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segunda-feira, 9 de outubro de 2017

AGORA VEJA TENTA DESTRUIR O QUE CONSTRUIU


A Revista Veja, que tem um jornalismo de guerra, para destruir a qualquer custo a imagem do ex-presidente Lula, do partido dos Trabalhadores e da esquerda brasileira, agora tenta destruir o que ela construiu através da incitação ao ódio na sociedade brasileira, a figura do Jair Bolsonaro.

Bolsonaro se consolidou em segundo lugar nas pesquisas, muito por conta do fracasso do golpe, que levou o Brasil ao fundo do poço, colocando a verdadeira quadrilha no poder, liderada pelo Michel Temer. O ódio disseminado pela grande mídia, levou o crescimento do candidato mais identificável com esse sentimento. Até o prefeito de São Paulo, João Dória tentou surfar nesta onda, mas o eleitorado odioso, prefere o Bolsonaro que é  mais identificado com esta política reacionária.

Agora a Veja terá que sair da "sinuca de bico" que se meteu. Como destruir o Bolsonaro, atacando a figura do ex-presidente Lula?  Lula não pode deixar de ser atacado nas revistas semanais, telejornais dos principais canais de televisão, nas rádios, nas manchetes dos jornais, todos controlados por seis poderosas famílias. Se ele atacado continua crescendo nas pesquisas, imaginem se derem uma trégua.

Os poderosos também sabem que o crescimento do "perigo Bolsonaro", fará o fascismo crescer ainda mais no Brasil, isto pode confrontar com os seus interesses financeiros e políticos.

Vamos aguardar as cenas dos próximos capítulos.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

A REVISTA VEJA DA MARISA É PIOR QUE NA DITADURA


Comecei a trabalhar na VEJA como repórter, para uma estadia em duas fases distintas que somaram 17 anos. Fui editor executivo, correspondente internacional em Paris, redator-chefe. Fora da revista desde outubro de 1999, apoio integralmente o ato de repúdio marcado para hoje, em frente à editora Abril, dona da VEJA. A razão é simples. Não se trata de um protesto contra o jornalismo mas a denúncia de uma política perversa, que se vale do jornalismo para comprometer os valores da democracia.

Através da capa “A Morte Dupla”, onde acusa Lula de se esconder atrás da ex-mulher falecida em fevereiro para fugir de acusações furadas sobre o triplex do Guarujá, mais uma vez a revista alterou sua  atividade principal. Abandonou as prerrogativas do jornalismo para assumir o papel de instrumento da propaganda política, de quem não tem compromissos com os princípios da profissão nem zela pela credibilidade de suas informações. A capa é parte de uma falsificação destinada a atingir a credibilidade de Lula.

Como toda pessoa que acompanha o caso já teve oportunidade de tomar conhecimento, fosse em conversas com amigos da família, fosse com jornalistas interessados em saber o que tinha para dizer, Marisa jamais escondeu uma realidade básica: toda iniciativa para comprar a cota do imóvel foi sua, e não do marido. Pessoas ligadas a família já me confirmaram isso.

Cabe denunciar VEJA como ente político, como personagem nocivo do momento que o país atravessa — pelas mesmas razões pelas quais cabe denunciar os pronunciamentos de Jair Bolsonaro, Marcos Feliciano e outros perigos-públicos para a democracia e o debate político.

É bom recordar que não foi a primeira vez que a VEJA age dessa maneira em relação a uma liderança dos trabalhadores nem em relação a Lula. Os exemplos recentes são conhecidos e levam ao “Eles sabiam” da reta final campanha de 2014, ultima esperança do PSDB para virar um pleito apertado até o último voto. Para ficar num caso antigo e exemplar.

Em março de 1981 quando um tribunal militar condenou os líderes do Sindicato dos Metalúrgicas de São Bernardo a três anos e meio de prisão por terem conduzido uma greve considerada ilegal pela Justiça do Trabalho, a revista aproveitou a ocasião para publicar em sua Carta ao Leitor uma crítica bem ao gosto da ditadura. Em linguagem policialesca, fez críticas à  “costumeira balbúrdia de grupelhos extremistas, clérigos de esquerda, políticos oportunistas e teóricos diversos tentando influir e mandar no movimento sindical”.

A principal notícia do julgamento de 1981 é que, havia ocorrido uma intervenção ilegal dos comandantes militares sobre a Auditoria, para forçar uma pena mais dura contra Lula.

O  juiz titular, que nos dias anteriores comentara com colegas que achava que os sindicalistas até mereciam ser punidos, mas por uma pena mais branda, com base na Lei de Greve, acabou tirando férias providenciais. Em função disso, o caso ficou com o substituto, favorável a aplicação das regras mais severas da Lei de Segurança Nacional. A informação sobre a troca de juizes saiu na VEJA, ainda que bem escondida, no 15o. parágrafo.

Já se fora o tempo da censura prévia, é bom recordar.  Como notícia, no  puro jornalismo, deveria ter sido a manchete. Era um escândalo e não uma fofoca de bastidor. Mas a revista se rendera a uma ditadura que, após medidas de flexibilização da situação política, como a Anistia, ensaiava um caminho para recompor forças e frear os esforços de democratização.

Na mesma edição, saiu um segundo texto, carregado de metáforas, onde era possível entender a questão de fundo. Ali a revista advertia seus leitores e, em, particular, a oposição. Referindo-se a pressões por maiores liberdades e direitos como se fosse uma espécie de confronto, VEJA escreveu que “para cada ataque, estudantil, político, sindical, ou seja lá o que for, haverá uma resposta rápida e, para falar claro, sempre mais violenta.” Conforme a bola de cristal da revista, já aderindo a nova ordem, “as leis que valem são” as da força. E será assim “por muitos anos”.

Em maio de 2017, VEJA também fez o possível para agradar aos poderes de exceção que emanam da Lava Jato. “A morte dupla” nada mais é do que uma reverência à senha midiática lançada pelo procurador Luiz Fernando dos Santos Lima, um dos mais destacados da força-tarefa.

Numa iniciativa compreensível para tentar desqualificar o competente depoimento de Lula a Sérgio Moro, depois do julgamento o procurador lançou uma crítica em tom de lamento, uma típica lágrima de crocodilo. Referindo-se às “afirmações em relação à Dona Marisa, a responsabilizando por tudo, “Luiz Fernando dos Santos Lima disse: ” é um tanto triste de se ver feitas nesse momento até porque, como o ex-presidente disse, ela não está aí para se defender”. Ele ainda teve o cuidado de incluir a  expressão “infelizmente” numa frase que pretendia ser sentimental, mas era acima de tudo injusta e cruel.

Com “A morte dupla”, VEJA consolida uma nova regressão notável para sua história — e prejudicial ao país. Escondida num parágrafo acessível apenas aos leitores mais atentos com paciência para vencer pelo menos 15 parágrafos, sob a ditadura de 1981 a revista trouxe uma informação que interessava ao Brasil e aos brasileiros, ao mostrar  a intervenção do comando militar num julgamento de extrema relevância naquele momento. A revista apoiava a repressão absurda a Lula e aos líderes operários — mas deixava perceber que havia uma farsa em tudo aquilo, uma combinação de acertos entre generais arrogantes e magistrados submissos.

Em 2017, em torno do mesmo personagem de 36 anos atrás, faz pura propaganda para desmoralizar uma liderança que é  alvo de uma perseguição que pode marcar a fronteira entre democracia e ditadura.

POR PAULO MOREIRA LEITE
Jornalista e Escritor

Publicado nos sites, Brasil247 e Diário do Centro do Mundo

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

NENHUMA REVISTA SEMANAL TRATOU DO CASO CUNHA. PORQUE SERÁ?

As revistas semanais esconderam o caso do presidente da câmara dos deputados com contas ilegais na Suíça. É o fim de uma credibilidade que já se foi a muito tempo.

As Revista Veja, Época, Isto É e Carta Capital, nenhuma delas deram algum destaque para as contas ilegais do Eduardo Cunha/PMDB/RJ na Suíça. A mídia fala tanto de corrupção mas quando aparece um caso tão importante como este, o assunto é escondido.

Na verdade a grande mídia não tem preocupação com o combate a corrupção e sim a destituição do PT do governo central do país e assim retomar o processo de privilégios que sempre tiveram no Brasil.

É na verdade a manipulação da informação.

Este caso do Eduardo Cunha demonstra que não só a grande mídia é parcial. A Polícia Federal e a justiça vão pelo mesmo caminho. Cunha ao invés de ser investigado e afastado da presidência da Câmara dos Deputados, ele trama a derrubada de Dilma como se nada tivesse acontecendo. 

Se alguém ainda tinha dúvidas, dê uma olhada nas bancas.

quinta-feira, 5 de março de 2015

VEJA PEDE DESCULPAS A FAMÍLIA DO LULA


Sobre a matéria que publicamos aqui no Blog, no último dia 02, em que um repórter da Revista Veja, ultrapassou todos os limites, invadindo o condomínio da família do Primo do ex-presidente Lula, tentando criar uma falsa matéria, a revista num rompante de sinceridade, admitiu na última segunda-feira (03), que mentiu.

Após o desmentido oficial do Instituto Lula e o Boletim de Ocorrência registrado por invasão de domicílio, a revista Veja publicou nota em que admite que foi mentira a matéria do repórter Ulisses Campbell. Veja abaixo a nota da Revista Veja:

"Pelo equívoco, a Veja Brasília se desculpa com seus eleitores e, mesmo que a nota não contivesse conotação negativa, se desculpa também com o ex-presidente e sua família por quaisquer transtornos que possa ter ocasionado".

Clique Aqui e veja a matéria do dia 02 de março aqui no Blog com o título "A QUE PONTO CHEGAMOS"

segunda-feira, 2 de março de 2015

A QUE PONTO CHEGAMOS!

Frei Chico, irmão de Lula
O Jornalista (?) Ulisses Campbell, da Revista Veja invade condomínio que mora a família de Frei Chico, irmão do ex-presidente Lula, mente e tenta assediar a família. É este tipo de jornalismo que a grande mídia tentar chamar de independente, que estão patrocinando uma perseguição política aos mais progressistas da sociedade, na sua ânsia de recuperar o poder do país e seus privilégios.

Estamos muito perto de descambar para a violência nas ruas e tudo isto incentivado pela grande mídia, que tentam patrocinar um golpe de estado no Brasil. Só que na frente eles também irão sofrem com as consequências, já o que está se organizando no país, são grupos de extrema direita e a cada dia vem se fortalecendo. Tenho dito que nossa democracia está sequestrada pela mídia e o poder econômico.

Jornalista Ulisses Campbell da Revista Veja

A família divulgou uma nota, que estamos reproduzindo abaixo e registrou um Boletim Policial.

Família de Frei Chico registra boletim de ocorrência contra repórter da Veja

No último dia 19 de fevereiro, foi desmentida pelo Instituto Lula nota da coluna do jornalista Ulisses Campbell, da revista Veja Brasília, que mentia sobre uma festa infantil, em Brasília, de um suposto sobrinho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O desmentido afirma que "Lula não tem nenhum sobrinho com este nome residindo em Brasília" e que a suposta festa nada tinha a ver com ele.

Revelada a inverdade, o jornalista veio do Distrito Federal para o estado de São Paulo, e passou a usar nomes falsos e assediar a família de Frei Chico, irmão do ex-presidente, que reside no estado e não tem relação alguma com a festa em Brasília. A família registrou boletim de ocorrência nesta quarta-feira (25), que relata:

“... no dia 23/02/2015 Ulisses ligou para o pai do declarante, que é irmão do ex-presidente Lula, passando-se por Pedro, da USP, e buscando informações sobre a família e nomes de sobrinhos e netos do ex-presidente Lula e do pai do declarante. Afirma que após algum tempo inquirindo o pai do declarante o interlocutor finalmente se identificou como Ulisses e disse estar em busca de informações sobre a festa de aniversário, sendo informado da inexistência de tal festa.”

E segue:

“Declara que no dia 24/02/2015 a esposa do declarante recebeu uma ligação (...) de um homem que disse chamar-se Pedro, de Brasília, representando o Buffet Aeropark, questionando sobre o endereço onde deveria fazer a entrega dos presentes.”

Destaque-se aqui que a informação foi confrontada junto ao buffet que negou ter um funcionário com o mesmo nome. Na realidade, Ulisses ligou do próprio celular, fingindo ser um funcionário do buffet. Mais adiante, questionado pelo filho de Frei Chico, o colunista teria dito:

“...que necessitava de informações, e se o declarante não as fornecesse ele poderia publicar o que quisesse, tendo Ulisses, inclusive enviado pelo celular, para o declarante, uma fotografia da esposa do declarante em companhia de seu filho, a qual usaria em publicação futura na revista Veja.”

O último ato desesperado e ilegal se deu na última quarta-feira (25).

“... por volta das 10:00, a babá dos filhos do declarante ligou para a esposa do declarante, dizendo que um homem teria entrado no condomínio, se passando por entregador de livros (...), quando a babá percebeu que o referido indivíduo não entregou livro algum e começou a perguntar sobre os horários de chegada dos moradores, após ter anotado nome, RG e CPF dela, a mesma teria trancado a porta e pedido ajuda para a equipe de segurança do condomínio.”

Cabe ressaltar que o repórter fugiu das dependências do condomínio, sendo localizado posteriormente pela Polícia Militar e identificado como Ulisses Campbell, jornalista da Veja.