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terça-feira, 20 de novembro de 2018

NEGROS NÃO TEM IGUALDADE DE OPORTUNIDADES

Hoje, dia 20 de novembro, É Dia da Consciência negra, a data faz uma referência ao dia da morte de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo de Palmares, que lutou para preservar o modo de vida dos africanos escravizados que fugiram da escravidão.

Mas a grande importância da data está no reconhecimento dos descendentes africanos na constituição e na construção da sociedade brasileira, que ainda é muito cruel com a raça negra. A discriminação nesta sociedade é grande. Os negros, em sua grande maioria, vivem nas periferias e nas favelas das grandes cidades, não tem a igualdade de oportunidade no mercado de trabalho, onde não tem acesso aos melhores cargos e recebem salários menores que os brancos.

Mesmo sendo maioria da população, os negros tem dificuldades de acesso a educação, saúde e emprego de qualidade no Brasil, ficando para a minoria branca. Nos últimos anos as diferenças sociais, no país, diminuíram, mas era apenas o início. Nos últimos dois anos, várias políticas inclusivas foram abandonadas, que vemos é um retrocesso e nenhuma perspectivas de melhora no futuro governo, que vem sendo dominado pelos brancos, latifundiários e grande parcela do empresariado brasileiro, que só visa a lucratividade.

Muita coisa conquistada pelos negros, mas ainda é muito pouco para se comemorar. A data fica para o protesto e a oportunidade de se fazer o debate com toda a sociedade.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

NO BRASIL, 71,5% DAS VÍTIMAS DE ASSASSINATOS SÃO NEGROS E PARDOS

Negros e brancos no Brasil vivem em realidades distintas no que se refere à violência. Em 2016, a taxa de homicídios de negros foi de 40,2 por 100 mil habitantes, duas vezes e meia maior à de não negros, que ficou em 16. Quando se analisa o período entre 2006 e 2016, enquanto a taxa de homicídios de negros aumentou 23,1%, a de brancos diminuiu 6,8%. Na prática, 71,5% dos brasileiros assassinados por ano são pretos ou pardos.
“É como se, em relação à violência letal, negros e não negros vivessem em países completamente distintos”, diz trecho do Atlas da Violência 2018,
O estado de Alagoas é o exemplo perfeito da disparidade em que vivem negros e brancos no Brasil. Ao mesmo tempo em que teve a terceira maior taxa de homicídios de negros, com 69,7 por cem mil habitantes, Alagoas apresentou também a menor taxa de homicídios de não negros, com 4,1. Para os analistas do Atlas, “é como se os não negros alagoanos vivessem nos Estados Unidos, que em 2016 registrou uma taxa de 5,3 homicídios para cada 100 mil habitantes, e os negros alagoanos vivessem em El Salvador, cuja taxa de homicídios alcançou 60,1 por 100 mil habitantes em 2017”.
Além de Alagoas, outros seis estados registraram taxas de homicídios de brancos de apenas um dígito – exceção num país que, em 2016, teve a taxa de 30,3 homicídios para cada 100 mil habitantes. São eles: Paraíba (5,8), Piauí (7,0), Amapá (7,8), Ceará (8,3), São Paulo (9,1) e Espírito Santo (9,3).
Quando o recorte da pesquisa é por gênero, a desigualdade se mantém: a taxa de homicídios de mulheres negras foi 71% superior à de mulheres não negras.
“A conclusão é que a desigualdade racial no Brasil se expressa de modo cristalino no que se refere à violência letal e às políticas de segurança. Os negros, especialmente os homens jovens negros, são o perfil mais frequente do homicídio no Brasil, sendo muito mais vulneráveis à violência do que os jovens não negros. Por sua vez, os negros são também as principais vítimas da ação letal das polícias e o perfil predominante da população prisional do Brasil. Para que possamos reduzir a violência letal no país, é necessário que esses dados sejam levados em consideração e alvo de profunda reflexão. É com base em evidências como essas que políticas eficientes de prevenção da violência devem ser desenhadas e focalizadas, garantindo o efetivo direito à vida e à segurança da população negra no Brasil”, destaca o Atlas da Violência.
Ao todo, o Brasil registrou em 2016 a marca histórica de 62.517 homicídios, de acordo com informações do Ministério da Saúde. Essa quantidade representa uma taxa de 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes – 30 vezes superior à taxa da Europa. De acordo com o estudo divulgado, 553 mil pessoas foram assassinadas no Brasil nos últimos 10 anos.
Fonte: Rede Brasil Atual e ContrafCUT