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quinta-feira, 18 de abril de 2019

BOTAFOGO NÃO PODE FICAR PARADO ESPERANDO PELO MILAGRE

Volto a um assunto que pode explicar como chegamos a esta situação. Um assunto que já foi bastante debatido e que hoje sai do cenário político do clube, pela perspectiva da proposta dos irmãos Moreira Salles de assumirem o controle do futebol alvinegro. 

Mas o debate e as buscas para o fortalecimento do Botafogo deve continuar, uso a frase: "Negociar e Andar", o que não pode é o clube ficar paralisado esperando a concretização da proposta.  

DAS ARQUIBANCADAS PARA O CLUBE

No início da década de 80, um grande grupo de jovens alvinegros, frequentadores assíduos das arquibancadas, resolveram entrar para a política do Botafogo, porque entendiam que o clube vinha sendo controlado por um seleto grupo de alvinegros, que a política fechada e isolacionista, só levava o Glorioso a perder espaço no cenário esportivo nacional.

Durante todos esses anos o Botafogo foi ficando longe das grandes conquistas, principalmente no futebol, onde já dominamos o cenário nacional, junto com o Santos FC. Este distanciamento das grandes conquistas, é fruto de um pensamento retrógrado e pequeno que sempre dominou o clube. O Botafogo é tão grande que não pode ser dominado e dirigido por apenas um grupamento. A direção precisa ser mais ampla.

Mas o importante na política interna, sempre foi manter o feudo e deixar os botafoguenses que frequentam as arquibancadas de fora do poder interno e decisório. 

Participamos de algumas gestões no Conselho Deliberativo e mais efetivamente na gestão do ex-presidente, Bebeto de Freitas. Chegamos até lançar a candidatura própria a presidente, Dr. Marcos Portella, e agora mais recentemente da minha candidatura (2014). Sempre trazendo e fortalecendo o mesmo debate: Como podemos fazer para democratizar e fortalecer o Botafogo FR?

A VITÓRIA DE UMA PROPOSTA

Nas últimas eleições não ganhamos o processo eleitoral, mas saímos vitoriosos sim, afinal, pudemos de maneira mais explicita, debater a democratização do clube, com o direito a voto do Sócio Torcedor e expor para todos que o Botafogo é o clube mais fechado do Brasil. O debate foi aberto e continuou.

A atual gestão propaga que abriu o clube democraticamente, aprovando uma reforma estatutária, que coloca o direito ao voto do Sócio Torcedor. Mas propositalmente, esconde da torcida e dos associados, como foi de fato este processo, que resultou em apenas 1 adesão. Isto mesmo, apenas 1 adesão!

A FARSA DA PROPOSTA DA ATUAL DIRETORIA

O torcedor que aderiu a este programa fajuto de Sócio Torcedor com direito ao voto, terá que pagar uma mensalidade de R$ 53,00 (no mínimo) + 13,90 por mês e durante três anos para conseguir o direito a votar nas eleições do clube. Pagará um total de R$ 1.921,90 apenas para ter o direito de votar no clube, sem qualquer outro benefício. Diga de passagem que isto NÃO foi regulamentado até hoje pela atual direção. 

Se o torcedor já fizer parte do Programa Sou Botafogo, ele terá que pagar os R$ 53,00 reais a mais para ter o direito ao voto. Se for Sócio Torcedor e tiver o plano da Leste Inferior, ele pagará: R$ 13,90 (Manutenção do Plano) + R$ 45,00* (Pacote Leste x 10) + 53,00** (1/3 da mensalidade do Sócio Proprietário, no mínimo) = R$ 111,90. O período será de três anos, este valor poderá ser reajustado pela direção do clube.

É um alto valor, que tem como objetivo impedir a adesão do torcedor ao processo decisório da sua maior paixão. Mesmo assim, a atual direção vende como se tivesse cumprido uma promessa de campanha, o que não é verdade. Bem a cara de uma direção que defende manter o Botafogo como seu brinquedo particular. A dupla Carlos Eduardo e Nelson Mufarrej, mentiram para a torcida.

Carlos Eduardo foi obrigado a se comprometer com o voto do Sócio Torcedor, nas eleições de 2014, por causa da força da proposta na nossa campanha. Só que passaram mais de quatro anos e a única coisa que temos certeza, é que as próximas eleições do Botafogo, serão decidida pelos "mesmos de sempre". 

ENTENDA O QUE PROPOMOS

Nossa proposta, que foi colocada para debate, ela cria uma linha no valor de contribuição, e abrange tudo que o Sócio Torcedor já contribui ao clube. Para um maior entendimento, o Sócio Torcedor que tem um pacote da Leste (chamado de sudeste), este associado teria direito ao voto, por que o que ele paga ao clube (R$ 13,90+ R$ 45,00*) já ultrapassa a linha de R$ 53,00 (1/3 da mensalidade de Sócio Proprietário).

O Sócio Torcedor teria que pagar por 24 meses consecutivos, sem atrasos, para ter o direito a voto. Após 36 meses, ele teria o direito de comprar o título de Sócio Proprietário, com desconto e adquirir o direito a ser votado e a frequentar o clube. As eleições seriam nacionalizadas e o torcedor poderia votar eletronicamente. Hoje já se tem tecnologia para isto e com segurança. 

Assim, num médio prazo, o Botafogo estaria trazendo para o seu quadro de Sócios Proprietários milhares de alvinegros, renovando seus quadros dirigentes e trazendo jovens com ideias inovadoras.

Com isto boa parte da nossa torcida, que se encontra fora da cidade do Rio de Janeiro, já teria o motivo para se associar. O Sócio Torcedor pode ser uma grande fonte de receita e fortalecimento do clube. Hoje já temos no Brasil, clubes arrecadando mais de R$ 70 milhões/ano com o seu Sócio Torcedor.

O Botafogo é o clube mais fechado do Brasil e clubes como o Internacional, Fluminense, Grêmio, Coritiba, Bahia, São Paulo, Corinthians, Cruzeiro, Atlético/MG, entre outros, já implementaram o direito ao voto ou estão no debate. O Botafogo precisa mudar sua mentalidade interna e avançar sem medo da sua torcida e ao futuro.

Chegamos ao final desta postagem, com uma única certeza: O Botafogo não tem mais jeito com esta forma de gestão amadora. 

O Botafogo é muito grande para ser de tão poucos! 

quarta-feira, 2 de maio de 2018

BOTAFOGO: POR QUE TANTA RESISTÊNCIA AO VOTO DO SÓCIO TORCEDOR?

A Frente Alvinegra tem defendido, como uma das suas bandeiras prioritárias, a necessidade de democratização do Botafogo. Um mecanismo fundamental para se garantir esta abertura é a regulamentação do direito a voto do sócio torcedor, permitindo a este participar das decisões referentes ao futuro do clube. Afinal, não faz o menor sentido um clube com a grandeza do Botafogo ter seus destinos definidos por pouco mais de 1.000 pessoas, como ocorreu na última eleição.

Já em 2014, a então Chapa Alvinegra (embrião da Frente Alvinegra) levantou essa bandeira, que foi também assumida pelas demais candidaturas. Carlos Eduardo Pereira foi eleito com esse compromisso, mas infelizmente deixou esta discussão para o último ano de seu mandato, inviabilizando que o sócio torcedor participasse da eleição de 2017. Realizada a reforma estatutária no final do ano passado, em uma assembleia geral que contou com a ridícula participação de apenas 145 sócios proprietários, ficou a expectativa de que, em 2020, este voto finalmente se dê.

Mas afinal, a quantas anda a regulamentação deste processo? Essa é uma pergunta que inquieta a todos que entendem a importância da abertura do clube para o seu fortalecimento. A falta de informações sobre este tema gerou, inclusive, matéria recente no Globo Esporte, com a emblemática manchete: “Oito meses depois... Plano do Botafogo para sócio torcedor votar segue no papel”. Pelo exposto na matéria, aparentemente persistem indefinições, junto à direção do clube, quanto ao formato a ser adotado para o programa.

Cobramos da diretoria do Botafogo celeridade e maior transparência neste debate. Para que o direito a voto do sócio torcedor não vire, novamente, uma mera promessa de campanha, este obrigatoriamente deve ser regulamentado nos próximos meses. Em isso não se concretizando, os próprios prazos estabelecidos na reforma estatutária não permitirão o voto do sócio torcedor na próxima eleição.

A proposta de abertura elaborada pela direção do clube e aprovada na assembleia geral é extremamente tímida e excludente. Nesta, para poder votar, além do que já paga em seu plano no Sou Botafogo, o sócio torcedor precisará pagar uma taxa de manutenção não inferior a 1/3 da taxa de manutenção paga pelo sócio proprietário. Em resumo, para “comprar” o direito ao voto, o sócio torcedor terá que pagar, no mínimo, R$ 53,33 por mês, durante dois anos. Em outras palavras, R$ 1.280 é o valor que o sócio torcedor terá que desembolsar para, além do que ele já paga em seu plano, poder votar na próxima eleição do clube.

Não entendemos isso como abertura e nem como democratização do Botafogo. No entanto, é um primeiro passo, em cima do qual poderemos avançar no futuro. Mas nos preocupa que mesmo esse pequeno passo, quase irrisório, encontra enorme dificuldade para ser dado.

Na quinta-feira (26/04), o Conselho Deliberativo do BFR realizará nova sessão. Esperamos que nesta reunião, luz seja jogada sobre este assunto, que deveria ser tratado com a maior transparência possível. Infelizmente não é o que estamos vendo. O Botafogo precisa se abrir!

FRENTE ALVINEGRA

segunda-feira, 20 de março de 2017

A TORCIDA DO BOTAFOGO DANDO O RECADO


Levantamento feito pelo site Globoesporte.com revela que o Botafogo tem a quarta melhor média de público do futebol brasileiro em 2017, atrás apenas dos paulistas Palmeiras, São Paulo e Corinthians.

A média da torcida alvinegra é de 19.020 pagantes, entre Copa Libertadores e Campeonato Carioca. Se o Carioca fosse mais atrativo a média seria muito melhor.

O Botafogo está bem à frente do Flamengo, sétimo no ranking com média de 13.941 pagantes por partida. A diferença para Vasco e Fluminense é ainda maior: 7.646 (13º) e 5.979 (18º), respectivamente.

O ranking inclui apenas equipes das Séries A, B e C do Campeonato Brasileiro. Entre parênteses, é a ocupação média do estádio, o Botafogo fica em sexto, já que seu estádio tem 45 mil lugares. Outros clubes jogam em estádios menores e assim ficam com a ocupação maior.

1) Palmeiras – 29.873 (68%)
2) São Paulo – 28.943 (43%)
3) Corinthians – 24.334 (54%)
4) BOTAFOGO – 19.020 (42%)
5) Atlético-PR – 14.710 (36%)
6) Grêmio – 14.194 (23%)
7) Flamengo – 13.941 (40%)
8) Atlético-MG – 13.756 (46%)
9) Cruzeiro – 12.579 (20%)
10) Remo – 11.488 (27%)
13) Vasco – 7.646 (27%)
18) Fluminense – 5.979 (45%)

Sócio Torcedor em 2017

Além disto, o Sócio Torcedor do Botafogo, vai chegando a 30 mil associados e tem a segunda maior adesão do ano no país, perdendo apenas para a chapecoense, que tem, em 2017, 18.090 novos sócios. O Botafogo aparece com 12.809. Mas esses números estão um poucos defasados e são melhores a favor do clube carioca.

Em seguida vem: Flamengo (12629), Atlético/MG (3625), Grêmio (2096) e Vasco (1.875). O Fluminense aparece em 10º lugar com apenas 346 novos sócios. Esses números são até o dia 17/03/2017.  

Fonte: Globoesporte.com e Movimento Por Um Futebol melhor

terça-feira, 18 de outubro de 2016

AMPLIAR A DEMOCRACIA, É A SAÍDA PARA O FORTALECIMENTO DO BOTAFOGO

Talvez o principal debate que precisa ser feito dentro do Botafogo é a sua democratização. O Glorioso é o clube mais fechado entre os doze maiores clubes do Brasil. Este debate não vem sendo tratado como prioridade e abaixo reproduzo a ótima colaboração sobre este assunto publicado pela Frente Alvinegra.

Sei que alguns podem dizer que não é a hora de se debater isto, afinal estamos na reta final do brasileirão e o time pode voltar a Copa Libertadores. Estou em todos os jogos, torcendo muito pelo sucesso do Botafogo, não sou daqueles que jogam contra e acho que este debate já vem sendo protelado a muito tempo. 

Participei do último processo eleitoral e a democratização do clube foi a principal bandeira da chapa que liderei (Chapa Alvinegra), inclusive o atual presidente, Carlos Eduardo, abraçou a ideia na reta final das eleições. Só que já chegamos no meio do mandato e a demora sobre o debate da proposta, não permitirá que os Sócios Torcedores tenham direito ao voto já nas próximas eleições, assim o que veremos, novamente, é uma minoria escolhendo o futuro de milhões de alvinegros.

Leiam abaixo a proposta da Frente Alvinegra. 






sexta-feira, 15 de maio de 2015

BOTAFOGO: OS PROBLEMAS DO SÓCIO TORCEDOR

A torcida do Botafogo vem se mobilizando para aumentar a adesão do Programa Sócio Torcedor do clube, "Sou Botafogo", mas uma série de problemas vem afetando este crescimento e a principalmente a continuidade no mesmo de quem já é sócio. Tudo problemas que poderiam ser solucionados com uma gestão mais competente do programa.

Abaixo vou relatar alguns dos problemas que estão acontecendo com o programa Sócio Torcedor, que deveria ter um atendimento diferenciado, tanto no atendimento no clube ou no estádio. 

1) Os Sócio Proprietários que passaram a ter direito a ingressos e fizeram o Sócio Torcedor para ajudar o clube, não conseguem fazer o "tal" check-in dos dois planos. Ele faz do Sócio Torcedor e não faz do Sócio Proprietário. O clube alega que a empresa não consegue juntar os dois cadastros. Bizarro numa era onde tudo é informatizado.

2) Entendo que o clube seja obrigado a realizar o check-in do Sócio Torcedor, afinal ele precisa fazer uma previsão de quantos ingressos o Botafogo poderá colocar a disponibilidade nas bilheterias, ainda mais em jogos de grande apelo de público. Mas é incompreensível que o Sócio Torcedor seja obrigado a fazer o check-in e ainda imprimir o voucher. Se ele tem o cartão, o ingresso será adicionado automaticamente nele e o clube pelo cadastro feito conseguirá saber quantos estão previstos para ir ao jogo. Aquele que não tem a impressora, fica com dificuldades.

3) O atendimento por telefone é um absurdo de demorado, é feito para ficar pendurado e desistir do atendimento. Os e-mails sequer são respondidos em sua maioria. Parece que a empresa que administra o programa é de fundo de quintal, porque o atendimento não é ruim, é horrível!

4) Quando o associado não consegue ser atendido, qual a sua solução? Ir ao clube e ser atendido na "casinha" do Sócio Torcedor", que as vezes é de tirar qualquer um do sério, tal a demora e isto não é culpa da funcionária ou funcionárias (nunca vi mais de duas), que se desdobram para realizar o atendimento.

5) As carteirinhas de diversos associados, instrumento importante para usufruir plenamente dos benefícios, não chega nunca, demonstrando a desorganização e o amadorismo do programa.

Poderia ficar aqui enumerando outros problemas, mas esta postagem é um alerta a atual direção, que precisa mudar com urgência a administração do programa, hoje somos 12.500, fico imaginando se o programa tivesse a adesão de mais de 30 mil alvinegros. Seria um caos!