Mostrando postagens com marcador grande mídia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador grande mídia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de março de 2018

ECONOMIA AFUNDA, MAS A MÍDIA ESCONDE

Por Altamiro Borges


Apesar da falsa euforia da mídia chapa-branca, corrompida com milhões em publicidade oficial, a economia brasileira segue patinando. Na semana passada, o Banco Central divulgou que ela encolheu 0,56% em janeiro, o que jogou um balde de água fria nas previsões otimistas de Henrique Meirelles, o “sinistro” da Fazenda do covil golpista de Michel Temer. O estudo não virou manchete nos jornalões e nem foi motivo de comentários ácidos dos ex-urubólogos da imprensa. O IBC-BR (Índice de Atividade Econômica do Banco Central) apontou a contração em vários setores – com exceção do agronegócio. A produção industrial mostrou a mais forte retração nos últimos dois anos ao encolher 2,4% em janeiro, na comparação com dezembro. Já o volume de serviços recuou 1,9% no mesmo período, no pior resultado para janeiro em seis anos. 

O desastre, porém, não inibiu a mídia chapa-branca, que continua jurando que “a situação está ruim, mas vai melhorar”. O seu esforço para manipular a sociedade é descarado. Ela evita dar destaque às péssimas notícias do cotidiano. Na semana anterior, uma nota bem minúscula da Folha informou que “o número de micro e pequenas indústrias paulistas que realizaram algum investimento caiu em fevereiro deste ano em relação a janeiro. Cerca de 15% aportaram recursos no próprio negócio, uma queda de um ponto percentual, segundo o Simpi (sindicato do setor) ... ‘Para a micro e pequena indústria, ainda há um aprofundamento da crise: investimento baixo, crédito escasso e perda de empregos’, diz o presidente do Simpi”. 

Já a revista Época também postou outra notinha miúda na segunda-feira (19): “Pesquisa realizada pela Fecomercio mostra que houve fechamento de quase 18 mil postos de trabalho no estado de São Paulo no mês de janeiro. A capital responde por quase um terço do total. De acordo com a entidade, o recuo no número de vagas é natural para janeiro pois sucede o Natal, ocasião em que as contratações crescem. Os setores mais atingidos com o fechamento de postos foram: vestuário, tecidos e calçados e supermercados. Atualmente há mais de dois milhões de empregos formais no varejo paulista”. Ou seja: 18 mil pessoas são jogadas no olho da rua, mas para a revista da golpista famiglia Marinho isto é “natural”. 

A quebradeira das empresas – com a multiplicação de placas de “vende-se” ou “aluga-se” – pode ser vista nas ruas de várias cidades do país. Mas a mídia insiste em ocultar o desastre. Em fevereiro, a própria Confederação Nacional do Comércio (CNC), que teve papel ativo na desestabilização do país e na cavalgada que alçou ao poder a quadrilha de Michel Temer, confirmou a tragédia. Segundo seu estudo, que também foi abafado pela imprensa, 226,5 mil lojas fecharam as portas no ano passado – um recorde histórico. Em 2016, ano do golpe, já tinham sido fechados 105,3 mil estabelecimentos comerciais em todo o país. Apesar da tragédia, a golpista CNC garante que “a previsão é de alguma recuperação para 2018”. E tem otário que acredita! 

Em tempo: Neste esforço para iludir os brasileiros, a mídia chapa-branca deu manchetes e soltou rojões com a notícia de que o “Brasil registrou a criação de 61.188 novas vagas com carteira assinada em fevereiro de 2018, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados nesta sexta-feira, 23, pelo Ministério do Trabalho. O resultado é o melhor para o mês desde 2014, quando foram criadas 260.823 vagas. Em fevereiro de 2017, foram criados 35.612 postos de trabalho” – comemorou o Estadão. Em editorial publicado neste sábado (24), a própria Folha, mais cautelosa, evitou a euforia. 

"O balanço do emprego formal de fevereiro apresentou notícias positivas, mas ainda frustrantes. Criaram-se mais vagas com carteira assinada do que no mesmo mês de 2017 (61,2 mil contra 35,6 mil), mostra o Caged. Entretanto os números vieram abaixo das previsões de economistas do setor privado – e restam setores e regiões em crise”. O jornalão da famiglia Frias até ensaia uma crítica suave ao covil golpista. “A gestão Michel Temer não conseguiu deslanchar um programa de concessões de obras e serviços para a iniciativa privada... Em suma, a recuperação do mercado de trabalho formal permanece lenta. Indica reticência e capacidade ociosa nas empresas. A escassez de vagas de melhor qualidade é, decerto, um obstáculo à expansão do consumo e da economia”.


quinta-feira, 28 de dezembro de 2017

COMO MANIPULAR UMA NOTÍCIA

Como o povo já percebeu a grande mídia brasileira, tem lado e perdeu o pouquinho de isenção que tinha num passado bem distante. Mas vejam o absurdo da manipulação da notícia sobra a taxa de desemprego no trimestre de agosto a outubro de 2017. Isto ocorreu quando os números foram anunciados no início de dezembro.

A MANIPULAÇÃO

A maioria dos telejornais dos principais canais de TV do Brasil, jornais, sites e rádios, anunciaram que a média da taxa de desemprego no Brasil caiu para 12,2%, no trimestre de agosto a outubro/2017. Mas qual foi a comparação que a grande mídia utilizou?  Comparou com o trimestre anterior (maio a julho), que foi de 12,8%. "A taxa de desemprego recua no Brasil, 0,6%, demonstrando que a economia vem se recuperando, mesmo lentamente".

Assim disse a grande mídia, liderada pela TV Globo, a Rede Bandeirantes, os Jornais O Globo e o Estado de SP, que se esforçam para melhorar a imagem da quadrilha que tomou conta do poder no Brasil, e que vem fazendo o trabalho que as classes dominantes exigem. Pela comparação da grande mídia brasileira, foram 586 mil pessoas que conseguiram emprego, no Brasil, no período.

QUAL A MANIPULAÇÃO DA INFORMAÇÃO? 

A comparação correta é sempre com o mesmo período do ano anterior. Neste caso, o correto seria com o mesmo trimestre de 2016. É mais seguro para avaliar a economia. Dando um exemplo do mês de dezembro, onde normalmente o comércio emprega. Como comparar este período que o mês de novembro ou qualquer outro do ano? O correto é comparar com dezembro de 2016, assim fazer uma avaliação correta e segura.

A NOTÍCIA COMO DEVERIA

O Brasil registrou no trimestre de agosto a outubro de 2017, uma taxa de desemprego de 12,2%, maior que o mesmo período do ano anterior, que foi de 11,8%. Quase ninguém divulgou que a taxa de 12,2% é a maior desde o início da série histórica da pesquisa feita pelo IBGE, desde 2012. Comparado com o mesmo período de 2016, são mais 698 mil pessoas a mais sem emprego. Então houve um aumento no desemprego de 0,4% e não uma diminuição da taxa em 0,6%.

Se compararmos os números do trimestre anterior (586 mil mais trabalhadores empregados) e com o mesmo período do ano anterior (698 mil pessoas perderam o emprego), teremos uma diferença de 1 milhão 284 mil trabalhadores.

É assim que a grande mídia faz com tudo o que interessa a ela.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

QUEM PERDEU FOI O BRASIL

A grande mídia comemorando a derrota do governo e a vitória do Cunha
A mídia e os poderosos e ricos que a dominam, na sua ânsia de derrotar o PT e o Governo Federal, apostaram e comemoraram, lá atrás, a eleição do Eduardo Cunha para a presidência da Câmara dos Deputados. 

Apostaram na política do quanto pior melhor, a mesma política que a dupla PSDB e DEM apostam. Perdeu o país que passou a ter uma Câmara dos Deputados a serviço dos interesses pessoais de um presidente e que conseguiu instalar uma crise institucional que paralisou o Brasil e com isto aumentando o descrédito na política e o aumento do desemprego, onde milhões de trabalhadores estão neste momento sem ter o que levar para as suas famílias no final de ano.

Com o desemprego num viés de alta, tenho a certeza que alguns deputados de oposição, estão neste momento comemorando os números do Governo Dilma e pouco se importando com o Brasil e seus trabalhadores.

Mas não sou daqueles que acham que o Cunha é o único culpado, acredito que a política econômica recessiva do governo Dilma tem uma grande contribuição para aumentar o caos. Dilma Rousseff, precisa mudar a direção econômica do seu governo e se não consegue achar a saída, fale com o Presidente Lula. 

Mas a ganância pelo poder das elites jogou o Brasil neste problema político.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

GRANDE MÍDIA CONTINUA TENTANDO DESTABILIZAR O GOVERNO DILMA

Na última sexta-feira (11) o Jornal Folha de São Paulo publicou uma reportagem dando como certa a substituição do Ministro Aloízio Mercadante por um quadro político com passagem na base aliada e também na oposição, com o objetivo de diminuir as derrotas do governo no Congresso Nacional.

O principal objetivo desta matéria é criar mais uma crise no governo e tentar com isto paralisar as articulações políticas necessárias para aprovar as medidas que visem sair da crise econômica. É a "política do quanto pior melhor" que as elites tentam implementar no país.

No sábado (12), o Palácio do Planalto divulgou nota oficial em que desmente a reportagem da Folha de São Paulo. A nota diz que o chefe da Casa Civil da Presidência da República detém toda confiança para continuar a realizar o trabalho tão fundamental para a gestão. A nota ainda diz que o ministro tem colaborado na construção da estabilidade política, tão necessária para a retomada do crescimento econômico e para a geração de empregos e distribuição de renda.

Tudo o que a grande mídia não deseja. Que se exploda o povão! 

Fontes: Blog do Planalto e Blog dos Amigos do Presidente Lula