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terça-feira, 13 de novembro de 2018

E O FUTEBOL BRASILEIRO VAI MORRENDO

Antes era chamado de alegria do povo, onde mais de 80% da população brasileira acompanhava nossos craques, com estádios cheios, transbordando de alegria e festa. Craques aos montes sendo revelados em todos os cantos do país, assim o Brasil se tornou o país do futebol.

Agora são estádios vazios, violência para todos os cantos, um pobre futebol apresentado pelas equipes e horários impiedosos, com os torcedores, para atender os interesses da televisão, que é o trem pagador. Públicos de 30 mil são festejados, mas a realidade é que a média de torcedores nos estádios não passa de 18 mil torcedores por partida.

São vários os fatores para este esvaziamento do futebol brasileiro. Horários dos jogos, falta de craques, regulamento, preços dos ingressos, fórmula de disputa, cada um tem a sua explicação. Mas a grande causa do afastamento dos torcedores nos estádios, é a violência das torcidas organizadas e a própria violência urbana.

Se a sociedade e as autoridades não se debruçarem sobre o tema, veremos o futebol morrer nos corações de cada brasileiro. Isto já vem acontecendo, segundo as últimas pesquisas de opinião, hoje, 20% não gostam de futebol e apenas, 40% se interessam e acompanham seu clube de coração. Os outros 40%, gostam do futebol mais tem pouco interesse e quase nunca vão aos estádios, ou compram produtos de seus times.

A sociedade precisa criar um amplo fórum de debates para achar saídas para melhorar nosso futebol. Um fórum com deputados federais, senadores, governo, judiciário, polícia, torcedores, dirigentes e imprensa esportiva, para debater e criar um leque de propostas, que possam futuramente virar uma legislação específica do futebol. Que seja dura e respeite aquele torcedor que ama o seu clube, mas só quer ir ao estádio para torcer, confraternizar e festejar, só assim as famílias terão tranquilidade de voltar aos estádios. 

A festa não pode perder para a truculência, o torcedor precisa ser tratado como um consumidor e não como um bandido por policiais, como acontece muitas vezes nos estádios, por causa de uma minoria violenta.

Enquanto nossos dirigentes não entenderem o quanto estão perdendo de dinheiro, com o afastamento do torcedor por causa da violência, o futebol vai continuar morrendo, até a chama se apagar no coração do brasileiro. Aí será tarde demais.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

NO BRASIL, 71,5% DAS VÍTIMAS DE ASSASSINATOS SÃO NEGROS E PARDOS

Negros e brancos no Brasil vivem em realidades distintas no que se refere à violência. Em 2016, a taxa de homicídios de negros foi de 40,2 por 100 mil habitantes, duas vezes e meia maior à de não negros, que ficou em 16. Quando se analisa o período entre 2006 e 2016, enquanto a taxa de homicídios de negros aumentou 23,1%, a de brancos diminuiu 6,8%. Na prática, 71,5% dos brasileiros assassinados por ano são pretos ou pardos.
“É como se, em relação à violência letal, negros e não negros vivessem em países completamente distintos”, diz trecho do Atlas da Violência 2018,
O estado de Alagoas é o exemplo perfeito da disparidade em que vivem negros e brancos no Brasil. Ao mesmo tempo em que teve a terceira maior taxa de homicídios de negros, com 69,7 por cem mil habitantes, Alagoas apresentou também a menor taxa de homicídios de não negros, com 4,1. Para os analistas do Atlas, “é como se os não negros alagoanos vivessem nos Estados Unidos, que em 2016 registrou uma taxa de 5,3 homicídios para cada 100 mil habitantes, e os negros alagoanos vivessem em El Salvador, cuja taxa de homicídios alcançou 60,1 por 100 mil habitantes em 2017”.
Além de Alagoas, outros seis estados registraram taxas de homicídios de brancos de apenas um dígito – exceção num país que, em 2016, teve a taxa de 30,3 homicídios para cada 100 mil habitantes. São eles: Paraíba (5,8), Piauí (7,0), Amapá (7,8), Ceará (8,3), São Paulo (9,1) e Espírito Santo (9,3).
Quando o recorte da pesquisa é por gênero, a desigualdade se mantém: a taxa de homicídios de mulheres negras foi 71% superior à de mulheres não negras.
“A conclusão é que a desigualdade racial no Brasil se expressa de modo cristalino no que se refere à violência letal e às políticas de segurança. Os negros, especialmente os homens jovens negros, são o perfil mais frequente do homicídio no Brasil, sendo muito mais vulneráveis à violência do que os jovens não negros. Por sua vez, os negros são também as principais vítimas da ação letal das polícias e o perfil predominante da população prisional do Brasil. Para que possamos reduzir a violência letal no país, é necessário que esses dados sejam levados em consideração e alvo de profunda reflexão. É com base em evidências como essas que políticas eficientes de prevenção da violência devem ser desenhadas e focalizadas, garantindo o efetivo direito à vida e à segurança da população negra no Brasil”, destaca o Atlas da Violência.
Ao todo, o Brasil registrou em 2016 a marca histórica de 62.517 homicídios, de acordo com informações do Ministério da Saúde. Essa quantidade representa uma taxa de 30,3 mortes para cada 100 mil habitantes – 30 vezes superior à taxa da Europa. De acordo com o estudo divulgado, 553 mil pessoas foram assassinadas no Brasil nos últimos 10 anos.
Fonte: Rede Brasil Atual e ContrafCUT

segunda-feira, 26 de março de 2018

CHARGE: AS BALAS ACHADAS


A Charge do Duke retrata bem a realidade da cidade do Rio de Janeiro, onde a sociedade se encontra refém da violência dos bandidos e da polícia.