Mostrando postagens com marcador Rita Serrano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Rita Serrano. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

NAS ELEIÇÕES DA CAIXA, APOIO A CHAPA 1 COM RITA SERRANO E ORENCY FRANCISCO



A Chapa 1 disputa – em segundo turno – uma vaga no Conselho de Administração da Caixa. Integrada pelos experientes funcionários Rita Serrano e Orency Francisco, a Chapa 1, vai com certeza, defender que a Caixa permaneça pública, sustentável e focada no desenvolvimento do Brasil, entre outros pontos, como a continuidade na estatal da gestão do FGTS, loterias e outras operações. O primeiro turno ocorreu em dezembro de 2016.


Rita Serrano é atualmente suplente no Conselho de Administração. Empregada da Caixa desde 1989, Rita é uma protagonista da luta pela Caixa pública, para todos. Coordena o Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas. É graduada em História, mestre em administração e especializada em governança na Caixa.

Orency Francisco tem 32 de Caixa. Foi gerente nacional da Gesad e de relacionamento na Genep. Atualmente é diretor do Sindicato dos Bancários de Mato Grosso e presidente da Federação dos Bancários Centro-Norte e da CUT-MT. Orency é formado em direito, pós-graduado em gestão de pessoas, gestão estratégica da saúde e especializado em direito da Medicina.

"O Sindicato dos Bancários do Rio apoia a Chapa 1. Seus integrantes, Rita e Orency, vão defender os interesses dos empregados nesse momento de ataques à estatal e aos nossos direitos. Por isso, é importante sabermos escolher os representantes, evitando aqueles que representam programas de mercado, afinados com a diretoria da empresa", disse o vice-presidente do Sindicato, Paulo Matileti.

A Chapa 1 também tem o meu apoio pessoal e como atual diretor e ex-presidente do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

INSISTIR NA AMPLIAÇÃO DO PAPEL DA CEF

Quando Lula assumiu a Presidência da República em 2003, significou uma virada em diversos setores da nossa sociedade e da economia. Os bancos públicos vinham sendo preparados para serem entregues aos banqueiros privados e ao capital internacional. Com Lula e o PT, os bancos públicos retomaram o seu papel no desenvolvimento econômico e na distribuição de renda. 

Hoje, o país vive algumas limitações impostas pela realidade econômica e parece que estas limitações também atingiram a atuação dos bancos públicos, quando deveria ser ao contrário. Insistir na ampliação do papel dos bancos públicos é fundamental para a retomada do crescimento.


Abaixo reproduzimos o ótimo artigo da companheira Rita Serrano que é funcionária da Caixa, representante eleita dos empregados no Conselho de Administração da empresa, diretora do Sindicato dos Bancários do ABC e da Contraf – CUT e Mestre em Administração.
Por Rita Serrano
O primeiro semestre deste ano foi marcado por um movimento de resistência – fundamental para a sociedade -  em prol de uma Caixa 100% Pública. Percorri o País fazendo esse debate. No dia 22, em Curitiba (PR), participei de audiência pública na Assembleia Legislativa que reafirmou a defesa da Caixa 100% pública, ampliando a discussão para o papel do próprio sistema financeiro.
Com a retração no crédito verificada no primeiro trimestre deste ano e os lucros dos bancos crescendo em aplicações em títulos do Tesouro, o foco desse encontro foi o fato de que os bancos privados são concessões. Portanto, deveriam, também, investir em políticas públicas, da mesma forma que o Banco do Brasil pode e deve ampliar sua vocação para o desenvolvimento.
Já em todas as últimas reuniões do Conselho de Administração da Caixa (CA), do qual participo, questionei sobre os rumos que a empresa poderia tomar caso prevalecesse a tese de abertura de capital. Após tamanha pressão vinda da sociedade e movimentos sindicais e associativos, o governo acabou por recuar. E nos últimos dias ocorreram os encontros estaduais dos empregados da Caixa pelo País, evento que antecede o Conecef, o congresso nacional, e apresenta perspectivas e reivindicações dos empregados.
Estive presente no congresso do estado de São Paulo e, com base em dados de pesquisa do Dieese e outros que pesquisei especificamente junto à Caixa, pude fazer uma explanação sobre o perfil dos trabalhadores do banco e a atual conjuntura brasileira. A primeira constatação, bastante significativa, é de que nos últimos anos (entre 2004 e 2013) o total de bancários em empresas públicas e privadas praticamente se igualou (cerca de 245 mil contra 266 mil nos privados), com ênfase no fato de que quem cresceu foram os bancos públicos.  Mas a contratação, expressiva na Caixa, é ponto ao qual devemos nos ater nesta campanha 2015, pois tudo indica que haverá mudança nesse cenário.
Antes que essa discussão seja iniciada é preciso destacar outros dados: em 2014, a Caixa contava com 102.067 bancários, dos quais 54,57% homens e 45,43% mulheres, quase o mesmo do perfil geral da categoria. A maior parte dos trabalhadores da Caixa tem até 10 anos de banco (60,2%) e 75,15% possuem nível superior de ensino, enquanto na categoria são 68,56%. Nesse mesmo ano, sua participação no mercado chegou a 19,8% em crédito total, sendo 67,7% em Habitação, 35,7% em Poupança e 8,5% em Fundos de Investimento. Consolidou-se como o 3º maior banco em ativos, 4ª maior gestora de fundos do Brasil, sendo a 5ª marca mais valorizada no País.
Esses dados mostram que o perfil da empresa e dos empregados sofreram drástica mudança nos últimos 10 anos, o que pode exigir um novo olhar e atitude das lideranças e das entidades representativas. É um panorama que nos remete agora a debates fundamentais nas proximidades da campanha nacional unificada dos bancários. A primeira questão é justamente a do emprego: embora a Caixa tenha sido recordista em contratações se comparada aos demais bancos, e ainda exista necessidade para novas admissões, é de se esperar que ocorra um refluxo, e temos que estar atentos para reagir e buscar alternativas.
Outra questão fundamental é a da retração do crédito imobiliário, que é ofertado, em grande parte, com recursos captados na poupança. Ocorre, porém, que a taxa de juro alta vem tornando essa aplicação pouco competitiva, e os recursos estão migrando para alternativas mais rentáveis. O impacto na Caixa por certo será maior do que nos bancos privados que, como dito acima, deveriam, mas não investem em programas sociais.
Como a maioria dos trabalhadores brasileiros os empregados da Caixa têm diante de si grandes desafios nesta campanha salarial, mas há especificidades que precisam ser apontadas e discutidas.  Defender a atuação da Caixa como indutora do desenvolvimento e operadora dos programas governamentais é do interesse dos trabalhadores e da sociedade. Limitar sua atuação atrasa a retomada do desenvolvimento. Como representante do CA e do movimento sindical, quero dizer que estamos atentos a essa realidade, assim como à abertura e repercussão desse importante debate, que já começou.