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segunda-feira, 9 de julho de 2018

BRASIL PARAÍSO DOS BANQUEIROS

O Brasil continua sendo o paraíso dos banqueiros em todo o mundo. A lucratividade do setor bancário é a mais elevada de todos os setores da economia nacional. Somente no primeiro trimestre de 2018, os bancos lucraram R$ 18 bilhões, com um crescimento de 14,1% em relação ao mesmo período de 2017, mesmo com uma economia no buraco e o povo brasileiro dormindo nas ruas, voltando a cozinhar a lenha e muitos com a fome voltando a bater na sua porta.

Isto tudo só é possível com um sistema montado exclusivamente para aumentar a lucratividade dos bancos, sejam em cenários de crescimento ou retração da economia. Um sistema que se alimenta do dinheiro da própria sociedade e dos juros altos, quando deveria ser ao contrário.

A população coloca suas economias na poupança, os bancos investem na Taxa Selic, que hoje é de 25%, e te devolvem a inflação. Tudo o que você usa nos bancos é cobrado e com taxas exorbitantes. Nos empréstimos, além de cobrar juros altíssimos, os bancos lucram, em muito, com o spread bancário de 38%, o maior do mundo. O Spread bancário é a diferença entre a remuneração que o banco paga ao aplicador para captar o recurso e o quanto esse banco cobra para emprestar o mesmo dinheiro. Só para efeito de comparação, no sistema financeiro dos EUA, o spread é de 2,5%.

Além disto tudo, nada fica para a sociedade, com uma legislação toda feita para proteger seus monstruosos lucros. A saída é uma reforma do sistema financeiro, onde a sociedade se aproprie de parcela desta lucratividade, que é produzida por ela mesma.

terça-feira, 30 de maio de 2017

METADE DA RENDA DOS MAIS POBRES FICA COM OS BANCOS


Mais da metade da renda de 27% da população mais pobre, que ganha até R$ 2.000, é levada pelos bancos. Os banqueiros levam este dinheiro, através dos pagamentos do cartão de crédito, consignado, empréstimos, financiamentos de automóveis e imobiliários e o cheque especial.

Isto tudo só acontece por causa das altas taxas de juros praticadas no Brasil, que favorece a  concentração de renda e os banqueiros. Os juros cobrados pelos bancos, no cartão de crédito, em média, a taxa anual fica em 457,53% e ao mês fica em 38,11%. Um absurdo, numa inflação que não passa de 1%.  

Os bancos públicos, que deveriam se o fomentador da política de juros baixos, apesar de cobrarem abaixo dos bancos privados, mesmo assim exploram também a população mais pobre. A Caixa tem o juros de 219,29% ao ano e o Banco do Brasil em 273,97%. A média dos bancos públicos fica em 246,63% ao ano e 20,55% ao mês. Se formos fazer as contas somente para os bancos privados, cmo Itaú, Bradesco e Santander, o absurdo aumenta, demonstrando que o Brasil é realmente o país dos banqueiros.

O Bradesco os juros do cartão de crédito, chega a 734,40% ao ano; O Itaú chega a 452,77% e o Santander a 607,22%. Os bancos privados cobram, em média, 598,13% ao ano e 49,84% ao mês. Este absurdo acontece num cenário com a economia destroçada e com inflação em baixa.

Os bancos deveriam cobrar juros baixos para alavancar a economia, mas o que acontece é ao contrário, com os juros em alta, fica difícil o investimento no setor produtivo no país. Os juros em alta só favorece o "Capital Urubu" que só entra no Brasil para se aproveitar das altas taxas e depois fazer a retirar, sem que nenhum centavo fosse aplicado na infraestrutura e na produção, que gera emprego e renda para a população.


Fonte: SPBancários
Imagem: Marcos Santos/USP Imagens
Pesquisa: Serasa