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segunda-feira, 18 de março de 2019

BALANÇA O CLÃ BOLSONARO

Situação do Bolsonaro e família se complica a cada dia.

A situação do clã Bolsonaro, a cada dia se complica mais e dentro do judiciário, alguns consideram que o impeachment do Jair Bolsonaro, é questão de tempo. O mercado está em compasso de espera. No meio político ele ainda tem apoio, que perdeu da grande parcela da população, mas muitos esperam se ele conseguirá aprovar a reforma da previdência, que tanto interessa ao mercado e aos banqueiros. Mas ninguém coloca um centavo se ele conseguirá se manter em pé, mesmo que consiga aprovar a reforma, que prejudica em muito o trabalhador assalariado.

Denúncia de ligação com o crime organizado, ligações próximas com os acusados de assassinato da vereadora Marielle e seu motorista, Anderson. Nesta postagem vejam quanta coincidência, que vão além do fato do Bolsonaro ser vizinho de um dos acusados de matar Marielle e Anderson e de um de seus filhos, ter namorado a filha de outro acusado do mesmo crime.

Em 2003, Jair Bolsonaro, defende no microfone do Congresso Nacional, as atuações das milícias e de grupos de extermínio, dando a entender que eles seriam os "justiceiros" que derrotariam os traficantes nas favelas da cidade do Rio de Janeiro e em bairros mais pobres.


Quatro anos depois, em 2007, o seu filho, Flávio Bolsonaro, na ALERJ, defende a legalização das milícias na cidade do Rio de Janeiro.

Em 2011, A juíza Patrícia Acioli, da 4ª Vara Criminal de São Gonçalo, foi assassinada brutalmente, com 21 tiros no Rio de Janeiro, por milicianos. Vale lembar que a município tem forte ação das milícias. O filho e deputado estadual, Flávio Bolsonaro, após a morte da juíza, vai ao twitter e difama a magistrada, acusando-a de humilhar os réus e por isso ela teria sofrido este ataque.

Já em 2015, a juíza Daniela Barbosa, é agredida por milicianos durante uma inspeção no Batalhão Especial Prisional, que fica em Benfica, no Rio de janeiro. Flávio Bolsonaro sai em defesa dos agressores, dizendo que a juíza tratou os detentos de forma desumana.  

Flávio Bolsonaro, nas eleições de 2018, faz campanha com família ligada ao jogo do bicho, organização que se fortificou justamente durante a Ditadura. Flávio fez caminhada, em Nilópolis/RJ, com o prefeito da cidade, Farid Abrahão David. 

Ainda em 2018, policiais que integravam a campanha de Bolsonaro, são presos na Operação Quarto Elemento, que investiga a atuação de milicianos que praticavam extorsões. Os dois PMs presos são irmãos de Valdenice de Oliveira, a Val do Açaí, assessora de Bolsonaro e tesoureira do PSL.

Olha vocês quanta coincidência... Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro, empregou mãe e mulher de chefe do Escritório do Crime em seu gabinete, que são suspeitos de assassinarem Marielle e Anderson.

A jornalista Eliane Brum, denunciou em seu perfil no Facebook que a Jornalista Constança Rezende, do Estadão, atacada recentemente por Bolsonaro, é filha de repórter da Globo que investiga milícias no Rio de Janeiro.

Para completar um dos filhos, o delegado não disse qual deles, apenas afirmou que um dos filhos, de Jair Bolsonaro, namorou a filha de um dos suspeitos, que está preso, de matar Marielle e Anderson, o PM reformado, Ronnie Lessa, que é vizinho no condomínio, na Barra da Tijuca/RJ.

Fonte: Blog do Miro

sexta-feira, 27 de julho de 2018

CARTA DOS CONGRESSISTAS DOS EUA POR MARIELLE E LULA

site de Lula divulgou o texto em inglês e a versão em português, que reproduzo abaixo, enviada hoje por 29 congressistas dos EUA – entre eles o senador Bernard (Bernie) Sanders – em que pedem ao governo brasileiro que investigue o assassinato da vereadora carioca Marielle Franco e garanta o “devido processo legal” para o ex-presidente Lula, “ após um processo judicial altamente questionável e politizado, no qual seus direitos processuais foram aparentemente violados”. O que, dizem eles, dá “razão para acreditar que o principal objetivo de sua prisão é impedi-lo de concorrer nas próximas eleições”.
Veja o texto, a íntegra.
Caro Embaixador Sergio Silva do Amaral:
Nós somamos nossas vozes aos recentes pedidos dos ex-presidentes do Chile e da França, Michelle Bachelet e François Hollande, bem como do ex-primeiro-ministro espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, em oposição à intensificação do ataque à democracia e aos direitos humanos no Brasil.
Nos últimos meses, Marielle Franco, vereadora e defensora de direitos humanos amplamente admirada, foi morta em um assassinato executado profissionalmente, enquanto o principal candidato presidencial para as eleições de outubro no Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, foi preso por acusações não comprovadas.
Nós respeitosamente pedimos que você trabalhe para facilitar uma investigação independente sobre o assassinato da Sra. Franco; apoiar os direitos dos trabalhadores brasileiros; e trabalhe para assegurar que o Presidente Lula tenha seu direito constitucional ao devido processo legal garantido.
Em março, nós ficamos horrorizados em saber sobre a execução da vereadora da cidade do Rio de Janeiro, Marielle Franco, uma corajosa defensora dos direitos das mulheres afro-brasileiras e membros da comunidade LGBTQ, e uma destemida ativista contra os assassinatos de jovens pela polícia nas favelas do Rio. Evidência críveis sugerem que membros das forças de segurança do Estados poderiam estar implicados no assassinato.
Em abril, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi preso após um processo judicial altamente questionável e politizado, no qual seus direitos processuais foram aparentemente violados. Os fatos do caso do Presidente Lula nos dão razão para acreditar que o principal objetivo de sua prisão é impedi-lo de concorrer nas próximas eleições.
O Brasil é atualmente o lugar mais perigoso do mundo para os defensores dos direitos à terra e recursos naturais, segundo a Global Witness. O respeitado grupo de direitos humanos Comissão Pastoral da Terra documentou mais de 70 assassinatos de defensores dos direitos da terra em 2017, incluindo muitos líderes de comunidades indígenas e membros do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. A grande maioria desses assassinatos ficou impune.
Além disso, desde que assumiu o poder por meio de um controverso processo de impeachment, o governo de extrema-direita do presidente Temer instituiu um congelamento de gastos que desencadeou importantes cortes em programas vitais de saúde e educação, e promoveu um total ataque aos direitos dos trabalhadores. Em fevereiro de 2018, o comitê de especialistas da Organização Internacional do Trabalho descreveu as mudanças de 2017 do governo Temer no direito dos trabalhadores de barganhar coletivamente como “não baseadas em negociações, mas na abdicação de direitos”. Nós encorajamos seu governo a usar sua autoridade para evitar mais ataques aos trabalhadores.
Nós também exortamos as autoridades judiciais e políticas brasileiras para que garantam eleições justas e proteções aos direitos humanos: os tribunais brasileiros devem avaliar prontamente os méritos das acusações contra o presidente Lula, em que nenhuma evidência material foi apresentada como prova das acusações de corrupção do ex-presidente. Como exortaram ex-líderes do governo europeu, o presidente Lula deve ter sua liberdade concedida enquanto as apelações à sua condenação estão pendentes, de acordo com as garantias constitucionais do Brasil. A luta contra a corrupção não deve ser usada para justificar a perseguição de opositores políticos ou negar-lhes o direito de participar livremente das eleições.
Também esperamos ver justiça no caso de Marielle Franco, com os autores de seu assassinato capturados e processados, e medidas sendo tomadas para proteger outros ativistas corajosos que colocam suas vidas em risco denunciando a violência e a injustiça do Estado. Nós nos juntamos aos apelos por uma investigação internacional independente sobre seu assassinato.
Atenciosamente,
Mark Pocan (D-WI), Raúl M. Grijalva (D-AZ), Bernard Sanders (I-VT), Ro Khanna (D-CA), Jan Schakowsky (D-IL), Keith Ellison (D-MN), Pramila Jayapal (D-WA), Barbara Lee (D-CA), Adriano Espaillat (D-NY), Eleanor Holmes Norton (D-DC), José Serrano (D-NY), Rosa DeLauro (D-CT), James McGovern (D-MA), Maxine Waters (D-CA), Jamie Raskin (D-MD), Frank Pallone (D-NJ), Zoe Lofgren (D-CA), Alan Lowenthal (D-CA), Alma Adams (D-NC), Yvette Clarke (D-NY), Bobby Rush (D-IL), Linda Sánchez (D-CA), Peter Welch (D-VT), Robert Brady (D-PA), Henry C. “Hank” Johnson, Jr. (D-GA), Karen Bass (D-CA), David Price (D-NC), Luis Gutiérrez (D-IL), Derek Kilmer (D-WA)
Fonte: Tijolaço

segunda-feira, 19 de março de 2018

MARIELLE: O CRIME NÃO VENCERÁ!

Passados cinco dias do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco/PSOL, que conseguiu uma grande votação, próximo dos 50 mil votos, foi não só um ato brutal contra a vereadora e seus familiares, foi um ataque a democracia brasileira, tão abalada nos últimos anos e a todos aqueles que lutam por uma cidade justa e livre da violência.

A identificação e punição exemplar dos assassinos é o maior resposta que a sociedade pode passar para as pessoas de bem. A punição é um recado para aqueles que acham que vão resolver os conflitos na brutalidade, na bala.

Se a impunidade vencer, ficará o recado dos assassinados e bandidos, que o crime compensa, que qualquer um que se meter seu caminho terá o mesmo destino. A intimidação do crime vencerá.

Escuto muita gente tentando justificar o assassinato, com a seguinte frase: "Mas ela se meteu onde não deveria". Como assim? Ela foi eleita vereadora e representante da sociedade, principalmente do povo pobre e oprimido pela violência, que mora nas nossas comunidades. Ela vinha realizando um trabalha exemplar. Se todos os eleitos e toda a sociedade fizessem o mesmo, com certeza nossa realidade seria totalmente diferente. 

Não podemos aceitar que a violência e o crime nos oprima, a sociedade precisa se mobilizar e exigir o esclarecimento e a punição dos executores e dos mandantes.