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quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

CHARGE: BRASIL SE APEQUENANDO



A cada dia o Brasil vai se apequenando perante ao cenário internacional. Aquele país que se propunha ser mais que um coadjuvante no cenário econômico e político internacional, sumiu. Hoje o Brasil voltou a ser aquela republiqueta onde o capital internacional vem aqui, faz uma boa conversa com alguns senadores, deputados e juízes e leva quase de graça todas as nossas riquezas, apenas deixando a pobreza, miséria, violência, desemprego e a desesperança no povo por um futuro melhor.

A charge do AROEIRA, para o Jornal O Dia/RJ, espelha bem como o nosso judiciário vai participando deste assalto as nossas riquezas, como o pré-sal, que estava destinado para o financiamento de uma saúde e educação pública de qualidade para o nosso povo.

Fonte: A Charge On Line   

terça-feira, 14 de junho de 2016

DEVOÇÃO AO DEUS MERCADO

Todo este processo político que acontece no Brasil tem um grande objetivo: É entregar nossas riquezas aos capital internacional privado. A ideologia neoliberal vem ganhando muita força aqui no Brasil, apesar que em quase todo o mundo este processo foi fracassado e a atual crise mundial é resultante desta política.

O golpe patrocinado no Brasil vai entregar a nossa maior riqueza, o Pré-Sal, para as exploradoras de petróleo multinacional, como a Shel e a Chevron e ainda privatizar, entregando de mãos beijada, os bancos públicos aos banqueiros privados. A sociedade brasileira precisa reagir ou será muito tarde e o crime de lesa-pátria, estará consumado e o futuro de gerações será comprometido. 

No Oriente Médio, os EUA precisam fomentar uma guerra para tomar o petróleo, aqui no Brasil, basta comprar alguns senadores e se aliar a Rede Globo, que tudo fica resolvido e sem disparar um único tiro. 

O golpe de Michel Temer, patrocinado pela FIESP, FIRJAN e das Organizações Globo, quer aprofundar a acumulação do capital e aumentar a pobreza. Vinte e sete anos depois das ideias neoliberais na economia, o resultado foi: Mais de 70% da riqueza mundial, está nas mãos de 80 pessoas. Isto mesmo, só 80 pessoas.

A pobreza atinge mais de 2/3 do território africano. A Ásia metade de sua população vive em condições precárias. A América Latina vive o seu sub-desenvolvimento crônico. As economias desta região que tentam reagir a esta lógica da elite mundial, é atacada de forma contundente por aqueles que vivem para acumular riqueza, sem se preocupar com o redor.

Os neoliberais brasileiros, transformam o Brasil num território 'fértil" aos interesses americanos. O Brasil é uma colônia dos EUA, tanto na economia, como na sua cultura. A lógica do consumismo em nossa sociedade, representa bem esta "dependência americana", imposta pelas elites tupiniquim, uma das mais egoístas do mundo. 

Vale lembrar, que mesmo que a distribuição de renda realizada nos últimos anos, a elite brasileira detém boa parcela da riqueza nacional. Apenas 10% da nossa população, possui 80% de nossas riquezas.

Para eles o que importa é o capital. Enquanto boa parte da população brasileira, olha para os céus esperando um milagre, para os neoliberais a sua religião é a devoção ao "Deus Mercado".

Charge: Duke

quinta-feira, 24 de março de 2016

O QUE ESTÁ EM JOGO NA DISPUTA DO PRÉ-SAL BRASILEIRO


O Brasil passa por uma grande turbulência política, é nesses momentos que os aproveitadores se movimentam e agora, não é diferente. Enquanto a nação debate se a Dilma deve ou não sofrer o impeachment, Se o Lula é culpado de algo, se o Serra e o Aécio Neves vão continuar a serem protegidos pelo juiz Sérgio Moro e se Eduardo Cunha continuará a ser protegido pela grande mídia brasileira, os "ratos" que buscam a nossa maior riqueza, se movimentam através de políticos que não tem qualquer compromisso com o futuro do Brasil.

O Senador José Serra do PSDB/SP é o principal articulador e até já apresentou um projeto que retira a obrigatoriedade da exploração pela Petrobrás e entrega o Pré-Sal brasileiro as multinacionais petrolíferas.

Este vídeo feito pela TVT é muito legal e esclarecedor. Vale a pena acompanhar e reproduzir.

sábado, 27 de fevereiro de 2016

BANCÁRIOS CONTRA A ENTREGA DO PRÉ-SAL

A diretoria do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro, soltou na noite da última quinta-feira, uma nota contra a tentativa de entrega do Pré-Sal para as petrolíferas estrangeiras, que estão de olho no petróleo brasileiro. Toda esta riqueza está voltada para o futuro do país, quando o governo Dilma propôs que a totalidade dos recursos fossem para a educação e a saúde. 

Por isto que a tentativa do governo federal de realizar um acordo e apresentar um substitutivo ao projeto original, do Senador José Serra do PSDB, causou uma grande indignação para quem defende uma Petrobrás 100% pública e o petróleo com a porta para um futuro melhor para o Brasil.

Veja a Nota dos Bancários Rio:

O Senado aprovou no último dia 24 de fevereiro, o PLS (Projeto de Lei do Senado) 131, de autoria do senador José Serra (PSDB), que retira a obrigatoriedade da Petrobras de ser a operadora única do Pré-Sal e extingue a garantia de participação mínima da empresa em 30% nos campos licitados, como prevê a Lei 12.351/2010, que instituiu o chamado regime de partilha. Se o projeto passar pela Câmara e for sancionado pela presidente Dilma, a Petrobras perderá a exclusividade na operação do Pré-Sal, já que caberá ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) oferecer a preferência à empresa, bem como a exploração mínima de 30% em cada campo que for licitado.

O projeto do Senado é fruto de um acordo injustificável entre o governo Dilma, o PSDB e os setores mais reacionários do Congresso Nacional e põe em risco um dos mais valiosos patrimônios naturais da nação, além de ameaçar investimentos sociais e o próprio futuro do Brasil. Transferir o controle destas riquezas para o mercado privado é entregar nossos recursos naturais aos interesses dos conglomerados nacionais e estrangeiros, em especial ao capital internacional.

É notório e histórico a sanha e a conspiração do capital estrangeiro contra o monopólio de uma de nossas mais valiosas riquezas. Não é por acaso que a Petrobras, desde o primeiro dia de sua criação, nos anos 50, sofreu ataques do conservadorismo da política nacional, da mídia e do capital estrangeiro. Na época, o presidente Vargas, que entregou sua vida ao interesse nacional, alertou a nação em sua carta-testamento. Segundo ele logo que começou a funcionar a estatal brasileira, veio uma volumosa onda de agitação contrária à empresa.

Hoje, a agitação que se avoluma contra a Petrobras e o Pré-Sal é a mesma, através da onda de ataques na grande imprensa contra a imagem de nossa mais respeitada empresa no mundo. É o olho gordo dos estrangeiros em nosso petróleo. Tentam enfraquecer a Petrobras, para entregá-la de mão beijada aos interesses e negócios privados, sonho dos privatistas e neoliberais.

Entregar as riquezas do Pré-Sal nas mãos da iniciativa privada é uma traição aos trabalhadores e uma ameaça à soberania nacional. O projeto significa ainda abrir mão de bilhões de reais que deixariam de ser investidos em saúde e educação, conforme compromisso do próprio governo. O país vislumbrou na exploração do petróleo em águas profundas a solução para os urgentes investimentos nas áreas cruciais para o desenvolvimento econômico e social e para o futuro do Brasil. O projeto do Senado só interessa a poucos e visa atender à ganância e acúmulo de riqueza de grandes empresas petroleiras estrangeiras.

O Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro expressa todo seu repúdio a este projeto e se alia aos petroleiros e a todo o povo brasileiro na luta em defesa dos interesses nacionais. O petróleo é nosso, é de todos os brasileiros. E o Pré-Sal também.

Diretoria do Sindicato dos Bancários do Rio de Janeiro

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

CAI A PROPOSTA DO SERRA/PSDB DE ENTREGAR O PRÉ-SAL


Ontem - quarta (02) não houve quórum para que fosse votada no plenário do Congresso Nacional o projeto de lei complementar que retira da Petrobrás a participação mínima de 30% na exploração do petróleo e gás da camada do pré-sal brasileiro.

O projeto do senador do PSDB/SP, José Serra, tem como objetivo sangrar o patrimônio do povo brasileiro e agradar aos financiadores estrangeiros das campanhas eleitorais dos candidatos da oposição ao atual governo. Isto é a interferência do capital estrangeiro na política brasileira. É o tal do financiamento privado de campanha tentando "meter" a mão nos interesses do povo brasileiro. 

O Congresso Nacional criou uma comissão especial para debater o projeto e foi extinta na semana passada porque não conseguiu reunir os senadores.  O Coordenador da Federação Única dos Petroleiros - FUP, José Maria Rangel, acompanhou, de perto, a tramitação da proposta de Serra.

"Desde o início, esta comissão se mostrava desarticulada e desorganizada. Nem mesmo o senador Serra, autor da proposta, aparecia nas reuniões. No dia em que o presidente dissolveu a comissão, Serra chegou atrasado, perdido, perguntando o que tinha acontecido". – relata José Maria.

"Querem voltar com a política do FHC. Não vão conseguir isso – afirmou, referindo-se à tentativa do ex-presidente de privatizar a estatal brasileira do petróleo". Disse o Senador Roberto Requião do PMDB/PR

O Senador Randolfe Rodrigues do PSOL/AP, também dúvida que o projeto seja aprovado no plenário. "É um projeto contrário aos interesses do Brasil. É tão danoso, que é impossível melhorá-lo. Tem de ser derrubado". – afirmou o senador do Amapá.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

PETROLEIROS LUTAM CONTRA A ENTREGA DO PRÉ-SAL

Petroleiros no ato em Brasília
Tramita no Senado Federal a proposta que muda o modelo de participação da Petrobrás e consequentemente do Brasil, na Divisão do Pré-Sal. Setores que tem seus interesses com as multinacionais do petróleo, querem voltar o  modelo anterior e acabar com o sistema de partilha, que é muito mais favorável ao país e que mantém o controle das reservas petrolíferas.

Os petroleiros, liderados pela FUP (Federação Única dos Petroleiros), estiveram em Brasília na última terça-feira (16), protestando contra o Projeto e que divulgou, junto a outros movimentos sociais, como a CUT. O documento justifica a importância de manter a Petrobrás como operadora única na exploração do Pré-Sal.

O documento é uma crítica ao Projeto de Lei 131, de autoria do senador José Serra (PSDB-SP), que acaba com a obrigatoriedade legal que garante à estatal exclusividade na operação do pré-sal, além da participação mínima de 30% nos blocos exploratórios. Para a FUP, o projeto de Serra, que foi apresentado em março deste ano, obteve parecer favorável na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) "em tempo recorde e sem qualquer debate com a sociedade". Uma caravana do Sindipetro Unificado de São Paulo foi até Brasília para protestar contra a proposta.

Veja, abaixo, o texto divulgado pela FUP

Seis motivos que justificam a importância de manter a Petrobras como operadora única na área do pré-sal

1- Para avançar com soberania energética e ambiental: controlando a produção, garantido o abastecimento nacional,evitando a extração predatória, os riscos de acidentes e maiores custos econômicos no futuro. A operação única pela Petrobras no pré-sal brasileiro garante ao Estado nacional, que detém a maioria do capital votante da empresa, o planejamento da produção, escapando da armadilha da produção rápida e predatória, que compromete os reservatórios e trás inúmeros riscos ambientais como o ocorrido no acidente no campo de frade no litoral do Rio de Janeiro em novembro 2011 operado pela estadunidense Chevron.
O petróleo por muitos anos será estratégico como energético (responsável por mais de 50% da matriz mundial) e como matéria prima (presente em mais de 3 mil produtos). Garantir, sua exploração e uso adequado na atualidade, e que não faltará este recurso para as futuras gerações de brasileiros é obrigação de todos.
São inúmeros os exemplos de nações que submeteram a produção a multinacionais que operam sobre a lógica meramente econômica e hoje se encontram em maus lençóis. As situações vividas por nossos vizinhos argentinos onde após a privatização exportaram petróleo a 4 dólares o barril e mais tarde tiveram que importar a mais de 100 dólares, ou da Indonésia, que exportou petróleo a 1 dólar o barril e hoje drena seus recursos pagando pelo mesmo barril de petróleo 60 dólares, são procedimentos que não devemos repetir em nosso país.

2- Para preservar e ampliar o conhecimento, bem que vale mais do que o dinheiro. Ter a Petrobras como operadora única é essencial para garantir o domínio e a continuação do desenvolvimento tecnológico. O nível tecnológico atingido pelos trabalhadores da Petrobrás é fruto de muito trabalho e desenvolvimento científico. Ceder a condição de operadora única dificulta esta vantagem estratégica, expõe nossa capacidade de vanguarda a potenciais competidores e desperdiça oportunidades de aprendizado. A Petrobras recebeu em maio de 2015 o prêmio da Offshore Technology Conference (OTC), considerado o Nobel da indústria petroleira.
Este prêmio foi graças à nossa produção no pré-sal. Chegar a essa condição custou sangue, suor e lágrimas a gerações de brasileiros. As três coisas mais importantes para uma empresa de energia são: mercado, reservas e conhecimento tecnológico. O Brasil através da Petrobras detém os três, sendo o conhecimento o mais difícil de ser alcançado. Não temos nenhuma dúvida que a história vitoriosa da Petrobras, e seu extraordinário potencial indica plena capacidade de ser a operadora única no pré-sal. Mesmo vivenciando dificuldades momentâneas em relação a sua capacidade financeira, fato que já esta sendo superado com uma política adequada de preços, a Petrobras conseguiu em apenas oito anos após a descoberta do pré-sal, uma produção de cerca de 800 mil barris por dia, fato inédito na indústria do petróleo.

3- Para garantir que o petróleo produzido e os royalties recolhidos sirvam aos interesses do povo brasileiro. A operadora é responsável por medir o petróleo produzido e submeter a informação às instituições de controle e regulação. A produção sobre as condições do pré-sal, a quilômetros de distancia da costa dificulta e muito a fiscalização. Seguramente a melhor forma de acompanhamento pelo povo, e por nossas instituições nacionais dessa importante questão é estar sob controle da Petrobras. Ter a Petrobrás como operadora única, com o adequado controle público, é maior garantia na destinação dos royalties para educação e para a saúde. Além do mais, a propriedade do petróleo da às nações vantagens geopolíticas, na medida em que, o Estado pode administrar uma base natural rara, não renovável, desigualmente distribuído]no planeta e sobretudo essencial para a sobrevivência a segurança e o bem estar de todos os estados.

4- Para alavancar o desenvolvimento, com o conteúdo local, gerando mais e melhores empregos. A Petrobras, como operadora única, tem plenas condições de dirigir os empreendimentos. Incentivando de forma organizada o desenvolvimento da indústria de bens e serviços. Essa condição é essencial para a política industrial brasileira, maximizando o conteúdo local, em bases competitivas, e garantindo o desenvolvimento integrado a nível nacional. Segundo dados do Sindicato da Construção Naval (Sinaval), apesar da existência de inúmeras operadoras privadas e estrangeiras no Brasil apenas a Petrobras tem encomendas de navios e plataformas aos nossos estaleiros, portanto, a prática nos conduz a convicção, que sem a Petrobras, a política do conteúdo local tão importante para impulsionar o desenvolvimento nacional ficará só no papel. A operação e a condução dos empreendimentos pela Petrobrás possibilitam que mais e melhores empregos sejam criados no Brasil. Este fator estimula o estudo, a pesquisa e o conhecimento, potencializando a inteligência local, garantindo as condições para o intercambio de experiência com o conhecimento produzido a nível mundial.

5- Para manter a integralidade da lei da Partilha. A lei da Partilha 12.351/2010 aprovada pelo Congresso Nacional representou um salto de qualidade para a produção de petróleo no Brasil. Esta lei possibilita a estruturação de uma grande nação alavancando o desenvolvimento nacional, garantindo soberania energética e dando destino social ao retorno econômico, resolvendo assim nossos ainda graves problemas sociais. A Petrobras, como operadora única do pré-sal, é parte fundamental do modelo formulado na partilha para garantir esse tripé: soberania energética, desenvolvimento econômico e destinação social. Mudar esse ponto irá "desfigurar a Lei da Partilha" comprometendo a utilização adequada de um recurso que a natureza levou 150 milhões de anos para produzir.

6- Porque acreditamos no Brasil, na nossa potencialidade e na nossa capacidade. A história da indústria do petróleo em nossa pátria é cheia de desafios, que foram sendo superados um a um com perseverança, determinação e muito trabalho. Superamos o desafio de encontrar o sonhado petróleo no Brasil. Superamos o desafio dedesenvolver uma empresa e uma indústria potente e exemplar. Superamos o desafio de sermos autossuficientes em petróleo. Superamos o desafio histórico, ao descobrir o pré-sal, que para o consumo nacional, temos petróleo para mais de 100 anos. Confiamos plenamente no povo brasileiro, na capacidade de superarmos problemas que possam surgir. A Petrobras, operadora única no pré-sal, é mais uma conquista histórica. Manter esta conquista é um desafio de todos que lutam por um país justo, democrático e fraterno."

Rio de Janeiro, 15 de junho de 2015.

Federação Única dos Petroleiros (FUP)
Central Única dos Trabalhadores (CUT)
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)


Fonte: FUP / Rede Brasil Atual