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domingo, 15 de julho de 2018

QUEM VAI GANHAR A COPA?

Hoje é o dia da grande final da Copa do Mundo de futebol, que acontece na Rússia, entre França e Croácia. A França entra com favoritismo de um time mais completo, pela tradição e pelo desgaste físico do adversário, que vem de três prorrogações seguidas. A Croácia não conseguiu vencer nenhum adversário na fase de mata-mata, no tempo normal e passou por duas disputas de pênaltis. Mas tudo isto fica para trás, ainda mais de uma seleção que demonstra uma vontade enorme de fazer história.

Vamos acompanhar. 

segunda-feira, 25 de junho de 2018

COPA DO MUNDO DA RÚSSIA CHEGA A SUA METADE

A copa do mundo da Rússia chegou a sua metade no número de jogos, que terá no total 64 jogos. Terminamos a segunda rodada da primeira fase e chagamos a trinta e dois jogos realizados. A partir de amanhã teremos as rodadas decisivas que vai indicar todas as 16 seleções que irão jogar as oitavas de finais.

A partir das oitavas, a copa do mundo será no sistema mata a mata, uma nova competição na realidade, onde as seleções não terão chances de corrigir erros. Uma atuação desastrosa, será o passaporte de volta para casa. Vamos a análise de cada grupo e os meus palpites para as seleções classificadas.

GRUPO A
Uruguai (6 pontos) e Rússia (6 pontos) duelam para saber quem vai ser a primeira colocada do grupo. Os russos jogam pelo empate, por ter mais saldo de gols (7 x 2). As duas equipes já estão classificadas. Egito (0 ponto) e Arábia Saudita (0 ponto), jogam pela dignidade.
PALPITE: 1º) Uruguai - 2º) Rússia

GRUPO B
Espanha, Portugal e Irã, disputam as duas vagas do grupo. A Espanha (4 pontos) enfrenta Marrocos (0 ponto) já eliminada e Portugal (4 pontos) faz um confronto direto com o Irã (3 pontos) e joga pelo empate para avançar de fase. Até o momento Espanha e Portugal tem campanhas idênticas.
PALPITE: 1º) Espanha - 2º) Portugal

GRUPO C
França (6 pontos), já classificada, enfrenta a Dinamarca (4 pontos) e busca um empate para garantir a primeira colocação. Aliás um empate neste confronto também classifica a seleção dinamarquesa para as oitavas. A Austrália (1 ponto) só tem uma alternativa, buscar a vitória contra o eliminado, Peru (0 ponto), torcer para a derrota da Dinamarca e tirar o  saldo de gols (1 e -1).
PALPITE: 1º) França - 2º) Dinamarca

GRUPO D
Grupo com muitas emoções para acontecer ainda. A Croácia (6 pontos), já garantiu sua vaga nas oitavas e joga por um empate, contra a Islândia (1 ponto) para garantir a primeira colocação., que pode vim até coma derrota, desde que a Nigéria (3 pontos) não vença a Argentina (1 ponto). Para a Islândia é vencer por uma diferença de gols maior que a Argentina e torcer por uma derrota da Nigéria. A Nigéria precisa da vitória simples, contra a Argentina, que também precisa dos três pontos, se quiser continuar na copa. Emoção pura.
PALPITE: 1º) Croácia - 2º) Argentina

GRUPO E
O Brasil (4 pontos), faz um confronto direto com a Sérvia (3 pontos) e quem ganhar garante a vaga nas oitavas. O Brasil com um empate segue na copa. A Suíça (4 pontos) enfrenta a eliminada, Costa Rica (0 ponto).
PALPITE: 1º) Brasil - 2º) Suíça

GRUPO F
Grupo totalmente indefinido. O México (6 pontos) lidera e precisa de um empate, contra a Suécia (3 pontos) para garantir a classificação, que virá até com uma derrota pela diferença de um gol. A seleção mexicana tem saldo de gols +2, enquanto os suecos tem saldo 0. A Alemanha (3 pontos) enfrenta a Coreia do Sul (0 ponto). Os alemães e os coreanos precisam da vitória.
PALPITE: 1º) México - 2º) Alemanha

GRUPO G
Inglaterra (6 pontos) e Bélgica (6 pontos) duelam pela primeira colocação, com os ingleses jogando pelo empate. Panamá (0 ponto) e Tunísia (0 ponto), jogam pela dignidade.
PALPITE: 1º) Bélgica - 2º) Inglaterra

GRUPO H
Três seleções disputam as duas vagas do grupo. Japão (4 pontos) joga contra a eliminada, Polônia (0 ponto), jogando por um empate. Podendo ter a vaga até com uma derrota, desde que a Colômbia (3 pontos), não vença Senegal (4 pontos). Aos colombianos só a vitória garante a classificação sem depender do resultado do outro jogo. Um empate terá que torcer para a derrota do Japão. Senegal joga pelo empate para conseguir a classificação.
PALPITE: 1º) Colômbia - 2º) Japão

domingo, 17 de junho de 2018

DOMINGO COM A SELEÇÃO BRASILEIRA

Normalmente aos domingos publico uma imagem da cidade do Rio de Janeiro, para desejar a todos um bom dia. Mas hoje é a estreia da seleção brasileira na copa do mundo, contra a Suíça e a expectativa é grande por um bom começo.

A seleção brasileira foi arrumada pelo técnico Tite, aquele mesmo que caiu com o Atlético-MG, para a segunda divisão do brasileiro, mas que vem fazendo um grande trabalho e deixando todos esperançosos com mais uma conquista.

Torço muito pelo hexa, mas sei que o título mundial não vai encher a panela vazia do povo brasileiro e o próprio povo já sabe disto, tanto que nas cidades brasileiras quase não se percebe o clima de copa do mundo.

Vale lembra a estreia da Alemanha, atual campeã mundial, que jogará contra o perigoso México. Bom jogo para assistir. O outro confronto do dia será entre Costa Rica e Sérvia.

sábado, 16 de junho de 2018

COPA DO MUNDO: SURPRESAS E SOFRIMENTO

A Copa do Mundo de futebol, chegou a metade da primeira rodada com oito jogos realizados e com  algumas surpresas e sofrimento.

Grupo A
A Copa começou com anfitriã, Rússia atropelando a Arábia Saudita por 5 a 0, fazendo a festa dos russos que recebem o mundo em seu país. O outro jogo do grupo, o Uruguai sofreu para ganhar do Egito, com gol de zagueiro e no último minuto.

Grupo B
Este grupo proporcionou o melhor jogo da copa até agora. Espanha e Portugal empataram em 3 x 3, com show do melhor do mundo, Cristiano Ronaldo, que fez os três gols da seleção lusa. Uma das surpresas aconteceu neste grupo, o Irã ganhou do Marrocos e assumiu a liderança.

Grupo C
A França sofreu mas conseguiu ganhar por 2 x 1 da Austrália. Depois de 38 anos o Peru voltou a uma copa do mundo e a volta não foi feliz, perdeu para a Dinamarca, por 1 x 0 e decepcionou sua apaixonada torcida, que foi para Rússia em grande número.

Grupo D
Surpresa e sofrimento no jogo entre Argentina e Islândia. Os hermanos sofreram quando o Messi perdeu um pênalti e jogou fora a vitória. Surpresa para a torcida da Islândia, afinal o país com 380 mil habitantes, conseguiu segurar uma das favoritas e arrancou o empate (1 x 1). Vale lembrar que 20% da população do país foi para moscou. A Croácia confirmou seu favoritismo e ganhou da Nigéria por 2 x 0.

No domingo teremos a estreia do Brasil e jogos dos grupos E e F. Vamos torcer e acompanhar.
  

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

A TERCEIRA GUERRA MUNDIAL?

Pesquisando na internet opiniões sobre a crise entre EUA e Rússia, para tentar entender mais profundamente o que está em jogo neste processo, encontrei um belo artigo no site Correio do Brasil do Boaventura de Sousa Santos, que é sociólogo e professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (Portugal). Vale a pena ler com muito cuidado e atenção.


A Terceira Guerra Mundial?

Tudo leva a crer que está em preparação a terceira guerra mundial, se entendermos por “mundial” uma guerra que tem o seu teatro principal de operações na Europa e se repercute em diferentes partes do mundo. É uma guerra provocada unilateralmente pelos EUA com a cumplicidade ativa da Europa. O seu alvo principal é a Rússia e, indiretamente, a China. O pretexto é a Ucrânia. Num raro momento de consenso entre os dois partidos, o Congresso dos EUA aprovou no passado dia 4 de dezembro a Resolução 758 que autoriza o Presidente a adotar medidas mais agressivas de sanções e de isolamento da Rússia, a fornecer armas e outras ajudas ao governo da Ucrânia e a fortalecer a presença militar dos EUA nos países vizinhos da Rússia. A escalada da provocação à Rússia tem vários componentes que, no conjunto, constituem a segunda guerra fria. Nesta, ao contrário da primeira, a Europa é um participante ativo, ainda que subordinado aos EUA, e assume-se agora a possibilidade de guerra total e, portanto, de guerra nuclear. Várias agências de segurança fazem planos já para o Day After de um confronto nuclear.
Os componentes da provocação ocidental são três: sanções para debilitar a Rússia; instalação de um governo satélite em Kiev; guerra de propaganda. As sanções são conhecidas, sendo a mais insidiosa a redução do preço do petróleo, que afeta de modo decisivo as exportações de petróleo da Rússia, uma das mais importantes fontes de financiamento do país. O orçamento da Rússia para o próximo ano  foi elaborado com base no preço do petróleo à razão de 100 dólares por barril. A redução do preço combinada com as outras sanções e a desvalorização do rublo agravarão perigosamente o déficit orçamental. Esta redução trará o benefício adicional de criar sérias dificuldades a outros países considerados hostis (Venezuela, Irã e Equador). A redução é possível graças ao pacto celebrado entre os EUA e a Arábia Saudita, nos termos do qual os EUA protegem a família real (odiada na região) em troca da manutenção da economia dos petrodólares (transações mundiais de petróleo denominadas em dólares), sem os quais o dólar colapsa enquanto reserva internacional e, com ele, a economia dos EUA, o país com a maior e mais obviamente impagável dívida do mundo.
O segundo componente é o controle total do governo da Ucrânia de modo a transformar este país num estado satélite. O respeitado jornalista Robert Parry (que denunciou o escândalo do Irã-contra) informa que a nova ministra das finanças da Ucrânia, Natalie Jaresko, é uma ex-funcionária do Departamento de Estado, cidadã dos EUA, que obteve cidadania ucraniana dias antes de assumir o cargo. Foi até agora presidente de várias empresas financiadas pelo governo norte-americano e criadas para atuar na Ucrânia. Agora compreende-se melhor a explosão, em fevereiro passado, da secretária de estado norte-americana para os assuntos europeus, Victoria Nulland: “Fuck the EU”. O que ela quis dizer foi: “Raios! A Ucrânia é nossa. Pagamos para isso”.
O terceiro componente é a guerra de propaganda. Os grandes media e seus jornalistas estão a ser pressionados para difundirem tudo o que legitime a provocação ocidental e ocultarem tudo o que a questione. Os mesmos jornalistas que, depois dos briefings nas embaixadas dos EUA e em Washington, encheram as páginas dos seus jornais com a mentira das armas de destruição massiva de Saddam Hussein, estão agora a enchê-las com a mentira da agressão da Rússia contra a Ucrânia. Peço aos leitores que imaginem o escândalo mediático que ocorreria se se soubesse que o Presidente da Síria acabara de nomear um ministro iraniano a quem dias antes concedera a nacionalidade síria. Ou que comparem o modo como foram noticiados e analisados os protestos em Kiev em fevereiro passado e os protestos em Hong Kong das últimas semanas. Ou ainda que avaliem o relevo dado à declaração de Henri Kissinger de que é uma temeridade estar a provocar a Rússia. Outro grande jornalista, John Pilger, dizia recentemente que, se os jornalistas tivessem resistido à guerra de propaganda, talvez se tivesse evitado a guerra do Iraque em que morreram até ao fim da semana passada 1.455.590 iraquianos e 4801 soldados norte-americanos. Quantos ucranianos morrerão na guerra que está a ser preparada? E quantos não-ucranianos?
Estamos em democracia quando 67% dos norte-americanos são contra a entrega de armas à Ucrânia e 98% dos seus representantes votam a favor? Estamos em democracia na Europa quando países da UE membros da NATO podem estar a ser conduzidos, à revelia dos cidadãos, a travar uma guerra contra a Rússia em benefício dos EUA, ou quando o parlamento europeu segue nas suas rotinas de conforto enquanto a Europa está a ser preparada para ser o próximo teatro de guerra, e a Ucrânia, a próxima Líbia?

As razões da insanidade

Para entender o que se está a passar é preciso ter em conta dois fatos: o declínio dos EUA enquanto país hegemônico; o negócio altamente lucrativo da guerra. O declínio do poder econômico-financeiro é cada vez mais evidente. Depois do 11 de Setembro de 2001, a CIA financiou um projeto chamado “projeto profecia” destinado a prever possíveis novos ataques aos EUA a partir de movimentos financeiros estranhos e de grande envergadura. Sob diferentes formas, esse projeto tem continuado, e um dos seus participantes prevê o próximo crash do sistema financeiro com base nos seguintes sinais: a Rússia e a China, os maiores credores dos EUA, têm vindo a vender os títulos do tesouro e em troca têm vindo a adquirir enormes quantidades de ouro; estranhamente, este títulos têm vindo a ser comprados em grandes quantidades por misteriosos investidores belgas e muito acima da capacidade deste pequeno país (especula-se se o próprio banco de reserva federal não estará envolvido nesta operação); aqueles dois países estão cada vez mais a usar as suas moedas e não os petrodólares nas transações de petróleo (todos se recordam que Saddam e Kadafi  procuraram usar o euro e o preço que pagaram pela ousadia); finalmente, o FMI (o cavalo de Troia) prepara-se para que o dólar deixe de ser nos próximos anos a moeda de reserva e seja substituída por uma moeda global, os SDR (special drawing rights).
Para os autores do projeto profecia, tudo isto indica que um ataque aos EUA está próximo e que para este se defender tem de manter os petrodólares a todo o custo, assegurando o acesso privilegiado ao petróleo e ao gás, tem de conter a China e tem de debilitar a Rússia, idealmente provocando a sua desintegração, tipo Iugoslávia. Curiosamente, os “especialistas” que veêm na venda da dívida uma atitude hostil por parte de potências agressoras são os mesmos que aconselham os investidores norte-americanos a procederem da mesma maneira, isto é, a desfazerem-se dos títulos, a comprar moedas de ouro e a investirem em bens sem os quais os humanos não podem viver: terra, água, alimentos, recursos naturais, energia.
Transformar os sinais óbvios de declínio em previsões de agressão visa justificar a guerra como defesa. Ora a guerra é altamente lucrativa devido à superioridade dos EUA na condução da guerra, no fornecimento de equipamentos e nos trabalhos de reconstrução. E a verdade é que, como escreveu Howard Zinn, os EUA têm estado permanentemente em guerra desde a sua fundação. Acresce que, ao contrário da Europa, a guerra nunca será travada em solo norte-americano, salvo, claro, o caso de guerra nuclear. Em 14 de Outubro de 2014, o New York Times divulgava o relatório da CIA sobre o fornecimento clandestino e ilegal de armas e financiamento de guerras nos últimos 67 anos em muitos países, entre eles, Cuba, Angola e Nicarágua. Esta notícia serviu para que Noam Chomsky dissesse em “The Laura Flanders Show” que aquele documento só podia ter o seguinte título: “Yes, we declare ourselves to be the world´s leading terrorist state. We are proud of it” (“Sim, declaramos que somos o maior estado terrorista do mundo e temos orgulho nisso”).
Um país em declínio tende a tornar-se caótico e errático na sua política internacional. Immanuel Wallerstein refere que os EUA se transformaram num canhão descontrolado (a loose canon), um poder cujas ações são imprevisíveis, incontroláveis e perigosas para ele próprio e para os outros. A consequência mais dramática é que esta irracionalidade se repercute e intensifica na política dos seus aliados. Ao deixar-se envolver na nova guerra fria, a Europa, não só atua contra os seus interesses económicos, como perde a relativa autonomia que tinha construído no plano internacional depois de 1945. A Europa tem todo o interesse em continuar a intensificar as suas relações comerciais com a Rússia e em contar com esta como fornecedora de petróleo e gás. As sanções contra a Rússia podem a vir a afetar mais a Europa que a Rússia. Ao alinhar-se com o militarismo da OTAN onde os EUA têm total preponderância, a Europa põe a economia europeia ao serviço da política geoestratégica dos EUA, torna-se energeticamente mais dependente dos EUA e dos seus estados satélites, perde a oportunidade de se expandir com a entrada da Turquia na União Europeia. E o mais grave é que esta irracionalidade não é o mero resultado de um erro da avaliação dos interesses dos europeus. É muito provavelmente um ato de sabotagem por parte das elites neoconservadoras europeias no sentido de tornar a Europa mais dependente dos EUA, tanto no plano energético e económico, como no plano militar.
Por isso, o aprofundamento do envolvimento na OTAN e o tratado de livre comércio entre a UE e os EUA (parceria transatlântica de investimento e comércio) são os dois lados da mesma moeda.
Pode argumentar-se que a nova guerra fria, tal como a anterior, não conduzirá a um enfrentamento total. Mas não esqueçamos que a primeira guerra mundial foi considerada, quando começou, uma escaramuça que não duraria mais de uns meses. Durou quatro anos e custou entre 9 e 15 milhões de mortos.

quarta-feira, 11 de junho de 2014

SÉRIE BANDEIRAS DA COPA: RÚSSIA

ATUAL BANDEIRA DA RÚSSIA
Serão 32 países ( México, Uruguai, França, Argentina, Nigéria, Coreia do Sul, Grécia, Inglaterra, Estados Unidos, Argélia, Alemanha, Austrália, Gana, Holanda, Japão, Camarões, Itália, Brasil, Costa do Marfim, Suíça, Portugal, Espanha, Honduras, Chile, Croácia, Colômbia, Irã, Bósnia, Equador, Costa Rica, Bélgica e Rússia), que vão disputar a Copa do Mundo aqui no Brasil a partir do dia 12 de junho, próxima quinta-feira.
Já retratamos um pouco das histórias das bandeiras do Brasil, Argentina, Inglaterra, Chile, Camarões, México, Uruguai, Itália, Costa do Marfim, França, Nigéria, Coreia do Sul, Grécia, Estados Unidos, Argélia, Alemanha, Honduras, Austrália, Gana, Croácia, Holanda, Japão, Suíça, Irã, Colômbia, Bélgica, Costa Rica, Bósnia e Portugal). Agora iremos retratar um pouquinho da história da bandeira da RÚSSIA é a trigéssima bandeira da Série BANDEIRAS DA COPA. Ainda faltam: Espanha, Equador.
BANDEIRA DE 1918 A 1920

A Bandeira Russa, segundo uma lenda popular, surgiu da necessidade da futura marinha russa ter a sua bandeira e isto surgiu numa visita que o Czar, Pedro o Grande, realizou em 1699 no Países Baixos. A primeira teve como exemplo, a bandeira da Holanda. Na verdade esta história não é real, já que um livro alemão de bandeiras datado de 1695 descrevia uma bandeira similar a esta como a bandeira do czar Moscovita, e a primeira embarcação da marinha russa, o Oriol, quando foi lançado ao mar, em 1667 já tinha esta bandeira hasteada.
BANDEIRA DE 1921 A 1953
Estas três cores provêm do escudo Moscovo, na qual aparece São Jorge com uma armadura branca, montado num cavalo branco, levando um escudo e capa azuis, sobre fundo vermelho, ainda que noutra versão, estas cores são das vestes de Virgem Maria, padroeira da Rússia. Só em 7 de Maio de 1883 foi autorizado o seu uso em terra, tendo-se então convertido esta na bandeira nacional da Rússia.
BANDEIRA DE 1954 A 1991
Após a revolução russa de 1917, os bolcheviques adoptaram uma bandeira vermelha com o acrónimo acrílico de РСФСР (República Socialista Federativa Soviética Russa), na esquina superior esquerda, mas em 1954, a primeira bandeira foi trocada por uma bandeira semelhante à da União Soviética com a pequena diferença de ter uma listra azul vertical no lado direito do pano.
BANDEIRA DE 1991 A 1993
Durante a guerra civil antes da fundação do estado soviético, os tsaristas usaram a bandeira tricolor como símbolo da reação, relacionando o renascimento da nação com a ressureição de Cristo. Em 1991 a bandeira original foi adoptada de novo, embora na proporção 1:2 e com um azul de tonalidade levemente mais clara; em 1993 restaurou-se na sua íntegra a versão de 1883, tanto no tamanho quanto nas cores. A ocasião é comemorada até hoje na Rússia durante o chamado "Dia da Bandeira".
Entre 1997 e 1998, durante os muitos debates realizados a respeito do uso da bandeira, o Partido Comunista da Federação Russa, membros do Partido Democrático da Rússia e o grupo Democracia propuseram a substituição da bandeira tricolor da Federação Russa por versões reformadas da bandeira soviética ou da extinta república soviética da Rússia.