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terça-feira, 27 de novembro de 2018

A CAIXA ECONÔMICA FEDERAL VAI ACABAR NAS MÃOS DO BRADESCO OU DO ITAÚ

Na última década a Caixa Econômica Federal, cresceu de tamanho e de importância no cenário da economia brasileira. O banco governamental é responsável pela gestão do FGTS, de diversos programas sociais, como o Minha Casa Minha Vida e virou o principal agente financeiro das políticas sociais do país.

Nos últimos dois anos, infelizmente a Caixa vem sofrendo ataques daqueles que tem o "olho grande" nas operações do banco. É a menina dos olhos do setor financeiro privado brasileiro. Em 2014, tinha mais de 101 mil funcionários e hoje chega a 86 mil, para cuidar de 102 milhões de contas.

Recomeça na Caixa Econômica Federal, a mesma política de fatiamento para desmontar o banco e entregar a iniciativa privada, que aconteceu nos governos do Fernando Henrique Cardoso. Os integrantes do futuro governo Bolsonaro, na equipe de transição e através de declarações, afirmam a intenção de privatizar o banco, demonstrando o pouco apreço pelas politicas publicas, que tanto ajudam a população mais necessitada do país.

Ao invés de prepararem um concurso público para repor as perdas do quadro funcional e, assim melhorar o atendimento a  população, a direção da Caixa anuncia mais um plano de desligamento, onde busca atingir mais de 1.600 adesões e assim aumentar a falta de funcionários nas unidades do banco.

Tudo isto visa preparar o banco para ser entregue "enxuto" a iniciativa privada. O Bradesco e o Itaú em diversos momentos já demonstraram interesses de assumir algumas operações do banco, como a gestão do FGTS. 

quinta-feira, 17 de maio de 2018

PETROLEIROS APROVAM GREVE

Os petroleiros, trabalhadores da Petrobrás, estão aprovando o indicativo da FUP (Federação Única dos Petroleiros) de greve por tempo indeterminado, contra a tentativa de privatização da maior empresa brasileira, pelo governo golpista do Michel Temer.

Na verdade o grande objetivo é entregar a nossa maior riqueza, o petróleo e o pré-sal, para as empresas norte americanas. O atual presidente da empresa, Pedro Parente, já entregou para grupos estrangeiros mais de 30 ativos estratégicos, como os campos do pré-sal, sondas de produção, redes de gasodutos, distribuidoras de gás, termoelétricas e usinas de biocombustíveis. Agora o governo busca entregar as refinarias: Repar (PR), Abreu e Lima (PE), Rlam (BA) e Refap (RS), que inclui ainda 24 dutos e 12 terminais.

Todo este processo de entrega do patrimônio público, passa pelo golpe implementado no país. Além da Petrobrás, empresas importantes como a Eletrobrás, Banco do Brasil e Caixa, estão na lista de entrega ao capital internacional. O preço pelo apoio ao golpe e quem vai pagar na verdade será o povo brasileiro, com o aumento (ainda maior) dos combustíveis, energia elétrica e dos juros praticado pelos bancos, que já são exorbitantes.

Fonte: FUP

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

BANCÁRIOS DA CAIXA LUTAM CONTRA A ENTREGA AOS BANCOS PRIVADOS

No último dia 26, a Comissão de Empregados da Caixa, conseguiu reverter, com a direção do banco, os reflexos nas carreiras (na licença prêmio e promoção por mérito) dos bancários que participaram da paralisação de 15 de março e às greves gerais dos dias 28 de abril e 30 de junho. Sobre os dias parados, os representantes dos bancos disseram que este item seria discutido em outra ocasião.

A retirada de direitos dos bancários da Caixa é parte da estratégia do governo para desmontar o banco e entregar de mãos beijadas para os bancos privados.

Os bancários da Caixa lutam em todo o Brasil, com manifestações e paralisações, contra a abertura do capital do banco. Os bancários e a sociedade querem a Caixa Pública e com sua função social de financiar a habitação popular e os investimentos sociais do governo federal.

O governo Temer vem atacando a Caixa Econômica Federal, com um processo de reestruturação, que passa por fechamento de agências e diminuição do seu papel social. Mas os bancários vem resistindo e lutando contra a entrega do bancão do governo, aos banqueiros privados.

Em várias partes do país, os bancários estão conseguindo reverter fechamentos de agências, como aconteceu na agência Jardim Camargo Novo, em São Paulo. A vitória foi conseguida através da mobilização do sindicato, dos bancários e da sociedade. Esta agência é a única no extremo leste da capital paulista.

No Rio de Janeiro, os bancários fizeram uma grande manifestação semana passada e terminaram com um grande abraço ao Prédio Central da Caixa, que fica na Av. Almirante Barroso, centro da cidade.

Na última negociação, com a direção do banco, a Comissão de Empresa dos funcionalismo, entregou a proposta dos bancários para o termo de compromisso que garante os direitos dos trabalhadores e respeito a todas as cláusulas da Convenção Nacional dos Bancários e a pauta especifica dos funcionários da Caixa. 

Confira a íntegra da proposta de termo de compromisso entregue à Caixa:
Termo de Compromisso
CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES DO RAMO FINANCEIRO CONTRAF
As partes ajustam entre si:
1º. Todas as negociações dos bancários serão feitas exclusivamente com os sindicatos.
2º. O Acordo Coletivo de Trabalho é válido e aplicável a todos os empregados da Caixa Econômica Federal, independente de faixa de escolaridade e de salário em que se enquadram.
3º. A CAIXA não contratará trabalhadores terceirizados em atividades fim, bem como não empregará por intermédio de contratos de autônomos, intermitentes, temporários, a tempo parcial e 12x36, assim resguardando pelo cumprimento do artigo 37, II da Constituição Federal e do artigo 224 da CLT.
4º. Todas as homologações de desligamentos serão feitas nos sindicatos, reiterando a cláusula quadragésima primeira do Acordo Coletivo de Trabalho.
5º. Todos os trabalhadores que prestam serviço em favor da cadeia de valores, em que integrante a Caixa Econômica Federal, são representados pelos sindicatos de bancários.
6º. O empregador é responsável pelas condições de saúde e segurança no ambiente de trabalho, seja ele interno ou externo.
7º. A jornada de trabalho, pausas e intervalos são consideradas como norma de saúde, higiene e segurança do trabalho.
8º. Os dirigentes sindicais terão livre acesso a todos os locais de trabalho.
9º. Todas as cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho estarão asseguradas após a data base e permanecerão as suas vigências até a celebração de nova acordo coletivo.
10º. A Caixa Econômica Federal respeitará e garantirá a aplicação das normas internas, RH 151 e RH 184, quanto as hipóteses de incorporações da gratificação de função quando do descomissionamento da função, preservando os direitos adquiridos.
11. A PLR não será parcelada em mais de duas vezes.
12. Não será feita rescisão de contrato de trabalho de comum acordo no formato previsto na lei 13.467/2017.
13. Não haverá compensação de banco de horas, sem negociação coletiva.
14. A Caixa Econômica Federal respeitará e exigirá o cumprimento os intervalos de repouso e de alimentação, de quinze minutos e mínimo de uma hora, respectivamente, para aos jornadas de até seis e acima de seis horas.
15. As férias anuais não serão parceladas em mais de duas vezes.
16. Não será utilizado o artigo 223 e incisos da Lei 13.467/2017 que limita a liberdade de expressão dos sindicatos e dos trabalhadores.
17. O salário não será pago em prêmios ou por produtividade.
18. Não farão a quitação anual de passivos na forma prevista na lei 13.467/2017.
19. Não será constituída comissão de representantes de empregados não vinculadas ao sindicato, haja vista a previsão em Acordo Coletivo de Trabalho dos delegados sindicais.
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DOS TRABALHADORES DO RAMO FINANCEIRO CONTRAF
COMISSÃO EXECUTIVA DE EMPREGADOS DA CAIXA ECONÔMICA FEDERAL

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

GOVERNO TRABALHA PARA ENTREGAR O BANCO DO BRASIL PARA OS BANQUEIROS

“Colocaram a raposa no galinheiro dos ovos de ouro”. O ditado popular explica com exatidão o que vem acontecendo dentro do Banco do Brasil, para atender interesses privados, mais precisamente, do Itaú. Em 2016 foi contratada, sem licitação, por “notório saber”, a Falconi Consultores de Resultados, para preparar o desmonte do BB, chamado oficialmente de “reestruturação”.
O trabalho desta empresa é enxugar a estrutura do banco público, preparando-o para a privatização, política do governo Fernando Henrique Cardoso, retomada pelo seu aliado, Michel Temer. Entre os membros do Conselho de Administração da Consultoria Falconi está Pedro Moreira Salles, à época da contratação Presidente do Conselho de Administração da holding Itaú Unibanco, atualmente Presidente do Conselho Diretor da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban).
O absurdo é um banco privado estar conduzindo as políticas de um banco público, que tem um papel estratégico, o de fomentar o desenvolvimento econômico e social do país. No mínimo a situação configura um conflito de interesses, já que o desmonte da rede de agências, com extinção de milhares de postos de trabalho, abriu espaço para os bancos privados, entre eles o próprio Itaú. A primeira fase da reestruturação resultou no fechamento de 402 agências, extinção de 9.400 postos de trabalho e redução salarial drástica que atingiu quase 4 mil funcionários.
O concorrente continua dentro do BB. A mesma consultoria está fazendo o mapeamento dentro da Diretoria de Tecnologia do banco, um setor altamente estratégico a cujas informações o setor privado está tendo acesso. Seguindo a linha de “mãos de tesoura” da Falconi, de corte dos custos, há o temor de extinção de funções, abrindo espaço para a substituição de funcionários concursados por trabalhadores precarizados de empresas terceirizada.
Fonte: Matéria reproduzida do site dos Bancários Rio na íntegra