segunda-feira, 4 de julho de 2016

BRASIL VIROU O PAÍS DO ÓDIO, DO PRECONCEITO E DAS AGRESSÕES


A cada dia em todo o país, militantes da esquerda brasileira e seus instrumentos sofrem com agressões. Nas ruas, bares e até sedes dos partidos políticos de esquerda, como aconteceu na última semana com a sede nacional do partido dos trabalhadores.

O perigo é que existem várias frentes dentro da própria esquerda brasileira defendendo responder aos ataques. Mas isto nunca fez parte a história daqueles que defendem um Brasil justo e solidário.

Tudo passou dos limites na madrugada da última terça-feira (28/6), a estudante e ativista Mayra de Souza, 27 anos, militante do movimento social Levante Popular da Juventude, foi xingada e agredida com dois socos no rosto por um simpatizante do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC/RJ), identificado pelo movimento LGBT, como Diego Oliveira da Rocha. O caso aconteceu em Samambaia, Brasília-DF. 

A jovem estava em um bar com quatro amigas, quando foi abordada pelo agressor e após repetidos pedidos para que ele se afastasse da mesa, o homem começou a gritar “Bolsonaro 2018” e, no momento em que Mayra foi fumar um cigarro, ele deu o primeiro soco, no olho esquerdo. A mulher caiu no chão e recebeu outro golpe, desta vez no queixo. Diego fugiu do local. Mayra registrou o caso na Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam) e as sequelas físicas ainda estão sendo analisadas, mas cada um pode tirar suas conclusões pela imagem acima. 

Mayra contou que no próximo dia 6, fará uma consulta oftalmológica para avaliar os danos no seu olho. “Não estou enxergando direito e nem consigo abrí-lo.” A jovem disse que jamais imaginou que a selvageria dos discursos das redes sociais pudesse se tornar real. “Essa violência foi misógina, homofóbica e política. São esses ícones de ódio, como Bolsonaro, que incitam esses atos. Mas não vou me esconder.” 


Movimentos LGBT e feministas divulgaram uma nota de repúdio. O texto, assinado por 27 coletivos, afirma que a violência sofrida por Mayra é símbolo “desse avanço conservador, acompanhado da: sub-representação de mulheres, negros, jovens, LGBTs, trabalhadores e camponeses no Congresso Nacional; da ridicularização e criminalização crescente dos movimentos sociais e da luta política; do aumento da violência, das ameaças e da cultura do medo.” 


Fonte: Correio Braziliense

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