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terça-feira, 4 de outubro de 2016

BANCÁRIO É O BODE EXPIATÓRIO DO GOVERNO TEMER

Vagner Freitas, Bancário e Presidente da CUT
Os bancários chegaram ao 29º dia de greve forte nesta terça-feira e os banqueiros insistem em propor um reajuste abaixo da inflação, com perdas para os trabalhadores.

Para Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e bancário, a tentativa de rebaixamento dos salários pelos bancos possui um importante aliado, ou mesmo um protagonista “oculto”: o governo Temer.


“Não é verdade que os bancos não podem pagar a inflação. Os bancos estão se somando ao governo para derrotar a política de reposição salarial, que é a intenção deste governo golpista para todas as categorias. Mais ou menos como foi em 1994, na greve dos petroleiros, quando o sindicato da categoria fez a primeira greve na era FHC e o governo impediu a Petrobras de dar o reajuste, exatamente para manter o arrocho salarial que pretendiam para todos os trabalhadores”, explica Vagner.

“Os bancários estão sendo penalizados, feitos de bode expiatório, por um governo que quer aplicar uma política econômica de retirada de direitos e falsa austeridade. É a primeira categoria que se insurge contra essas questões. Aí eles [governo] propõem congelar gastos públicos por 20 anos, o que significa congelar investimentos em educação, saúde e também salários, de trabalhadores públicos e privados. É contra isso que estamos lutando. Contra essa política econômica equivocada, que diminui o fluxo de entrada de recursos dos salários na economia e, por consequência, reduz o consumo”, acrescenta. Vagner se refere à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, de autoria do governo Temer, que tramita na Câmara dos Deputados e que prevê o congelamento dos investimentos do Estado por duas décadas.

De acordo com o presidente da CUT, não houve grande mudança econômica, específica para o setor financeiro, da campanha dos bancários de 2015 para a deste ano. “A grande mudança, que está fazendo com que os bancários não recebam a recomposição da inflação, é a de governo. No governo passado, com todas as dificuldades, nem passou pela cabeça dos banqueiros não recompor a inflação. Não tinham um aliado no governo. Agora eles têm no Temer um parceiro para rebaixar salários.”

“Como presidente da CUT, sei que existem setores da economia com dificuldades para dar aumento real, mas não é caso do setor financeiro. Por acaso vão limitar os bônus dos diretores? Vai deixar cada um de ganhar R$ 1,5 milhão, R$ 2 milhões? O [Roberto] Setubal [presidente do Itaú] vai ganhar menos? O [Luiz Carlos] Trabuco [presidente do Bradesco] vai ganhar menos? Ou vai ser só o bancário que será penalizado?”, questiona Vagner. “A não reposição da inflação significa que você vai ganhar menos esse ano do que ganhou ano passado. Você trabalhou mais para ganhar menos”, acrescenta.

Greve heroica – O presidente da CUT parabenizou a categoria pela forte mobilização.

“A greve dos bancários é heroica. Parabéns para essa categoria, a qual me orgulho de pertencer. Não tenho dúvida que estamos cumprindo um papel de não só defender nossos interesses, mas os interesses de todos os trabalhadores. Se não tiver aumento para o bancário, também não vai ter para o químico, para o metalúrgico, para o professor. É hora de solidariedade de todos os sindicatos, de todas as categorias, com a greve dos bancários. Pode ter certeza que a partir da semana que vem, com a paralisação continuando, será de todos os trabalhadores contra o arrocho salarial, com os bancários capitaneando”, conclui Vagner.

Fonte: Bancários São Paulo
Autor: Felipe Rousselet

sábado, 5 de março de 2016

VAGNER FREITAS RESPONDE AO PRESIDENTE DO TST

Vagner Freitas, Presidente da CUT
O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Vagner Freitas, afirmou ser “lamentáveis” as declarações do novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Granda Martins Filho, que em entrevista ao jornal O Globo, no último domingo (28), disse ser favorável à flexibilização das leis trabalhistas.

“Achei lamentáveis as declarações dadas pelo presidente do TST. Ele mostrou ter uma visão ultrapassada e reacionária. Por ele, voltaremos ao período da escravidão, sem tempo de expediente predeterminado, por exemplo. Ives Gandra também defende a terceirização. Um total absurdo. Isso é anular todas as conquistas dos trabalhadores”, disse Freitas, em entrevista ao O Globo.

O ministro declarou também que a Justiça do Trabalho ainda é muito paternalista, pois “dá de mão beijada 1 milhão de reais para um trabalhador”, por danos morais, quando não há nada previsto na legislação trabalhista sobre este tema.

Para o dirigente da CUT, é assustador essa fala de Ives Granda. “Ele quis dizer que o trabalhador é beneficiado? Sugiro que antes de afirmar qualquer coisa, que ele faça uma auditoria ou averiguação nas sentenças já concedidas. Estou assustado com essas declarações. Vamos ter muito trabalho nessa nova presidência”.

Ainda durante a entrevista, Freitas reitera que a central protocolou um pedido de audiência com o novo presidente para que ele esclareça seu posicionamento. “Se ele reafirmar para nós o que disse na entrevista, vamos nos opor duramente, com greves e manifestações, porque ele quer rasgar a CLT defendendo a terceirização, por exemplo”, reafirma.

O novo presidente também sinalizou que diverge de colegas sobre a jurisprudência contrária à terceirização — no atual entendimento do TST, é impensável que um empregador subcontrate serviços de outras empresas para executar atividades essenciais. Ainda além, defende negociações onde prevalece o negociado sobre o legislado. Ou seja, vale o que fica como acordo entre patrões e empregados, sem que se respeite a CLT.

A Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra) divulgou, nesta segunda-feira (29), uma nota pública a respeito da entrevista concedida pelo novo presidente do TST.

A Anamatra avaliou a entrevista como expressão de suas convicções pessoais e, na nota, afirma que pontos dessas convicções não se identificam com o pensamento majoritário da Magistratura do Trabalho e nem com a Corte Superior Trabalhista, principalmente quando diz sobre os rumos do Direito do Trabalho no Brasil, e menos ainda quanto ao papel institucional da Justiça Especializada ou quanto ao perfil de seus juízes.

A nota diz ainda que não concorda com a afirmação de que juízes “dão de mão-beijada” aos trabalhadores indenizações de até um milhão de reais, como se a jurisdição não fosse praticada com zelo, mas sim de modo irresponsável.

A Anamatra também se posicionou contaria ao pensamento de defesa de uma flexibilização das leis trabalhistas, citado por Ives Gandra

Fonte: CUT

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

É HOJE A HOMENAGEM AO VAGNER FREITAS

É hoje a entrega da Medalha Tiradentes ao companheiro Vagner Freitas, Presidente da CUT. Uma grande homenagem, feita pela ALERJ, através do mandato do Deputado Gilberto Palmares.
 

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

JUSTA HOMENAGEM AO VAGNER FREITAS

Vagner Freitas, Presidente da CUT Nacional
Na próxima quinta-feira, dia 12 de dezembro, o Presidente da CUT (Central Única dos Trabalhadores), Vagner Freitas, irá receber a Medalha Tiradentes (ALERJ), em seção solene, às 18h30. A iniciativa é do mandato do Deputado Estadual Gilberto Palmares.
 
É uma homenagem super justa, não só pela sua história de lutas pelos trabalhadores do estado do Rio de Janeiro, como o seu amor e carinho pelo Rio de Janeiro. Acompanho a trajetória deste companheiros desde os tempo da Comissão de Empresa do Bradesco, na década de 90 e sempre foi um cara aglutinador e competente, não é a toa que dirigiu a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (CONTRAF) e chegou a presidência da maior Central Sindical do Brasil.
 
Sei o quanto o "Vagnão" é apaixonado pelo Rio de Janeiro, sempre falo que ele é um pedaço do Rio em São Paulo. Torcedor do Tricolor paulista, nem todo mundo é perfeito, bancário do Bradesco, tem o jeito do carioca de ser: simples e alegre. Esta homenagem é super justa e estaremos lá prestigiando. Agora faço uma pequena homenagem, a este companheiro de tantas jornadas.


 





Endereço da ALERJ (Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro): Rua Primeiro de Março, S/N - Praça XV - Centro - RJ