedor o direito a voto nas eleições do clube. Para se ter uma ideia do desleixo dispensado à assembleia, apenas 145 associados compareceram à reunião da instância máxima do clube.

VEJA PORQUE O SÓCIO TORCEDOR CONTINUARÁ ALIJADO DA ELEIÇÃO

O caput do Art. 25 do estatuto aprovado prevê que o sócio torcedor “pagará uma taxa de manutenção fixada pelo Conselho Diretor não inferior a 1/3 (um terço) da taxa de manutenção do sócio proprietário”, ou seja, algo em torno de R$ 53,00. 

Já o Art. 29 determina, em seu inciso primeiro, que o sócio torcedor poderá “participar da assembleia geral, nela votando, desde que satisfaça as exigências estatutárias”. 

Por sua vez, o inciso segundo do Art. 45 detalha que “o sócio torcedor, cujo ingresso seja anterior a 24 (vinte e quatro) meses da data da assembleia geral, exercerá o direito de voto.

Pois bem, está claro que para poder votar o sócio torcedor deverá pagar uma taxa de manutenção que será fixada pelo Conselho Diretor, independentemente do que ele já pague ao clube hoje. Se tal definição não for feita antes de novembro de 2018, estatutariamente será impossível a um sócio torcedor cumprir a exigência de 24 meses de contribuição, para poder exercer seu direito de voto.

UMA PROPOSTA QUE DESVALORIZA QUEM VAI AOS JOGOS E ACOMPANHA O CLUBE E O TIME DE PERTO 

Pelos valores do Sou Botafogo para 2018, o plano básico (Botafogo no Coração) apresenta um custo de R$ 13,90/mês. Já os custos dos principais pacotes ficam em: R$ 240 (R$ 20/mês) para o Pacote Norte; R$ 540 (R$ 45/mês) para o Pacote Leste; e R$ 700 (R$ 58,33/mês) para o Pacote Oeste. Considerando que, para poder votar, o sócio torcedor precisará pagar uma taxa de manutenção não inferior a 1/3 da taxa mensalidade paga pelo sócio proprietário – hoje de R$ 160,00/mês -, esta será de, no mínimo, R$ 53,33/mês. 

Ou seja, um torcedor que não vai ao estádio e não acompanha os jogos do clube poderá votar se pagar R$ 67,23/mês (13,90+53,33). Já os assinantes do Pacote Norte, Leste e Oeste – que acompanham e apoiam o time rotineiramente -, para poderem votar, terão que desembolsar, por mês, respectivamente R$ 87,23 (13,90+20+53,33), R$ 112,23 (13,90+45+53,33) e R$ 125,56 (13,90+58,33+53,33).

Fazendo uma conta diferente: um torcedor, além de pagar o que já paga para manter seu plano, terá que desembolsar, no mínimo, mais R$ 1.279,92 (53,33x24), para poder votar ao final de 2 anos de contribuição. Definitivamente, essa não nos parece uma política que recompense e valorize o sócio torcedor. Concordamos que deve haver uma linha de corte, mas esta deve privilegiar e recompensar aqueles que efetivamente apoiam e acompanham o time no seu cotidiano. 

O CLUBE PRECISA DEIXAR PARA TRÁS VELHAS PRÁTICAS POLÍTICAS QUE NÃO O ENGRANDECEM

A conhecida “farra dos novos beneméritos” demonstra que as velhas práticas continuam e a mentalidade não mudou. Foram concedidos 23 títulos de beneméritos e grandes beneméritos a uma ampla maioria de pessoas ligadas à diretoria e ao seu grupo político. Todos agora são membros vitalícios do Conselho Deliberativo. Isso demonstra que a corrente política que dirige o clube não tem compromisso com mudanças profundas na estrutura do Botafogo. A Frente Alvinegra quando faz esta crítica, que fique claro, não entra no mérito do merecimento ou não da honraria, mas entende que essas práticas só desqualificam e desvalorizam a homenagem.

Outro episódio revelador da total ausência de uma visão profissional por parte da direção foi a polêmica midiática sobre a proibição do clube da Gávea de jogar no estádio Nilton Santos, quando do assassinato de Diego, nosso torcedor. A posição que deveria ser assumida pela direção e tornada pública seria uma dura cobrança ao poder público pela punição rigorosa dos envolvidos no crime, bem como a exigência de segurança nos jogos do Botafogo como mandante. Cabia à direção, ainda, provocar o debate sobre a viabilidade ou não de se ter 50% dos ingressos para cada torcida nos clássicos. 

O VINHO VIROU VINAGRE

Vivíamos um momento mágico, com a torcida recuperando sua autoestima e o Botafogo voltando a ser respeitado pela mídia e, até mesmo, pelas torcidas adversárias. Mas, de repente, o sonho acabou. Pior, virou pesadelo. Mas o que aconteceu?

Um dos fatores que ajudam a explicar o porquê de o vinho ter virado vinagre está na soberba e no sentimento de autossuficiência de parcelas majoritárias da corrente hegemônica na direção do clube, que acha que sozinha – e com uma gestão que tem orgulho de bater no peito e se autoproclamar amadora -, pode resolver os problemas do Botafogo. Faltou à gestão eleita em 2014 não somente a magnanimidade dos vencedores, mas a humildade para reconhecer que, com diálogo e trabalho conjunto com outros setores, mais poderia ser feito. 

GESTÃO FINANCEIRA: APERTAR O CINTO SIM, MAS NÃO PODEMOS MATAR O PACIENTE POR ASFIXIA

Um dos legados positivos da gestão do presidente Carlos Eduardo Pereira foi o freio de arrumação dado nas contas do clube, revertendo uma dinâmica de gastos irresponsáveis que conduziam o Botafogo, a passos rápidos, à insolvência. 

Louvamos o regresso do clube ao Ato Trabalhista e o esforço para o pagamento das dívidas em dia. Também reconhecemos como importantes as negociações que nos levaram ao patrocínio da Caixa. No entanto, avaliamos que faltou maior efetividade nas ações visando a ampliação da capacidade de gerar receitas novas. O estádio Nilton Santos continua subutilizado, o programa de sócio torcedor segue com uma adesão abaixo de seu potencial e são pífios os resultados dos esforços para a conquista de novos parceiros (patrocinadores). Enfim, se por um lado é necessário um aperto de cinto, este deve ser acompanhado por uma política de geração de receitas novas.

É corrente o discurso de que 2018 será um ano crítico para o Botafogo. É fato, pois atravessamos os anos de 2016 e 2017 graças ao Profut (que propiciou a anistia de um montante expressivo de nossa dívida) e às antecipações de receita da Globo (que a diretoria jura que não fez, alegando semanticamente que eram luvas). Não fossem essas receitas, o clube não teria fechado suas contas e cairia por terra o discurso de gestão financeira competente.

Fica, por fim, o sentimento de que poderíamos ter ido mais longe, conquistando a América. Mas, para isso, faltou uma ousadia responsável e, principalmente, uma visão mais profissional do mercado.

Vem 2018 e com ele novas dificuldades orçamentárias. Não temos time para ganhar campeonatos e com isso a torcida vai minguando, assim comprometendo o futuro do Botafogo como potência esportiva. A saída é colocar gente de mercado nos lugares estratégicos da gestão. Ousadia, com responsabilidade, é a única saída para mudarmos de patamar. Do contrário, estaremos condenados a sermos um clube acostumado a esparsas conquistas regionais e apenas buscando classificação em torneios internacionais. Isso é muito pouco para a nossa história e o que queremos para o Botafogo no futuro.

Rio de Janeiro, 15 de janeiro de 2018

FRENTE ALVINEGRA – EM DEFESA DO BOTAFOGO

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

NOTA DA FRENTE ALVINEGRA SOBRE AS ELEIÇÕES DO BOTAFOGO FR


O Botafogo Precisa de Profissionalismo, Democracia e Unidade!

No período que precedeu a montagem de chapas para o processo eleitoral em curso, desenvolvemos um esforço visando a construção de uma aliança ampla, abarcando setores que entendem que o Botafogo precisa de um novo paradigma de gestão e que o clube precisa se abrir, permitindo à sua imensa torcida participar, de forma efetiva, das discussões e deliberações relativas ao futuro do BFR.

O PROFISSIONALISMO

Avaliamos que a Diretoria que ora encerra o seu mandato fez um trabalho positivo. No entanto, nos preocupa a ausência de uma visão empresarial moderna norteando as decisões estratégicas do clube. No complexo e competitivo mercado do futebol não há espaço para o amadorismo. Nenhum clube, hoje, pode ser gerido sem profissionalismo e sem executivos experientes, que tragam para a gestão cotidiana do Botafogo os conceitos e as melhores práticas de governança corporativa. Isso é essencial para que possamos estruturar novas engenharias financeiras e ampliar, radicalmente, a nossa capacidade de gerar receitas novas. Não podemos ficar dependendo majoritariamente de receitas de TV. Soluções inovadoras e criativas são necessárias, mas isso só será possível com profissionalismo na gestão.

A DEMOCRACIA

Adicionalmente, não acreditamos que seja salutar que o destino de um clube tão grande e tradicional como o nosso seja decidido por tão poucas pessoas. Na eleição em que se sagrou vitoriosa a atual Diretoria pouco mais de 1.200 sócios compareceram às urnas. Na recente assembleia geral, onde aprovou-se o novo Estatuto do Botafogo, apenas 145 sócios votaram. Precisamos abrir o clube e atrair o torcedor, permitindo que este também contribua e participe das decisões referentes ao futuro do clube. O Botafogo não deve temer sua torcida. Pelo contrário! Esta é nosso maior patrimônio. O apoio dos botafoguenses espalhados por todo o Brasil será fundamental para nos ajudar a enfrentar e superar os desafios que temos diante de nós.

O voto do Sócio Torcedor, novamente postergado, foi a principal bandeira espelhada na candidatura de Vinícius Assumpção, integrante da Frente Alvinegra, nas últimas eleições. A recente reforma estatutária não democratiza o clube verdadeiramente, pois estabelece condições que inviabilizam qualquer perspectiva de adesão em massa ao direito de voto. Infelizmente o Botafogo continua sendo o clube mais fechado do Brasil.

UMA ALTERNATIVA

Foi com base nesta visão que buscamos construir uma alternativa robusta, que pretendíamos apresentar ao clube nesta eleição. Nossas conversas tinham por alicerce um elogiável acordo de cavalheiros, no qual três ex-candidatos, que juntos somaram 65% dos votos no pleito passado (Vinícius Assumpção, Thiago Cesário e Marcelo Guimarães), abriam mão do sonho individual de concorrer mais uma vez à presidência do clube, em busca de um projeto que tinha por escopo os interesses maiores do Botafogo. Pautados neste entendimento, vivenciamos um rico processo de debate, com intensa troca de visões e experiências. Mas este, infelizmente, não terminou da forma que desejávamos. Lamentamos que o exercício que vínhamos desenvolvendo tenha sido atropelado, pondo por terra um esforço difícil, mas necessário, de construção coletiva.

O PROCESSO SUCESSÓRIO

Face ao exposto e provocados por um grande número de sócios e amigos que têm nos instado a emitir nossa opinião sobre a eleição no clube, temos a dizer o seguinte:

Diante do cenário construído, optamos por não orientar o voto, deixando os membros da Frente Alvinegra e os sócios proprietários que comungam de nossas visões e sonhos à vontade para participar ou não da eleição, se posicionando de acordo com suas convicções momentâneas.

Não percebemos, em nenhuma das chapas, o espírito de união, profissionalismo e abertura que consideramos essencial para a construção de novos horizontes para o Botafogo. Vemos em ambas as alternativas apresentadas pessoas que respeitamos e ideias com as quais concordamos. Mas vemos, também, limitações substantivas e aspectos com os quais discordamos.

Saímos deste processo enriquecidos pelos debates que travamos e pelas relações que estabelecemos. Laços sólidos foram criados. Fortalecidos por estes, seguiremos presentes no clube, colaborando com o que estiver ao nosso alcance e apoiando, sempre, o nosso amado Botafogo.


FRENTE ALVINEGRA
EM DEFESA DO BOTAFOGO

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

NOTA DA FRENTE ALVINEGRA SOBRE O ATO DE RACISMO



NOTA DA FRENTE ALVINEGRA SOBRE O ATO DE RACISMO 
FEITO POR UM TORCEDOR NO ESTÁDIO NILTON SANTOS

Lamentável, em todos os sentidos, o ato racista perpetrado por um torcedor do Botafogo, na partida dessa quinta-feira, dia 16, contra o Flamengo, pela Copa do Brasil, no estádio Nilton Santos.

Foi um ato isolado, é verdade. Mas racismo é um crime inafiançável e não podemos aceitar que isso ocorra em nosso estádio ou em qualquer outra dependência administrada pelo Botafogo.

Por isso, cobramos que a diretoria do clube, além de auxiliar a polícia na investigação do ocorrido – o que já está acontecendo, segundo nota da própria diretoria – também tome providências internas. 

Qual seja: se esse torcedor (que foi preso em seguida, é bom lembrar) for sócio do clube, seja Proprietário ou Torcedor, deve sofrer uma punição interna exemplar, demonstrando que esse tipo de comportamento NÃO é tolerado no Botafogo.

ACRÉSCIMO: diretoria acaba de cancelar o plano de sócio torcedor do sujeito.

quinta-feira, 22 de junho de 2017

NOTA DA FRENTE ALVINEGRA

Eleições no Botafogo: por um processo aberto, transparente e participativo!

Em apenas cinco meses, os sócios do Botafogo serão chamados às urnas para eleger o novo presidente do clube. Neste processo, também serão eleitos os novos membros dos conselhos diretor e deliberativo. Para que a sucessão se desenvolva de forma democrática, é importante que o processo seja logo deflagrado, de forma a permitir a realização de um debate transparente que, com ampla participação, ajude ao clube a discutir alternativas e caminhos para o enfrentamento dos enormes desafios que temos postos diante de nós.

Na visão da Frente Alvinegra, tem prevalecido no clube um ciclo vicioso que precisa ser rompido. Se olharmos para as últimas eleições, veremos que estas foram marcadas por um baixo nível de participação dos associados, cujo envolvimento no debate sobre os destinos do clube deixa muito a desejar.

É preciso abrir o clube!

Temos propugnado, de forma contumaz, que profissionalismo, democracia, ética e transparência devem ser bases constitutivas da gestão do Botafogo. De forma semelhante, temos advogado que, para a superação da grave crise financeira que aflige o clube, precisamos contar com o efetivo apoio de nossa torcida. Não por outro motivo fomos pioneiros na defesa do direito a voto do sócio torcedor. 

Um maior protagonismo da torcida na definição dos rumos do Glorioso não só oxigenará e democratizará profundamente a vida interna do Botafogo, como também solidificará laços de apoio e solidariedade, fundamentais para ampliar nossa capacidade de gerar novas receitas. Ou alguém pensa que teremos condição de superar as adversidades sem o apoio de nossa torcida? 

É preciso abrir o debate!

Todavia, enquanto esse verdadeiro processo de abertura que propomos não vira realidade, consideramos perfeitamente possível que as diferentes correntes do clube empreendam esforços para impedir que o processo eleitoral se limite à participação do pequeno número de sócios de sempre. E, para que o horizonte de participação seja alargado, urge que o debate sobre a sucessão seja aberto imediatamente.

A Frente Alvinegra entende que o momento vivido pelo clube exige uma demonstração de maturidade e de desarmamento de espíritos. Faz-se necessário um esforço sincero de aglutinação, visando unificar o maior número possível de botafoguenses, em torno do projeto maior de soerguimento do Botafogo. Precisamos superar os enormes obstáculos administrativos, econômico-financeiros e esportivos que ainda impedem o clube de se reencontrar com seus dias de glória.

Reconhecemos os méritos da diretoria encabeçada pelo presidente Carlos Eduardo Pereira em relação aos resultados esportivos, especialmente os do futebol, cuja expressão mais visível é a recuperação da autoestima do nosso torcedor. No entanto, em que pese o importante esforço da atual direção para evitar a insolvência do clube, a situação da dívida ainda é alarmante, mesmo com o alívio trazido pela decisão acertada de aderir ao PROFUT e voltar para o ato trabalhista. 

Enfim, o esforço realizado para se apertar o cinto, evitando-se gastar mais do que se arrecada, foi louvável e deve ser preservado. Mas sem ações efetivas que nos permitam ampliar radicalmente a capacidade do clube de atrair investidores e gerar novas receitas, corremos o sério risco de matar o paciente por asfixia. Este ano sobrevivemos em função da antecipação de receitas de contrato com a Globo. Como atravessaremos os próximos? 

A hora, portanto, é de abrir o debate! Precisamos valorizar as convergências e, na medida do possível, deixar de lado as divergências. Em nome do Botafogo, vale a pena apostar no que nos une, sem que seja preciso abdicar da identidade de cada um.  

Dessa forma, apelamos às diferentes correntes do clube e, em especial, aos atuais mandatários, para que se inicie, imediatamente, o processo sucessório. Precisamos garantir uma eleição na qual os sócios proprietários, e também os botafoguenses espalhados pelo país, não fiquem alijados do debate. Da mesma forma, precisamos de um processo no qual os diferentes agrupamentos do clube possam estabelecer um diálogo respeitoso e transparente, que acima de eventuais projetos pessoais, leve em conta os interesses maiores do Botafogo.

Vamos somar esforços para conduzir o Botafogo de volta ao seu panteão de glórias, nacionais e internacionais. Só depende de nós!!!

Rio de Janeiro, 15 de junho de 2017

FRENTE ALVINEGRA

terça-feira, 23 de maio de 2017

NOTA DA FRENTE ALVINEGRA SOBRE AS INDICAÇÕES DAS NOVAS BENEMERÊNCIAS


NOTA DA FRENTE ALVINEGRA 

SOBRE A INDICAÇÃO DE 14 NOVOS BENEMÉRITOS E 9 NOVOS GRANDES BENEMÉRITOS

O Conselho Deliberativo do BOTAFOGO foi convocado para se reunir nesta terça-feira (23 de maio) para discutir a proposta da Diretoria de conceder 23 novos títulos honoríficos de Beneméritos e Grandes Beneméritos do clube.

A grave questão nas indicações ora apresentadas é que todos os 23 nomes indicados são de integrantes da própria Diretoria, do Conselho Fiscal ou de pessoas ligadas à atual direção.

Dito isso, perguntamos: é correto uma gestão, à medida que se aproxima do final de seu mandato, auto indicar boa parte de sua Diretoria para receber a maior honraria que pode ser concedida a um sócio, conferindo à maior parte dos atuais diretores um assento perpétuo no Conselho Deliberativo do clube?

Entendemos que alguns dos indicados, de fato, podem ser merecedores da honraria. Avaliamos, ainda, que outros nomes indicados dedicam tempo e prestam bons serviços ao clube. Mas não consideramos que tais contribuições possam ser caracterizadas como “relevantes e EXCEPCIONAIS serviços prestados ao BOTAFOGO”, conforme dispõe o art. 12 do Estatuto.

Se a presente proposta for aprovada, estaremos depreciando a própria instituição da benemerência e da grande benemerência, desrespeitando grandes botafoguenses detentores desta honraria e que, de fato, se dedicaram e prestaram serviços relevantes e EXCEPCIONAIS ao BOTAFOGO nas últimas décadas.

Reconhecemos que a Comissão Especial da Reforma do Estatuto evitou algo pior: uma emenda proposta pedia a ampliação do número de Beneméritos, com isso reduzindo, no Conselho Deliberativo, o peso dos conselheiros temporários eleitos pelos sócios. A comissão, corretamente, encaminhou contrariamente a essa emenda que, caso tivesse sido aprovada no plenário, jogaria no lixo todo o esforço do Conselho Deliberativo do triênio 2006/2008, que reformou o Estatuto, tendo diminuído o corpo de Beneméritos de 150 integrantes para os atuais 60, em uma ação para reduzir o peso excessivo desse corpo vitalício de conselheiros.

MENSAGEM AO CONSELHO DELIBERATIVO:

Com isso, dirigimo-nos aos integrantes do Conselho Deliberativo do BOTAFOGO, que estarão reunidos para aprovar ou não esta questão. Fazemos aqui um apelo à consciência dos conselheiros. Os títulos de Benemérito e de Grande Benemérito, como já dito, são a maior honraria que o clube pode conceder a seus sócios. É preciso ser extremamente criterioso e rigoroso neste processo.

De forma respeitosa, dirigimo-nos também ao presidente Carlos Eduardo Pereira. Lembramos que este mesmo tema já esteve pautado no ano passado. Como agora, a iniciativa teve péssima repercussão entre os sócios e a torcida do BOTAFOGO. Por que voltar a insistir com isso novamente? Não fica bem uma gestão ter indicado, mesmo que por outras pessoas, boa parte de seus integrantes para as maiores honrarias do clube.

Ao longo do tempo, temos pontuado o que julgamos equivocado na atual administração, sempre de forma construtiva e buscando contribuir para o debate. Reconhecemos que a atual gestão tem um saldo positivo e nossas críticas visam sempre o melhor para o clube.

Precisamos somar esforços para unir o BOTAFOGO. O clube precisa dessa união para enfrentar as crises e adversidades.

Conclamamos que esta questão seja revista e retirada de pauta. O Glorioso BOTAFOGO saberá reconhecer seus heróis. No tempo devido, e fora do período da própria gestão, os méritos serão reconhecidos e as devidas honrarias serão prestadas a quem de direito.

Rio de Janeiro, 22 de maio de 2017 


FRENTE ALVINEGRA 
Em Defesa do BOTAFOGO!

terça-feira, 18 de outubro de 2016

AMPLIAR A DEMOCRACIA, É A SAÍDA PARA O FORTALECIMENTO DO BOTAFOGO

Talvez o principal debate que precisa ser feito dentro do Botafogo é a sua democratização. O Glorioso é o clube mais fechado entre os doze maiores clubes do Brasil. Este debate não vem sendo tratado como prioridade e abaixo reproduzo a ótima colaboração sobre este assunto publicado pela Frente Alvinegra.

Sei que alguns podem dizer que não é a hora de se debater isto, afinal estamos na reta final do brasileirão e o time pode voltar a Copa Libertadores. Estou em todos os jogos, torcendo muito pelo sucesso do Botafogo, não sou daqueles que jogam contra e acho que este debate já vem sendo protelado a muito tempo. 

Participei do último processo eleitoral e a democratização do clube foi a principal bandeira da chapa que liderei (Chapa Alvinegra), inclusive o atual presidente, Carlos Eduardo, abraçou a ideia na reta final das eleições. Só que já chegamos no meio do mandato e a demora sobre o debate da proposta, não permitirá que os Sócios Torcedores tenham direito ao voto já nas próximas eleições, assim o que veremos, novamente, é uma minoria escolhendo o futuro de milhões de alvinegros.

Leiam abaixo a proposta da Frente Alvinegra. 






terça-feira, 28 de junho de 2016

BOTAFOGO: OS PILARES DA FRENTE ALVINEGRA


Diversos Sócios Proprietários do Botafogo FR subsescreveram o manifesto de lançamento da Frente Alvinegra, que pretende debater, de forma ampla, um novo modelo de gestão  e abertura democrática do Botafogo. Vejam abaixo o documento.

DEMOCRACIA, PROFISSIONALISMO, ÉTICA E TRANSPARÊNCIA: OS CAMINHOS PARA A RECUPERAÇÃO ALVINEGRA

O Botafogo sempre foi um clube de ponta em todos os esportes que disputa. Nos últimos 40 anos, porém, foi perdendo espaço no cenário esportivo e, sem ter uma grande sequência de conquistas importantes, deixou de aumentar o seu maior patrimônio: a sua
torcida.

O cenário atual é devastador: ano após ano o clube deixou que aumentasse muito a sua dívida e isso diminuiu não só a sua capacidade de investimentos, mas também a sua capacidade de caminhar sozinho. O maior culpado deste cenário é a falta de planejamento a médio e longo prazos. 

Vários fatores precisam ser alterados no cotidiano do clube para que o Botafogo se oxigene e tenha forças para avançar e recuperar o seu espaço no cenário esportivo brasileiro e mundial.

As mudanças de mentalidade e da sua forma de gestão são pilares para o fortalecimento do Botafogo. Para trilhar este caminho, precisamos fazer uma ampla e democrática reforma estatutária, que envolva todos os setores do clube, havendo, como parâmetros, a democracia e a profissionalização da gestão.

A democracia talvez seja o ponto mais nevrálgico da terrível realidade em que o clube se encontra. Nas últimas eleições, mesmo com quatro candidaturas inscritas, o universo eleitoral foi uma vergonha: o atual
presidente foi eleito com pouco mais de 400 votos. Isto é um absurdo considerando a grandeza de um clube centenário como o Botafogo.

Entre os doze maiores clubes do Brasil, o Alvinegro é o mais fechado. É preciso implementar o Sócio Torcedor com direito a voto e, assim, trazer a torcida para dentro do clube. Propomos a inclusão de todos que, de alguma forma, possam somar forças e colaborar para um novo e promissor futuro. Assim permitiremos que milhares de
alvinegros possam ter a oportunidade de decidir o destino da sua maior paixão.

Com esta proposta, queremos ampliar a democracia interna, oxigenando a política do clube com novas ideias e dirigentes, além de incentivar o aumento da arrecadação do programa Sócio Torcedor e Sócio Proprietário. Sabemos que essas propostas sofrem resistências dentro do clube, afinal alguns poucos ainda se acham donos do Botafogo.

O clube precisa ter uma nova mentalidade no modelo de gestão. Este modelo atual já demonstrou que é incapaz de suprir as necessidades do clube. A política de dirigentes aos montes, com praticamente
todos eles, dando apenas pequena parte do dia para o clube, de forma amadora, precisa ser mudada. Precisamos de dirigentes com conhecimento e formação em sua área de atuação. A direção do clube precisa ser profissional, dedicando-se integralmente à gestão,perseguindo metas claras e definidas. 

Este é o caminho! O fortalecimento de todos os setores do clube passará, primordialmente, pela recuperação financeira e por um processo de reforma estatutária que garanta a ampliação da democracia interna e a profissionalização da gestão. Não enxergamos a recuperação do Botafogo por outro caminho. Só assim voltaremos a ter o futebol e os esportes olímpicos com força e condizentes com as nossas tradições.

Democracia, Transparência, Ética e Profissionalismo são os pilares da
FRENTE ALVINEGRA. Queremos convidar todos os botafoguenses, que compartilham desses ideais, a se juntarem a este movimento de recuperação do nosso amado Botafogo de Futebol e Regatas.

Saudações Alvinegras

Facebook: Frente Alvinegra
Twitter: @AlvinegraFrente
Instagram: frentealvinegra
E-mail: frentealvinegra1942@gmail.com

Assinam este manifesto:

Adeilson Ribeiro Telles - SP 36436
Alberto Gomes Rodrigues - SP 400293
Alessandro Rocco Di Sant’Anna Langone - SP 51522
Alex Akcelrud Finkel – SP 51723
Alexandre Freitas Albuquerque – SP 400296
Alfredo Leopoldino Coelho Neto - SP 34105
Andre Luiz Monteiro Barbosa – SP 29928
Andre Magalhães Barros - SP 3066
Antonio José de Moura Pinto - SP 29279
Antonio Rodrigues da Silva - SP 35186
Brunno Aguiar Cavalcante - SP 11587
Bruno Cavalcanti Menezes - SP 35966
Carlos Eduardo C Fontes Wichrowski - SP 8726
Carlos Ernesto Hilburg Bossio - SP 24642
Carlos Roberto Virgílio de Carvalho - SP 34997
Cecilia de Nazaré Malche Mota - SP 1194
César Leonardo Paes Barreto Chagas - SP 39086
Denilson dos Santos Duque - SP 400376
Eduardo Dias Correa - SP 26952
Egas Muniz - 113971010
Elidio Elpidio Soares Filho - SP 38286
Ernesto Braga Salgado de Andrade - SP 400311
Francisco de Assis Couto Teixeira - SP 37372
Geraldo Cosme Luz de Jesus - SP 28487
Guilherme Luiz Melecchi - SP 2198
Gustavo Garcia Ferreira - SP 32643
Gutemberg Souza da Silva - SP 34569
Hélio Gonçalves Pinto Júnior - SP 35656
José Marinho Marques Dias Neto - SP 18063
José Mauricio Pinto de Almeida - SP 27565
José Raul Franco Reis - SP 400288
José Reynaldo Pedrosa Pacheco - SP 35981
Jurandi Ferreira da Silva Junior - SP 400315
Luiz Eduardo Mergulhão Ruas -SP 11897
Luiz Felipe de Attayde Lamoglia - SP 8852 (em transferência)
Marcelo Davidovich - SP 400157
Marcelo José Mesquita (Gaba) - SP 36029
Marcio Caldeira Brant Filho - SP 7779
Marcos Alexandre de Souza Gomes - SP 37269
Marcos Cortesão Barnsley Scheuenstuhl - SP 51581
Marcos Henrique Portella de Lemos - SP 2896
Marcus Vinicius Cordeiro – SP 400301
Marcus Vinicius de Seixas - SP 36410
Maria Cecília de S Nóbrega - SP 37074
Mario Sergio Medeiros Pinheiro - SP 36091
Mauro Caldeira Brant - SP 23502
Murilo Carvalho Rezende de Souza - SP 400314
Nelio Roberto Damasco dos Santos - SP 6491
Nelson Milesi de Albuquerque Cerqueira - SP 40113
Nilo Sergio S Gomes - SP 9095
Nilton Cesar Lessa - SP 51749
Paulo Henrique Teles Fagundes - SP 400313
Paulo Jorge Salgueiro Barata -SP 37429
Pedro Henrique de Mattos Cruz da Fonseca - SP 51455
Renan Aguiar – SP 400300
Ricardo Cesar Rodrigues Pereira - SP 35025
Ricardo Luiz Braga - SP 35594
Roberto Stefano do Espirito Santo Padovani - SP 31208
Rogerio Carvalho da Silva - SP 7337
Rogerio Lessa Benemond - SP 400385
Ronald Sampaio Carvalhosa - SP 9500
Segundo Emillio Vilaverde Lestayo - SP 20898
Sergio Luiz Pinheiro Santa'anna - SP 50201
Silvia Lucia Thompson da Cunha - SP 38168
Vinicius de Assumpção Silva - SP 7710
Wagner Pinheiro de Oliveira - SP 400304