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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

CERTEZAS ABSOLUTAS SOBRE MADURO

Por Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia

Eu juro que queria ter essas certezas absolutas que leio em toda parte sobre a tal ditadura de Nicolás Maduro, mas não tenho. E por uma razão bem simples: são todas enviesadas, tanto pela direita que o odeia como pela esquerda que o inveja.

O fato é que Maduro, apesar de ser atacado pelos Estados Unidos sem intermediários, está de pé. A Venezuela não se dobrou, nem mesmo fustigada por uma crise econômica devastadora, com as consequências sociais que todos testemunhamos.

O Brasil, pelas mãos de um juiz de primeira instância apoiado por uma multidão de analfabetos políticos, não só sucumbiu ao um golpe parlamentar como, de quebra, elegeu uma besta quadrada cercada de lunáticos e fanáticos religiosos.

É preciso ter em mente que toda a informação que temos sobre a Venezuela é filtrada pela mídia, a nossa mídia, a pior e mais servil do planeta. Nela, a Venezuela é uma ditadura porque o presidente domina os poderes constituídos e as Forças Armadas, sem dar moleza a uma oposição golpista e entreguista, que ama mais Miami que o país onde mora.

Ou seja, o que o PT foi acusado de fazer, mas não fez, para desgraça de todos.

Todas as eleições na Venezuela, desde a Era Chávez, portanto, há quase duas décadas, são realizadas com a presença de observadores internacionais. Todas.

Na última, foram 200 observadores, sem que nenhuma ocorrência de fraude fosse notificada. Nenhuma. O voto na Venezuela sequer é obrigatório, portanto, não há, como ocorre aqui, a possibilidade de criação de currais eleitorais. Há, sim, gente politizada, principalmente, à esquerda.

A posse de Maduro contou com delegações internacionais de 94 países, além de representantes de organismos internacionais como a diversas agências da ONU, a Organização da Unidade Africana (OUA) e a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) – da qual ele será o próximo presidente.

Maduro e o povo venezuelano são odiados por gente como Donald Trump e Jair Bolsonaro. Em 2015, uma patética comitiva de senadores comandada por Aécio Neves, do PSDB, com gente do naipe de Ronaldo Caiado e Aloysio Nunes Ferreira, foi a Caracas para criar um factoide contra Maduro. Foram recebidos a pedradas e tiveram que voltar com o rabo entre as pernas.

Aqui, deixaram essa gente se criar. Agora, com a ajuda de certa esquerda ressentida, ficam criticando a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, por prestigiar a posse de Maduro.

Fez ela muito bem.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

FACTÓIDE DE AÉCIO, NEM CÉSAR MAIA SERIA CAPAZ

Aécio de braços dados com a direita golpista também na Venezuela
A ida de senadores brasileiros de oposição, capitaneados pelo Senador Aécio Neves/PSDB, a Venezuela foi na verdade uma atitude apenas para criar um "fato político" para colocar o governo brasileiro em posição constrangedora.

O governo brasileiro considerou a viagem uma intromissão em assuntos internos do país de Nicolas Maduro. A tentativa de criar um constrangimento foi tentada até antes do avião da FAB (Força Aérea Brasileira) decolar de solo brasileiro. Senadores tucanos chegaram a acusar a Venezuela de vetar a entrada do avião que os levaria a Caracas, a informação foi negada pelo Ministério de Defesa.

A maior prova de tentativa de criar um fato político, é que os parlamentares brasileiros foram para a Venezuela sem nenhuma agenda oficial marcada, nem aos presos e tampouco, com as autoridades venezuelanas. Diga de passagem, que o Brasil tem relações diplomáticas ativas com a Venezuela e portanto, não seria difícil marcar qualquer audiência.

Os "nossos" senadores não conseguem compreender é que os últimos governos da Venezuela inverteram as prioridades, a riqueza do petróleo para resgatar a dignidade do seu povo. A direita brasileira não enxerga um palmo a sua frente. Não olha as transformações dos governos populares e de esquerda que estão mudando a realidade de milhões de sulamericanos que sempre foram esquecidos pelos seus governos. A direita só destila ódio contra, que aqui no Brasil é dedicado ao Lula e a Dilma, a figuras comprometidas com a diminuição das diferenças sociais, como Mujica, Cristina Kirchner, Rafael Correa, Evo Morales e Olanto Omala.

Um grande circo foi criado e combinado com a grande mídia para tentar transformar Aécio Neves e seus parceiros em vítimas. Este factóide nem César Maia seria capaz de criar.

Fontes: Brasil247, Rede Brasil Atual, Blog do Bepe.