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quarta-feira, 13 de março de 2019

BOLSONARO ENTREGA ALCÂNTARA AOS EUA


Bolsonaro entrega a base de Alcântara aos EUA. Os países concluíram as negociações do novo Acordo de Salvaguardas Tecnolócigas (AST), que permite o uso comercial da base, no Maranhão.

Este acordo vem sendo tentando pelo EUA desde 2000, no Governo Fernando Henrique Cardoso, que foi vetado no Congresso Nacional. O governo Bolsonaro diz que agora conseguiu reduzir a ingerência americana na base de lançamentos de Alcântara.

Bolsonaro entrega a base para os americanos e os nacionalistas onde estão agora? Nem o maior dos entreguistas tucanos conseguiu fazer isto. Na época do governo FHC, os militares foram veementemente contra o acordo, onde estão eles agora?

Alcântara é, simplesmente, o melhor ponto da terra para colocar satélites em órbita. Este acordo foi celebrado pelo embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral, onde os brasileiros não poderão entrar no enclave americano em Alcântara. Os brasileiros não terão nenhum acesso à tecnologia sensível que os americanos estacionarão em solo brasileiro.

O acordo que será assinado dia 19 em solo americano, nem Porto Rico assinaria desta forma.

Fonte: Contexto Livre

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

TRUMP ENGANA BOLSONARO E BRASIL PERDE MERCADO CHINÊS

O presidente do EUA, Trump, publicou no seu twitter: "Se concluirmos o acordo com a China, nossos grandes fazendeiros americanos serão tratados melhor do que jamais foram tratados antes!".

Depois de "servir" as maluquices de Trump, na Venezuela, de sempre bater continência para o presidente americano, mesmo quando mandou o segundo escalão na sua posse, Bolsonaro, deu um prejuízo incalculável aos produtores de soja, principalmente no Centro-Oeste brasileiro. 

Com a proximidade do acordo comercial entre a China e os EUA, os chineses sinalizam com a compra de 10 milhões de toneladas de soja americana e carnes, que antes saiam das fazendas brasileiras. Vale lembrar que este setor da economia brasileira, declarou apoio ao Bolsonaro.

Será que vão aumentar o exército de arrependidos que já tem pelo Brasil a fora?

Este episódio reflete bem a inexistência da política comercial externa do país. Bolsonaro, dirige o Brasil como se ainda estivesse em campanha para ferrar o PT e a esquerda. Não caiu a ficha, que a a faixa presidencial vai pesar sobre seus ombros com todas as atitudes que toma a frente do país.

Bolsonaro, olhou para a China como o adversário político e não como o maior parceiro comercial do Brasil. Se continuar neste caminho, aí sim as elites e povo deste país, que acreditaram nas falácias da família, vão conhecer o que é um país quebrado de verdade.

Fonte: Brasil247

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

CERTEZAS ABSOLUTAS SOBRE MADURO

Por Leandro Fortes, do Jornalistas pela Democracia

Eu juro que queria ter essas certezas absolutas que leio em toda parte sobre a tal ditadura de Nicolás Maduro, mas não tenho. E por uma razão bem simples: são todas enviesadas, tanto pela direita que o odeia como pela esquerda que o inveja.

O fato é que Maduro, apesar de ser atacado pelos Estados Unidos sem intermediários, está de pé. A Venezuela não se dobrou, nem mesmo fustigada por uma crise econômica devastadora, com as consequências sociais que todos testemunhamos.

O Brasil, pelas mãos de um juiz de primeira instância apoiado por uma multidão de analfabetos políticos, não só sucumbiu ao um golpe parlamentar como, de quebra, elegeu uma besta quadrada cercada de lunáticos e fanáticos religiosos.

É preciso ter em mente que toda a informação que temos sobre a Venezuela é filtrada pela mídia, a nossa mídia, a pior e mais servil do planeta. Nela, a Venezuela é uma ditadura porque o presidente domina os poderes constituídos e as Forças Armadas, sem dar moleza a uma oposição golpista e entreguista, que ama mais Miami que o país onde mora.

Ou seja, o que o PT foi acusado de fazer, mas não fez, para desgraça de todos.

Todas as eleições na Venezuela, desde a Era Chávez, portanto, há quase duas décadas, são realizadas com a presença de observadores internacionais. Todas.

Na última, foram 200 observadores, sem que nenhuma ocorrência de fraude fosse notificada. Nenhuma. O voto na Venezuela sequer é obrigatório, portanto, não há, como ocorre aqui, a possibilidade de criação de currais eleitorais. Há, sim, gente politizada, principalmente, à esquerda.

A posse de Maduro contou com delegações internacionais de 94 países, além de representantes de organismos internacionais como a diversas agências da ONU, a Organização da Unidade Africana (OUA) e a Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep) – da qual ele será o próximo presidente.

Maduro e o povo venezuelano são odiados por gente como Donald Trump e Jair Bolsonaro. Em 2015, uma patética comitiva de senadores comandada por Aécio Neves, do PSDB, com gente do naipe de Ronaldo Caiado e Aloysio Nunes Ferreira, foi a Caracas para criar um factoide contra Maduro. Foram recebidos a pedradas e tiveram que voltar com o rabo entre as pernas.

Aqui, deixaram essa gente se criar. Agora, com a ajuda de certa esquerda ressentida, ficam criticando a presidenta do PT, Gleisi Hoffmann, por prestigiar a posse de Maduro.

Fez ela muito bem.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

CHARGE: COMEÇA A CAIR A MÁSCARA DA POLÍTICA ENTREGUISTA DE JAIR BOLSONARO

A charge do Benett, publicada na sua página no Facebook e no site A Charge On Line, representa bem a diferença entre o discurso e a pratica. Para o eleitorado interno, a família Bolsonaro faz um discurso de país forte e nacionalista, mas na política externa, desce as calças para os ianques.

A imagem de um Boné na cabeça do filho do Bolsonaro, nos EUA, com os dizerem que o país norte-americano é uma poderosa nação, foi o escancaramento da política entreguista que o atual governo vai colocar em prática a partir de janeiro de 2019.

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

O FORTALECIMENTO DA REPÚBLICA DAS BANANAS


A charge do Simanca, publicada no Facebook e no site a Charge On Line, retrata bem a visão dos EUA em relação ao novo governo brasileiro. Bolsonaro já declarou briga com o gigante chinês, que tem trilhões de investimentos no país, como no setor hidrelétrico. 

Também arrumou problemas com a disputa histórica entre Israel e o mundo árabe, quando diz que vai colocar a embaixada brasileira onde o governo israelense pedir, mas esquece que os árabes compram muito mais produtos brasileiros que Israel. Esta política só interessa e agrada os EUA, com sua lógica imperialista vai transformar ainda mais o Brasil na "República das Bananas".

Aos EUA vai grande parcelas das nossas riquezas, como o pré-sal e tudo as custas dos direitos da classe trabalhadora. Quem viver verá!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

TRUMP ESPALHA NUVENS DE INCERTEZAS

Muita coisa ainda vai ser escrita e falada sobre a eleição do bilhonário Donald Trump, a presidência da maior potência militar e econômica do planeta. 

Artigo do Flávio Aguiar, para a RBA, já começa a fazer algumas considerações importantes e pontua algumas dúvidas que só começaram a ser dissipadas após o dia 20 de janeiro de 2017, quando o Trump assumirá a presidência do EUA. A verdade é uma só: A sua eleição espalhou nuvens de incertezas pelo planeta.

Por Flávio Aguiar

A temida catástrofe aconteceu: um político inexperiente, de atitudes imprevisíveis, estará, a partir de 20 de janeiro de 2017, no comando da maior máquina militar da história do planeta. Os temidos botões das armas nucleares estarão ao alcance de seus dedos, além de outras armas extremamente letais.

Muito ainda vai se escrever sobre o que, no fim de contas, aconteceu nesta eleição de 2016, e sobre o que vai acontecer no futuro.

Algumas hipóteses já pairam no ar.

A esmagadora maioria das pesquisas de intenção de voto erraram suas previsões. Davam, no voto popular, uma margem de 2% a 4% de vantagem para Clinton. Entre as hipóteses levantadas sobressai a de que a votação em Trump contou também com o "voto envergonhado", ou da maioria silenciosa que efetivamente ficou em silêncio. Este voto pode ter sido decisivo, ao lado do voto ruidoso, aquele dos entusiasmados com a pregação xenófoba, nacionalista, demagógica, contra o establishment, machista, do candidato agora vitorioso.

Fala-se seguidamente nesta maioria de trabalhadores empobrecidos e brancos, temerosos das vagas de imigrantes regulares ou irregulares, das políticas afirmativas em relação a negros e latinos, ao lado daqueles que vêem programas como o chamado Obamacare - o sistema público de saúde projetado pelo atual presidente - como uma indevida intervenção do Estado no campo da economia, um tema sempre presente no imaginário de direita do país e mobilizado constantemente pelos republicanos.

Outra indagação diz respeito ao papel da denúncia – depois retirada – do diretor do FBI, James Corey, sobre "novos" e-mails suspeitos no entorno de Hillary Clinton. A denúncia foi feita a menos de dez dias do dia decisivo do pleito, e pode ter tido um papel importante, apesar das negativas, em retirar votos da candidata democrata.

Quanto ao futuro, deve-se levar em conta que os republicanos mantiveram a maioria nas duas casas do Congresso. Isto, junto com a eleição de Trump, pode - e quase certamente vai - trazer uma série de implicações.

O acordo sobre o programa nuclear do Irã pode ser renegado pelos Estados Unidos. Esta hipótese afetaria não apenas o relacionamento com este país, mas também com os demais signatários do acordo: Rússia, China, França, Reino Unido e Alemanha, além da União Europeia, cujos representantes acompanhara o processo.

Um eventual estremecimento com o Irã pode afetar as guerras ora em curso na Síria e no Iraque, tanto contra o Estado Islâmico quanto a guerra civil entre os grupos rebeldes e o governo de Damasco. Não se sabe como ficará a atitude dos Estados Unidos em relação aos curdos.

A se acreditar nas promessas de todos os pré-candidatos republicanos, os Estados Unidos voltarão a romper relações diplomáticas com Cuba e a votar na ONU contra o fim do bloqueio econômico contra a ilha. Na última votação, feita este ano, pela primeira vez desde que o bloqueio começou, os Estados Unidos se abstiveram.

O acordo climático da COP21 será denunciado, bem como o acordo sobre o mesmo tema feito especificamente com a China, que abriu o caminho para aquele firmado em Paris no ano passado. A COP22 está em curso no Marrocos, mas a respiração de todos ficará em compasso de espera.

Trump prometeu que fecharia a fronteira com o México com um muro, e que faria os mexicanos pagarem por sua construção. Pode ter sido apenas mais uma de suas bravatas de campanha, mas também pode não ter sido. Com relação aos outros países latino-americanos não deverão ocorrer mudanças significativas. Os Estados Unidos continuarão a pressionar a Venezuela e a apoiar o golpe no Brasil, por exemplo.

Outra questão que fica em suspenso é a específica relação com a Rússia de Vladmir Putin. Ao longo d campanha houve sinalizações de "mútuo respeito". Putin chegou a ser "acusado" de ter simpatia por uma vitória de Trump, coisa que o mandatário russo nega.

No plano interno dos Estados Unidos também pairam dúvidas e certezas. Uma das certezas é a de que o plano público de saúde deverá ir para o espaço. As dúvidas são várias: como fica o relacionamento com a comunidade muçulmana? O que acontecerá com o racismo que deu mostras de renascer com virulência depois da eleição do primeiro presidente negro no país? Como ficarão as relações com os latinos? Aliás, esperava-se que o voto das comunidades negra e latina fosse decisivo em favor de Clinton. Não foi.

Mais duas certezas: o império dos Clinton junto ao establishment democrata chegou ao fim. Hillary colheu duas derrotas decisivas e consecutivas: a primeira contra Barack Obama pela indicação democrata; a segunda, como candidata do partido. Quais serão as novas opções do partido?

A outra certeza é a de que o senador por Vermont, Bernie Sanders, sai fortalecido da debacle democrata. Durante o processo das primárias alguns de seus assessores diziam que ele seria o único capaz de derrotar Trump, caso (naquela ocasião) ele viesse a se tornar o candidato dos republicanos, como aconteceu. E se estivessem certos?

Fonte: Bancarios Rio