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sexta-feira, 31 de março de 2017

MANIFESTAÇÕES CONTRA AS REFORMAS DO GOVERNO TEMER


Hoje acontece em todo o Brasil manifestações contra as reformas propostas pelo (des)governo Temer, onde apenas os trabalhadores são atingidos. Todas as regalias da classe dominante continuam intactas. 

Não resta outra alternativa a classe trabalhadora, é ir as ruas e lutar pela manutenção de seus direitos elementares, como a aposentadoria, emprego, férias, 13º salário, entre outros. 

As manifestações de hoje também vão servir para chamar a GREVE GERAL chamada pelas Centrais Sindicais para o dia 28 de abril. Veja abaixo algumas das manifestações programadas em diversas capitais.


terça-feira, 28 de março de 2017

STF PODE ANULAR A VOTAÇÃO DA TERCEIRIZAÇÃO

O Ministro do Supremo Tribunal Federal - STF, Celso Melo, pediu informações ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia-DEM-RJ sobre a votação do Projeto que permite os empresários a terceirizarem as atividades fim, num claro prejuízo a classe trabalhadora brasileira. O Presidente da Câmara tem 5 dias para responder, é bem provável que o ministro do STF anule a votação. Até a resposta a votação fica suspensa.

No Senado Federal tem outro projeto sobre o assunto que pode ser votado e o presidente da casa, Renan Calheiros, já se manifestou a favor. Mas parece que o ministro Celso Melo não quer deixar os holofotes para o Presidente do Senado.

O fracasso das manifestações chamadas pelo movimentos golpistas, MBL e Vem Pra Rua, caiu feito uma bomba na política em Brasília. As manifestações esvaziadas do último domingo, que defendiam as Reformas e o Governo Temer, além da Lava Jato seletiva, só fez aumentar a responsabilidade da classe trabalhadora que vai se manifestar contra as reformas e o governo Temer, na próxima sexta-feira (31), em todo o Brasil.

Grandes manifestações nesta sexta, pode ser decisivo para a mudança de cenário no Congresso Nacional e no judiciário que se encontra quase todo politizado.

Se você não quer trabalhar até morrer e ver a classe dominante espoliar ainda mais a classe trabalhadora, venha pra rua lutar pelos seus direitos. 

segunda-feira, 20 de junho de 2016

ENERGIA DAS RUAS DESAFIA PARTIDOS


A construção de unidade na luta contra o golpe protagonizado pelo governo interino de Michel Temer é um desafio do campo progressista para aglutinar a energia das ruas e ganhar força. “Plebiscito, antecipação de eleições, a volta de Dilma, Constituinte Exclusiva, esses são temas sobre os quais não vamos construir unidade agora. A unidade é ‘Fora, Temer’”, afirma o presidente da Fundação Lauro Campos e membro da executiva nacional do Psol, Juliano Medeiros. Citando pesquisa de avaliação do governo da CNT/MDA com 14,9% da população que acredita que a vida piorou com Temer, Medeiros diz que esse percentual “é muito pouco, temos de construir massa crítica sobre o golpe, porque a tendência desse número é aumentar”.

“Se formos espremer posições aqui, é capaz de ficarmos divididos. Nós temos de nos debruçar muito sobre o que vem depois do ‘Fora, Temer’”, disse ainda o representante do Psol, ao participar ontem (16) de seminário promovido pela Fundação Perseu Abramo (FPA) para refletir sobre o golpe em curso e as alternativas de futuro para fortalecer as esquerdas na luta política. Medeiros defendeu que seja feito um balanço crítico da atuação dos governos Lula e Dilma e um programa para conduzir a luta. “Vamos ter de repensar qual é o programa das forças populares para o país no futuro. No passado, nós criticamos o problema da dívida do país, e quando chegamos ao poder não fizemos nada. A reforma agrária também é um exemplo. O país mudou muito, por isso é preciso pensar um novo programa”, disse.

A atualização programática da esquerda, segundo Medeiros, além de promover as reformas estruturais nas áreas tributária, agrária, urbana e política, deve soar como uma promessa de futuro com a qual a esquerda validará o seu perdão político, garantindo que os erros não serão repetidos, principalmente na relação de poder político com o capital privado. “Não nos limitaremos às reformas possíveis, há uma energia brutal nas ruas, a nova geração quer mais do que PT, Psol”, diz Medeiros.

“O que está em curso é um golpe que rasga o pacto do país”, afirma o membro da executiva do PCdoB e da Juventude Socialista Renan Alencar, referindo-se à Carta ao Povo Brasileiro, escrita por Lula em 2002 ao propor o governo conciliador que o elegeu por duas vezes. Alencar destacou que o impeachment começou a transitar graças a uma chantagem do então presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atualmente afastado pelo Supremo Tribunal Federal, que não recebeu apoio do PT no processo de cassação de seu mandato, alimentado por denúncias da Lava Jato. Alencar disse também que a agenda do governo interino não é capaz de ganhar qualquer eleição. “A sanha do retorno ao poder se deu com uma agenda ainda mais conservadora do que a apresentada pelo PSDB nas eleições de 2014. As coisas mais nefastas para o país entre as medidas do governo estão no teto de gastos para a saúde e educação”, afirmou.

Segundo o representante do PCdoB, a crise política foi alimentada pelo consórcio conservador do golpe, incluindo setores de mídia, Justiça e empresariado, enquanto do ponto de vista econômico a operação Lava Jato tem representado um ataque aos setores de petróleo e construção civil. “Há graves violações constitucionais nesses processos, e a fase do Mensalão já começou a refletir o desrespeito à Constituição”, disse. Alencar enfatizou que o golpe no país não é isolado, frente aos embates políticos em curso em outros países da América Latina, como Venezuela, Equador, Bolívia e Colômbia. “Estão tentando nos cercar novamente. A esquerda teve erros e insuficiências, mas temos de entender que a correlação de forças não é uma fotografia, mas um filme, ela muda toda hora”, destacou.

Fonte: Revista do Brasil