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quinta-feira, 13 de outubro de 2016

ACORDO DOS BANCÁRIOS SERÁ ASSINADO HOJE

O Comando Nacional dos Bancários e a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) assinam nesta quinta-feira, 13, às 16 horas, no Hotel Maksoud, em São Paulo, a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) 2016/2018. No mesmo dia será assinado o acordo aditivo com a direção da Caixa Econômica Federal e também do Banco do Brasil.

Depois de uma greve de mais de 30 dias, os bancários conseguiram um acordo bianual, que garante todas as conquistas da categoria intactas por dois anos. Conquistas como a jornada de 6 horas, a PLR dos bancos privados e o modelo de PLR do Banco do Brasil e Caixa (a PLR Social), além de todas as cláusulas nas convenções específicas.

Os bancários terão 8% de reajuste, abono de R$ 3.500,00, PLR e em 2017, já terão garantidos a reposição integral da inflação e mais 1% de aumento real, além de manter o modelo de PLR de 2016, reajustada pelo índice de reajuste.

Com assinatura do acordo coletivo o abono de 2016, será pago até o dia 24 de outubro, junto com a antecipação da PLR.  A segunda parcela da participação nos lucros será creditada até o dia 1º de março de 2017.

Itaú - Os bancários do Itaú receberão, junto com a primeira parcela da PLR e o abono, a PCR (Participação Complementar de Resultado), reajustada pelo índice de 8%. 

HSBC - Já os funcionários do HSBC vão receber a PLR paga pelo Bradesco. O valor será proporcional ao período de julho a dezembro de 2016. A antecipação será referente aos meses de julho, agosto e outubro e será creditada até o dia 24 de outubro.

Santander - O Sindicato enviou dois ofícios à direção do Santander solicitando que o pagamento da antecipação da PLR, diferenças salariais retroativas a 1º de setembro (data base da categoria bancária) e o abono sejam pagos até o dia 20 de outubro. Os documentos, encaminhados na segunda (10), referem-se aos funcionários da ativa do Santander Brasil e aos aposentados pelo Banespa.

BB - A PLR do Banco do Brasil será paga mantendo o mesmo modelo dos últimos anos, composto pelo módulo da Fenaban (valor fixo mais 45% do salário paradigma e do BB (parte variável mais parte linear de 4% do lucro líquido). 

Caixa - Os empregados da Caixa recebem a regra básica da PLR da Fenaban, de 90% do salário mais R$ 2.183,53, limitado a R$ 11.713,59 – mas ficando assegurado o mínimo de um salário ao empregado – e, ainda, do adicional de PLR, que equivale à distribuição de 2,2% do lucro líquido entre seus trabalhadores. Recebem ainda a PLR Social, que corresponde à distribuição linear de 4% do lucro líquido entre os trabalhadores, garantida por dois anos.


Antecipação da PLR: quanto você vai receber*

Pelo acordo com a Fenaban, os bancários vão receber a título de PLR a regra básica mais o valor adicional. Na antecipação serão pagos 54% do salário mais um fixo de R$ 1.310,12, limitado a R$ 7.028,15 e ao teto de 12,8% do lucro líquido do banco - o que ocorrer primeiro - apurado no primeiro semestre de 2016. A regra do adicional prevê 2,2% do lucro líquido do primeiro semestre de 2016 , dividido igualmente entre os trabalhadores, com teto de R$ 2.183,53.

*Esta primeira parcela será paga até o dia 24 de outubro de 2016. Os bancos têm até o dia 1º de março de 2017 para creditar a segunda parcela.

 Abono integral de R$3.500,00

terça-feira, 4 de outubro de 2016

BANCÁRIO É O BODE EXPIATÓRIO DO GOVERNO TEMER

Vagner Freitas, Bancário e Presidente da CUT
Os bancários chegaram ao 29º dia de greve forte nesta terça-feira e os banqueiros insistem em propor um reajuste abaixo da inflação, com perdas para os trabalhadores.

Para Vagner Freitas, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e bancário, a tentativa de rebaixamento dos salários pelos bancos possui um importante aliado, ou mesmo um protagonista “oculto”: o governo Temer.


“Não é verdade que os bancos não podem pagar a inflação. Os bancos estão se somando ao governo para derrotar a política de reposição salarial, que é a intenção deste governo golpista para todas as categorias. Mais ou menos como foi em 1994, na greve dos petroleiros, quando o sindicato da categoria fez a primeira greve na era FHC e o governo impediu a Petrobras de dar o reajuste, exatamente para manter o arrocho salarial que pretendiam para todos os trabalhadores”, explica Vagner.

“Os bancários estão sendo penalizados, feitos de bode expiatório, por um governo que quer aplicar uma política econômica de retirada de direitos e falsa austeridade. É a primeira categoria que se insurge contra essas questões. Aí eles [governo] propõem congelar gastos públicos por 20 anos, o que significa congelar investimentos em educação, saúde e também salários, de trabalhadores públicos e privados. É contra isso que estamos lutando. Contra essa política econômica equivocada, que diminui o fluxo de entrada de recursos dos salários na economia e, por consequência, reduz o consumo”, acrescenta. Vagner se refere à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, de autoria do governo Temer, que tramita na Câmara dos Deputados e que prevê o congelamento dos investimentos do Estado por duas décadas.

De acordo com o presidente da CUT, não houve grande mudança econômica, específica para o setor financeiro, da campanha dos bancários de 2015 para a deste ano. “A grande mudança, que está fazendo com que os bancários não recebam a recomposição da inflação, é a de governo. No governo passado, com todas as dificuldades, nem passou pela cabeça dos banqueiros não recompor a inflação. Não tinham um aliado no governo. Agora eles têm no Temer um parceiro para rebaixar salários.”

“Como presidente da CUT, sei que existem setores da economia com dificuldades para dar aumento real, mas não é caso do setor financeiro. Por acaso vão limitar os bônus dos diretores? Vai deixar cada um de ganhar R$ 1,5 milhão, R$ 2 milhões? O [Roberto] Setubal [presidente do Itaú] vai ganhar menos? O [Luiz Carlos] Trabuco [presidente do Bradesco] vai ganhar menos? Ou vai ser só o bancário que será penalizado?”, questiona Vagner. “A não reposição da inflação significa que você vai ganhar menos esse ano do que ganhou ano passado. Você trabalhou mais para ganhar menos”, acrescenta.

Greve heroica – O presidente da CUT parabenizou a categoria pela forte mobilização.

“A greve dos bancários é heroica. Parabéns para essa categoria, a qual me orgulho de pertencer. Não tenho dúvida que estamos cumprindo um papel de não só defender nossos interesses, mas os interesses de todos os trabalhadores. Se não tiver aumento para o bancário, também não vai ter para o químico, para o metalúrgico, para o professor. É hora de solidariedade de todos os sindicatos, de todas as categorias, com a greve dos bancários. Pode ter certeza que a partir da semana que vem, com a paralisação continuando, será de todos os trabalhadores contra o arrocho salarial, com os bancários capitaneando”, conclui Vagner.

Fonte: Bancários São Paulo
Autor: Felipe Rousselet

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

TRABALHADORES COMEÇAM MOVIMENTAÇÃO PARA DEFENDER SEUS DIREITOS


Os bancários vem realizando uma greve nacional muito forte e já entrou no seu 23° dia. mesmo assim os bancos orientados pelo governo golpista e aliado dos banqueiros, do Michel Temer, apresentam uma proposta que sequer recupera o poder de compra dos salários frente a inflação do período. Isto é uma orientação do governo federal para derrotar os bancários, para que eles sirvam de exemplo para as demais categorias em luta.


Além dos bancários, categorias importantes como os Petroleiros e os Metalúrgicos, começam suas movimentações. Os petroleiros estão na mesa de negociações e até o momento não conseguiram arrancar nada de produtivo, apenas uma proposta vergonhosa de 4,67% de reajuste salarial, bem abaixo da inflação.


Os metalúrgicos preparam uma grande manifestação na próxima quinta-feira (29), em defesa dos direitos, contra o desemprego e contra a alta da taxas de juros, entre outras reivindicações. O Dia Nacional de Luta dos Metalúrgicos, contará com a organização de cinco centrais sindicais, a CUT, CTB, Força Sindical, Intersindical e CSP-ConLutas.

terça-feira, 27 de setembro de 2016

FENABAN CHAMA BANCÁRIOS PARA NEGOCIAÇÃO HOJE

Depois de algum tempo e com uma greve muito forte em todo o Brasil, os banqueiros, representados pela FENABAN (Federação Nacional dos Bancos), chamaram os bancários, através da CONTRAF/CUT (Confederação Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro) e o Comando Nacional da categoria para o retorno a mesa de negociações, nesta terça-feira (27), hoje, às 14h00, em São Paulo.

Espero que os banqueiros que lucraram quase R$ 30 Bilhões, em apenas 6 meses, apresentem uma proposta digna aos seus funcionários. A última proposta não repõe nem a inflação do período, que foi de 9,62%.. Os banqueiros querem 7% e um abono (Cala Boca) de R$ 3.300,00. Chamo o abono de "Cala Boca" afinal ele é usado para arrochar nossos salários. O abono só aparece se o reajuste for menor que a inflação. Esta é uma lógica ruim para os salários dos trabalhadores.

Mas quem decide qualquer proposta, são as assembleias em todo o país. Vamos aguardar as negociações. Estarei divulgando no meu twitter: @viniciusasbfr 

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

GREVE DOS BANCÁRIOS SEGUE SEM SOLUÇÃO

Enquanto os lucros dos bancos cresce, desigualdade também aumenta.
A ganância dos banqueiros não tem limites. Os bancos lucraram somente no primeiro semestre de 2016, quase 30 bilhões de reais e o mais impressionante é que a sociedade não questiona toda esta lucratividade. 

Alguns editoriais na grande mídia burguesa questionam a greve dos bancários e não a lucratividade do setor, sem nenhuma contrapartida para a sociedade brasileira. Nada de se espantar, afinal a grande mídia brasileira continua a serviço dos poderosos, e portanto, os banqueiros são seus aliados.

Apesar dos 30 bilhões de lucro do sistema financeiro brasileiro, os banqueiros apresentaram um proposta que sequer repõe a inflação de período para a categoria bancária. Isto é muito mais que ganância ou intransigência, é um escarnio mesmo!

Hoje a categoria bancária é composta de mais de 400 mil trabalhadores no Brasil inteiro, e está sendo usada para uma demonstração de força do atual Governo Federal. Querem impor uma derrota aos bancários para que sirva de exemplo as demais categorias que estão em luta ou terão, em breve, seus direitos atacados. 

A greve entrou no seu 17º dia e os bancários tem demostrado muita força e unidade em todo o Brasil, já são mais de 13 mil unidades paralisadas em todo o país. No município do Rio de Janeiro, já são quase 400 unidades paralisadas em diversos bairros da cidade. O centro financeiro está todo paralisado. Os bancários querem reposição de inflação e aumento real de 5% nos salários.  

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

GREVE DOS BANCÁRIOS CONTINUA CONTRA A INTRANSIGÊNCIA DOS BANQUEIROS


Mesmo o sistema financeiro brasileiro lucrando quase R$ 30 bilhões somente no primeiro semestre de 2016, os banqueiros oferecem aos bancários um acordo que sequer recupera o poder de compra dos salários, frente a inflação do período, que foi de 9,62%. Os bancos oferecem aos seus funcionários um aumento de 7% (perda de 2,39%) e um abano, não incorporado aos salários de R$ 3 mil.

A grande verdade é que os banqueiros estão rezando na cartilha do governo golpista de Michel Temer e querem "derrotar" a categoria bancária, para que ela sirva de exemplo para outras categorias em luta. Tenho dito que este governo é dos banqueiros e portanto estão fazendo o que vai valer de agora em diante: Arrochar salários e retirar direitos.

Mas os bancários tem muita disposição de luta, apesar de todo assédio moral que diversos vem recendo durante a legítima greve, por salários e melhores condições de emprego.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

HOJE BANCÁRIOS AVALIAM PROPOSTAS DOS BANCOS

Hoje os bancários de todo o Brasil irão debater em assembléias a proposta dos bancos para a categoria. No Rio de Janeiro aconteceram nos seguintes endereços e todas as 18 horas.

Bancos Privados: Sindicato: Av. Presidente Vargas, 502 / 21 anadar - Centro
Banco do Brasil: ABI - Rua Araújo Porto Alegre, 71 - Centro
CEF: Galeria dos Empregados do Comércio - Av. Rio Branco, 120 / SL - Centro

Depois de uma greve 21 dias de greve, os bancos foram obrigados a melhorara a proposta para a categoria bancária e apresentaram o índice de 10% para todas as verbas salariais e PLR. Para os tíquetes refeição e alimentação o reajuste será de 14% e o Comando Nacional indica pela aprovação da proposta que foi resultado da luta da categoria. 

tenho a certeza que merecemos muito mais. Mas os banqueiros queriam na verdade implodir nossa estratégia de campanha unificada e retornar com o abono para arrochar nossos salários. Banqueiro só coloca o abono para conceder reajuste salarial abaixo da inflação, coisa que não acontece com a categoria desde 2004.


A proposta ainda prevê, ainda, entre 63% e 72% de anistia dos dias parados.

O ABONO É PERDA PARA O TRABALHADOR e uma manobra dos banqueiros para arrochar nossos salários e baratear as suas folhas de pagamentos. O Abono no incide sobre as verbas salariais, FGTS, 13 salário, Férias, entre outras verbas  

Podemos fazer um cálculo rápido e poderemos ver os efeitos maléficos do abono em nossos salários.

Exemplo sobre um salário de R$ 2.000

Reajuste de 10% - R$ 200,00
Salários Mensal: R$ 2.200,00 (x13)
Total Anual: 28.600,00


Reajuste de 5,5% - R$ 110,00 + Abono R% 2.500,00 
Salário Mensal: R$ R$ 2.110,00 (x13)
Total Anual: 27.430,00

Nos salários a perda em apenas um ano é de R$ 1.170,00 e isto não levando em consideração as perdas no FGTS, no 13 salário, nas remuneração das férias, entre outras verbas.

Fazendo uma projeção que em 2016 o reajuste também seja de 10% sobre os salários, mais perdas aconteceriam, vejam:

No Salário de R$ 2.200,00 x 10% = R$ 220,00
No Salário de R$ 2.110,00 x 10% = R$ 211,00

Uma perda de R$ 9,00 por mês no mesmo índice de reajuste. No ano chega a R$ 117,00 e assim os banqueiros vão arrochando nossos salários. Se for levar em conta que o banqueiro de um certo banco tem 64.000 funcionários com todos na mesma faixa salarial (R$ 2.000), ele estaria economizando R$ 7.488.000,00 

A sucessão ganho real que a categoria teve durante os últimos anos, levou os bancários acumularem um aumento acima da inflação de 20,83%, é por isto que os bancos tentam queriam nos impor a lógica do abono.

Todos nas assembléias e não deixe que ninguém decida por você.

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

BANQUEIROS CONTINUAM DESRESPEITANDO OS BANCÁRIOS


Após nova rodada de negociações em São Paulo entre bancários e banqueiros, a FENABAN (Federação dos Bancos) continua a desrespeitar os bancários de todo o país e a população que sofre com uma greve que é única e exclusivamente culpa dos banqueiros.

Na negociação, os banqueiros voltaram a oferecer uma proposta que é abaixo da inflação, com o índice de 8,75% sobre todas as verbas salariais. Mesmo com a alta lucratividade do setor, eles continuam com o firme propósito de derrotar o movimento grevista e oferecer uma proposta que nem repõem a inflação.

Nova negociação hoje a partir das 14:00 em São Paulo.

A greve continua!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

GREVE FORTE EM TODO O BRASIL, ARRANCA NEGOCIAÇÃO


A Greve dos Bancários em todo o Brasil só cresce a cada dia e mais bancários aderem ao movimento grevista. Esta movimentação já foi percebida pelos banqueiros, que chamaram os bancários para nova negociação, nesta terça (20), depois da ridícula proposta que arrocha os salários da categoria em mais de 4%.

A categoria continua firme e revoltada com a proposta. Os maiores bancos do Brasil lucraram juntos mais de R$ 37 bilhões somente neste ano e portanto, tem plenas condições de atender as reivindicações da categoria.